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    O poder do cinema e da TV: 10 produções que mudaram o curso da história
    Por Renato Hermsdorff — 12 de abr. de 2016 às 12:53

    Do cardápio do McDonald's à inspiração de lei.

    A Batalha de Argel (1966)


    A produção ítalo-argelina, dirigida por Gillo Pontecorvo, tem como pano de fundo a Guerra da Argélia, o movimento de independência do país africano do controle francês, ocorrido entre os anos de 1954 e 1962. Os dois lados do conflito são abordados, com igual violência.

    Repercussão: indicado a três prêmios Oscar (direção, roteiro – Pontecorvo, ao lado de Franco Solinas – e filme estrangeiro), La Battaglia di Algeri ficou conhecido por ter servido de inspiração para a criação dos Panteras Negras e do IRA (Exército Republicano Irlandês), uma vez que seu lançamento coincidiu com o período de descolonização de várias nações e o crescimento do radicalismo armado dos movimentos nacionalistas.



    O Triunfo da Vontade (1934)


    O Triunfo da Vontade é considerado um primor técnico para a época em que foi lançado. O documentário da cineasta Leni Riefenstahl acompanha o sexto Congresso do Partido Nazista, em Nuremberg no ano de 1934, desde a chegada de Adolf Hitler, de avião, até ser ovacionado por multidões. Tudo de forma grandiosa e, certamente, um documento da maior relevância histórica.

    Repercussão: por conta da pompa mostrada nas imagens, a obra foi considerada uma valiosíssima peça de propaganda nazista no recrutamento de novos seguidores.



    O Nascimento de uma Nação (1915)


    Stoneman Vs Cameron: Guerra Civil. Assim O Nascimento de uma Nação poderia ser “readaptado” para os dias atuais, mais de cem anos depois do lançamento do filme. Resumindo, a ficção acompanha as consequências do conflito para a vida de duas famílias, que se alistam em lados opostos da guerra. Enquanto os Cameron se unem ao exército Confederado; os Stoneman aderem às forças da União.  

    Repercussão: um estrondoso sucesso comercial em 1915 – quase 15 anos antes da primeira cerimônia do Oscar –, o filme do diretor D.W. Griffith foi acusado de denegrir a imagem dos negros e retratar os membros da Ku Klux Klan como heróis. Por conta dessa interpretação, muitos creditam à produção cinematográfica o aumento do número de integrantes da organização racista à época.

     

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