Christopher Nolan fez questão de evitar ao máximo o uso de imagens geradas por computação gráfica (CGI) em A Odisseia. Para tal, ele explorou o uso de animatrônicos, jogos de câmera ousados, locações extraordinárias, efeitos práticos e maquiagens elaboradas. Só na cenas onde o ciclope Polifemo aparece, todas essas técnicas foram empregadas em conjunto.
A sequência foi filmada com dezenas de atores e técnicos dentro da Caverna de Nestor, em Messênia, na Grécia. Todos os componentes precisavam estar alinhados, principalmente o fantoche de cerca de 18 metros de altura (o equivalente a um prédio de seis andares) e a performance de Bill Irwin, o artista que dá os movimentos, expressões e personalidade ao semideus filho de Posseidon.
Para gravar a cena mais ambiciosa de A Odisseia, Christopher Nolan se trancou com 20 atores em estrutura colossal: "É um líder"Irwin, que é um ator especializado em trabalhos de voz e atuação física, já havia trabalhado ao lado de Nolan. Em 2014, ele participou do desenvolvimento dos padrões sonoros e físicos dos robôs TARS e CASE de Interestelar e foi recrutado para "guiar a performance do ciclope mítico", como afirmou o diretor em entrevista à Time.
Como Bill Irwin interpretou o ciclope de 18 metros de A Odisseia?
Dimitrios Kambouris/Getty Images
Como mencionamos acima, o resultado impressionante que vemos na tela do cinema vem de uma combinação de técnicas cinematográficas, segundo a apuração da emissora NBC. Dentro da gruta, Bill Irwin foi filmado separadamente do restante dos atores e do fantoche gigante de um ângulo de baixo para aumentar a sensação de altura dele.
Irwin usou próteses e maquiagem de efeitos especiais no corpo todo e fez a dublagem e reproduziu as reações do ciclope em tempo real enquanto os demais membros do elenco interagiam diretamente com o animatrônico.
A Odisseia, de Christopher Nolan, está em cartaz nos cinemas brasileiros.