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    Fábio Porchat protagoniza tragicomédia que ele mesmo escreveu
    Por Renato Hermsdorff — 22 de mai. de 2014 às 18:43

    Escrito há quase uma década, filme Entre Abelhas será dirigido pelo coautor da história, Ian SBF, do Porta dos Fundos, estreando na direção de longas-metragens. Em filmagem, produção foi apresentada em coletiva no Rio de Janeiro, nesta terça.

    “É uma tragicomédia. Este filme é diferente de todos os que eu já fiz”, anunciou o ator Fábio Porchat, em raro tom sério, na coletiva para informar sobre as filmagens de Entre Abelhas, em um hotel do Rio de Janeiro, na última terça-feira, 20. Para completar: “de todos os dois”. Ator de Meu Passado Me Condena – O Filme, O Concurso, Totalmente Inocentes, entre outros, o ator do Porta dos Fundos já participou de mais de dois filmes, claro, mas o novo projeto foi apresentado com uma pompa especial por ser o primeiro de autoria dele, em parceria com o colega do canal de humor, Ian SBF, estreando na direção de um longa-metragem. Os dois ainda são coprodutores do projeto.

    Ao lado deles, estavam as atrizes Irene RavacheGiovanna Lancellotti – estreando no cinema – além da produtora, Eliane Ferreira, da Mixer. Escrito há nove anos pela dupla do Porta, Entre Abelhas conta a história de Bruno (Porchat), um editor recém-separado da mulher (Giovanna), que começa a deixar de ver as pessoas. Ele tropeça no ar, esbarra no que não vê, até perceber que as pessoas ao seu redor estão ficando invisíveis. Com a ajuda da mãe (Ravache) e do melhor amigo (Marcos Veras), Bruno tentará desvendar os mistérios que cercam esse fenômeno.

    “Naquela época (em que foi escrito), cinema era uma coisa impossível”, ponderou Fábio sobre a demora em tirar o projeto do papel. “Quando eu o escrevi, nem tinha casado ainda, então, não é autobiográfico, viu, gente?”. “A Irene é tão ocupada, que a gente esperou nove anos pela liberação dela”, brincou SBF. “É ela quem dá credibilidade ao filme”, não perdeu tempo Porchat.

    Irene
    , aliás, contou como entrou para o projeto. Ela atendeu “lacônica” à ligação de Fábio Porchat, que ficou nervoso e começou a pontuar todo o currículo dele, até que ela se deu conta de que era ele mesmo do outro lado da linha. “Eu achei que era um trote do (ator) Marcelo Médici! É claro que eu sei quem é Fábio Porchat”, riu – a atriz o definiu como um “arquipélago bem-sucedido”, pelo seu talento em diversas mídias. Ravache, então, pediu para ler o roteiro e classificou o projeto como uma “comédia inesperada, elegante, que tem um non-sense que é delicioso”.

    “As pessoas andam olhando para o celular. Não se olham. E eu me incluo nesse grupo. Numa hora eu estou comendo uma esfirra e, de repente, não sei como cheguei em casa”, contextualizou Fábio sobre a metáfora ensaio-sobre-a-cegueira do sumiço das pessoas. “As abelhas estão sumindo do mundo. E, se acabarem as abelhas, acaba o mundo, porque não tem polinização”, resumiu o título do filme, em um dos poucos momentos sérios da coletiva, para arrematar: “Eu ando muito com o Gregório (Duvivier)”.

    A equipe aproveitou para lançar um diário de filmagem em um canal no YouTube. A ideia é postar dois vídeos de bastidores por semana (alô, Porta dos Fundos), às terças e sextas, até a estreia do filme. Orçado em R$ 5 milhões, o longa estava em seu 11º dia de filmagem, de um total de cinco semanas, e deve estrear no fim do ano, com distribuição da Imagem FilmesMarcelo Valle e os “portas” Luis LobiancoLeticia Lima completam o elenco.

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