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Travis morre no final de Taxi Driver

Taxi Driver, clássico de Martin Scorsese lançado em 1976, não é exatamente o que podemos chamar de um filme "fofo". A arrebatadora performance de Robert De Niro no papel de um motorista de táxi recluso ajuda a contar uma história sobre solidão, isolamento, insanidade, fascínio por armas, exploração sexual de menores de idade e violência. Por ter uma atmosfera tão densa, muitos acreditam que o final feliz que o filme apresenta nada mais é do que o devaneio final de um moribundo Travis Bickle.

No último ato do filme, Travis invade um hotel para salvar a adolescente Iris (Jodie Foster) da vida de prostituição. Ele mata o cafetão Sport (Harvey Keitel) e um cliente de Iris. Depois disso, o motorista solitário é elevado ao status de herói pela imprensa. Após o tiroteio, Travis reencontra Betsy (Cybill Shepherd) em seu táxi. Ela conversa com ele em um tom de admiração, que em muito contrasta a com repulsa que ela chegou a sentir pelo protagonista.

Entretanto, Travis se envolveu em uma troca de tiros intensa e foi baleado algumas vezes (uma das balas perfurou seu pescoço) na sanguinolenta cena-clímax. Por isso, alguns acreditam que não seria possível que Travis sobrevivesse ao incidente. O renomado crítico Roger Ebert foi um dos primeiros a levantar a hipótese de que a cena do reencontro com Betsy era apenas um sonho de Travis: "A cena é uma fantasia? Travis sobreviveu ao tiroteio? Nós estamos presenciando seus pensamentos finais? Essa sequência pode ser aceita como a verdade literal? Eu não tenho certeza se existe alguma resposta para essas perguntas. A sequência final soa como música, não como drama: Ela completa a história de uma maneira emotiva, não literal. Nós não terminamos com uma carnificina, mas com uma redenção, o que é o objetivo de muitos personagens de Scorsese."

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