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    Top 10: As maiores personalidades do cinema brasileiro em 2015
    Por Renato Hermsdorff — 11 de dez. de 2015 às 15:55

    É chegada a hora de reconhecer quem fez a diferença no cinema nacional no ano que (quase) passou. E, olha, foi um ano bem feminino...

    02. Fábio Porchat

    A sequência das aventuras de Fábio e Miá nos cinemas, Meu passado me Condena 2, não fez nada feio nas bilheterias e levou mais de 2,5 milhões de pessoas ao cinema. Por se tratar de uma comédia baseada em um universo já conhecido do grande público e estrelada pela dupla Fábio Porchat e Miá Mello, não dá pra dizer que o resultado surpreendeu. O que pegou o público de surpresa foi descobrir a veia dramática do ator, exposta no longa Entre Abelhas. Um projeto dele e do diretor dos vídeos do Porta dos Fundos, Ian SBF, a primeira produção deles para o cinema vendeu perto de 500 mil ingressos. Não é uma marca ruim, mas talvez tivesse tido uma carreira melhor caso os realizadores tivessem apostado em uma comédia nos moldes dos vídeos do canal on-line. O sucesso comercial do filme de Julia Rezende somado à ousadia de Entre Abelhas de fugir do lugar comum credenciam Porchat para pontuar – e na vice-liderança! – na nossa lista. 01.Anna Muylaert

    Dois mil e quinze é o ano de Anna Muylaert. A diretora de Que Horas Ela Volta? entregou o filme mais relevante, do ponto de vista internacional, para o Brasil, desde Cidade de Deus (2002) – exibido com pompa em Berlim, premiado em Sundance, cotado para o Oscar, figurando na lista de melhores do ano tanto aqui quanto lá fora. O que não quer dizer que ela "voltou americanizada". De forte cor local, o filme conta com uma delicadeza sem precedentes uma história tocante que tem como pano de fundo a eterna cisão social no país, ao mesmo tempo em que traça um retrato atual da ascensão econômica de uma parcela historicamente renegada da população. “Só” por isso Muylaert já teria o ouro garantido na nossa lista. Mas, como se não bastasse, nos bastidores, a cineasta ainda foi alvo da postura machista de colegas (os pares Cláudio Assis e Lírio Ferreira, que foram grosseiros num debate a respeito do filme) – há que se lembrar –, incitando toda uma discussão sobre o empoderamento da mulher. Empoderamento esse que aqui não se discute. Para o AdoroCinema, Anna Muylaert é a figura mais poderosa do cinema brasileiro em 2015.

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