Minha conta
    Diário de Brasília: Hermila Guedes brilha em Era uma Vez Eu, Verônica

    Atriz é o grande destaque do novo filme do diretor Marcelo Gomes, ovacionado pelo público após a sessão.

    por Francisco Russo

    O favorito chegou e fez bonito. Era uma Vez Eu, Verônica, o filme mais aguardado da mostra competitiva de longa-metragens de ficção, foi exibido ontem à noite no Teatro Nacional Cláudio Santoro, arrancando aplausos entusiasmados do público após a sessão.

    A exibição contou com a presença do diretor Marcelo Gomes, da protagonista Hermila Guedes e de boa parte da equipe técnica. Entretanto, quem roubou a cena foi a produtora Sara Silveira. Ícone do cinema brasileiro independente, por ter trabalhado em vários filmes de diretores iniciantes, ela se emocionou no palco ao dedicar a sessão ao diretor Carlos Reichenbach, parceiro de trabalho que faleceu em 14 de junho deste ano.

    O diretor Marcelo Gomes e a produtora Sara Silveira (foto: Junior Aragão)

    O longa-metragem traz a história de Verônica, uma jovem de classe média que mora com o pai e terminou a faculdade de medicina recentemente. Prestes a iniciar residência em um hospital público, ela precisa lidar com as responsabilidades da vida adulta.

    Através de um personagem contemporâneo, Marcelo Gomes apresenta um perfil da mulher moderna, que precisa se dividir entre casa e trabalho sem deixar de lado o prazer pessoal. Este último ponto surge a partir de tórridas cenas de sexo, que servem de válvula de escape para que Verônica abstraia dos problemas do dia a dia. Há ainda mais uma particularidade dos dias atuais: Verônica não busca amor, mas sexo. Ela está interessada apenas em saciar a libido, não em um relacionamento sério.

    Hermila Guedes na apresentação de Era uma Vez Eu, Verônica (foto: Junior Aragão)

    Entretanto, é de Hermila Guedes a alma do filme. Ela compõe uma Verônica doce e verossímil, que enfrenta as dúvidas naturais da profissão e do próprio amadurecimento sem deixar de lado a intensa libido que carrega. Trata-se de uma verdadeira transformação em cena, criando um contraste hipnótico para a personagem. Sem Hermila, Era uma Vez Eu, Verônica seria um filme pior.

    Bem dirigido e com um carinho nítido pela cidade de Recife, especialmente nas tomadas feitas na praia, Era uma Vez Eu, Verônica surpreende pela condução naturalista de sua história, sem explorar grandes reviravoltas e criando, pouco a pouco, uma simpatia natural pela personagem principal. É desde já um dos favoritos para levar alguns troféus Candango na cerimônia de premiação, que acontecerá na próxima segunda, às 20h.

    Era uma Vez Eu, Verônica

    A noite deste sábado apresentará dois longa-metragens: Olho Nu, documentário de Joel Pizzini sobre a carreira de Ney Matogrosso, e Noites de Reis, de Vinicius Reis e com Bianca Byington, Enrique Díaz e Flavio Bauraqui no elenco. O AdoroCinema estará lá!

    LEIA MAIS:

    Guia do Festival de Brasília 2012

    facebook Tweet
    Comentários
    Back to Top