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    Exclusivo: “Estamos vivendo um momento de resgate do desrespeito pelo poder”, acredita diretor de Mulheres no Poder
    Por Renato Hermsdorff — 14 de mai. de 2016 às 08:53

    “No bom sentido”, segundo Gustavo Acioli. Dira Paes completa: “A gente fez um filme despretensioso, querendo rir de tudo isso”.

    Mulheres no Poder é uma sátira política que inverte os gêneros e coloca as mulheres numa posição tradicionalmente ocupada por homens. “É uma crítica à política masculina”, resume o diretor do filme – em cartaz desde a última quinta-feira –, Gustavo Acioli. “É como se as mulheres fossem maioria e os homens tivessem buscando aquela cota”, completa Dira Paes, a atriz protagonista.

    Na trama, ela vive uma senadora corrupta, que vê a oportunidade de se dar bem por meio de um contrato de licitação aberto pela pasta de uma ministra (papel de Stella Miranda) tão ou mais cobra que a parlamentar.

    Cristina Granato
    Dira Paes na pré-estreia do filme na última terça-feira, 10 de maio, no Rio de Janeiro.
    O roteiro do longa começou a ser escrito (pelo próprio Gustavo) em 2009; a produção terminou de ser filmada no início de 2014; e a previsão inicial de estreia datava de agosto de 2015. O lançamento só agora, em que o país vive uma gravíssima crise política, foi coincidência, no entanto, garante Acioli. Oportuno, mas coincidente.

    O diretor acredita que as inúmeras e variadas mudanças no jogo político ao longo desse tempo só contribuíram para que o filme ficasse “up to date”. “Por enquanto, eu estou dando muita sorte porque, quando eu escrevi esse filme, eu tinha uma coletânea de fatos históricos na minha cabeça, mas eram episódios isolados da política brasileira e, de repente parece que esses episódios passaram a se repetir”. São retratadas no filme, por exemplo, situações ligadas a habeas corpus preventivo, delação premiada, dinheiro na cueca (ou melhor, no corpete).

    Estamos vivendo um momento de resgate do desrespeito pelo poder. No bom sentido”, acredita Gustavo, se referindo à paródia como gênero. “A gente fez um filme despretensioso, querendo rir de tudo isso. E para quem não conhece, entender como esse tráfico de influências existe”, relativiza Dira.

     



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