Na galeria de personagens vividos por Meryl Streep, Miranda Priestly ocupa um lugar de destaque. A tirânica editora-chefe da revista Runway tornou-se uma anti-heroína cult para o público, e ela marca seu retorno na sequência de O Diabo Veste Prada, mais uma vez dirigida por David Frankel, 20 anos após o original.
Adaptado do romance homônimo de Lauren Weisberger publicado em 2003, o filme se inspira na experiência de sua autora, ex-assistente da célebre Anna Wintour, editora-chefe da revista Vogue. Para muitos, o personagem de Miranda Priestly é, portanto, necessariamente baseado na jornalista americana.
A explicação de Meryl Streep
Mas para Meryl Streep, a inspiração foi bem diferente. Durante sua participação no programa The Late Show with Stephen Colbert, a atriz explica que recorreu a dois homens que conhece bem: Clint Eastwood e o diretor Mike Nichols. Lendas de Hollywood.
Desnecessário apresentar o primeiro, que dividiu o elenco de As Pontes de Madison com Streep. Quanto ao segundo, ele foi um dos maiores cineastas do cinema hollywoodiano. Falecido em 2014, dirigiu três filmes com Meryl Streep: Silkwood - O Retrato de Uma Coragem, A Difícil Arte de Amar e Lembranças de Hollywood.
20th Century Studios
"Se Clint Eastwood e Mike Nichols tivessem um filho..."
Em relação a Clint Eastwood, a estrela se inspirou em sua autoridade natural. Ela detalha: "Clint nunca levantava a voz. Ele dava instruções e as pessoas precisavam se inclinar para frente para ouvir o que ele dizia".
Sobre Mike Nichols, ela tomou emprestado seu humor sarcástico e às vezes incompreendido: "Ele dava a ordem no set e o fazia com um humor um pouco malicioso. As pessoas levavam para o lado errado, mas era engraçado. Eu achava engraçado". Ela acrescenta: "Se Clint Eastwood e Mike Nichols tivessem um filho... o resultado seria Miranda".
O Diabo Veste Prada 2 está nos cinemas.