"Não se vence porcos com mais porcos": Disney quebrou uma regra de ouro com seus filmes que deixaria Walt horrorizado
Diego Souza Carlos
Apaixonado por cultura pop, latinidades e karê, Diego ama as surpresas de Jordan Peele, Guillermo del Toro e Anna Muylaert. Entusiasta do MCU, se aventura em estudar e falar sobre cinema, TV e games.

O executivo afirmou que os filmes de animação não teriam continuações após Os Três Porquinhos, mas decisão não foi respeitada após sua morte.

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A história da Disney como empresa é longa e complexa. Ao longo de seus mais de 100 anos de história, a empresa se transformou e passou por muitas fases. Walt Disney faleceu em 1966 e, desde então, outros têm sido responsáveis ​​por manter seu sonho vivo. Não é surpreendente que, no processo de se tornar um gigante do entretenimento, muitas regras tenham se tornado obsoletas, mas, no caso das sequências, as palavras de Walt Disney ressoam fortemente quando analisamos seu desempenho. Se dependesse dele, ele apagaria os anos 2000 num piscar de olhos.

A regra que foi quebrada

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Grande parte da história inicial da Disney é composta por alguns curtas-metragens de animação. Muito antes do lançamento de Branca de Neve e os Sete Anões (1937), um rato em um barco a vapor foi responsável por trazer fama mundial a uma pequena empresa fundada por dois irmãos com um sonho. A chegada do Mickey Mouse foi apenas o prelúdio para uma série de pequenas produções que, hoje, fazem parte da história. Alguns deles se tornaram obsoletos com o passar do tempo, mas outros cativaram diferentes gerações.

É o caso de Os Três Porquinhos (1933), lançado em plena Grande Depressão, cuja canção "Quem Tem Medo do Lobo Mau?" se tornou um hino para embalar os ânimos naquela época. Seu sucesso foi imenso, chegando a ficar em cartaz por mais tempo do que o habitual para um curta-metragem do gênero.

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Por esse motivo, e por ser menos conhecido, o curta-metragem vencedor do Oscar teve várias sequências, como O Lobo Mau (1934), Três Lobinhos (1936) e O Porquinho Prático (1939). No entanto, a falta de popularidade dessas sequências levou Walt Disney a decidir não produzir mais filmes de animação. "Não se pode superar porcos com mais porcos", foram suas palavras, segundo o IMDb.

Walt Disney morreu em 1966, sendo Mogli: O Menino Lobo o último projeto de animação em que participou. Décadas depois, a regra que ele estabeleceu na década de 1930 foi quebrada com o lançamento de Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (1990), uma sequência do clássico de 1977.

As múltiplas sequências da Disney

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A década de 1990 marcou o início de uma série de sequências que passaram praticamente despercebidas, como A Bela e a Fera 2 (1997) e Pocahontas 2 (1998). Durante esse período, diversas séries animadas também foram produzidas, incluindo A Pequena Sereia e Hércules.

Os primeiros anos do seguiram o padrão do estúdio, com a produção de um grande número de produtos quase esquecidos, com apenas alguns, como O Rei Leão 2 ou A Pequena Sereia 2, sendo salvos do expurgo, embora o primeiro tenha sido muito criticado na época devido às expectativas em torno do lançamento original.

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Muitos desses lançamentos foram feitos diretamente para vídeo doméstico, como foi o caso de Atlantis 2. Com o tempo, alguns ganharam certa aceitação, mas, em geral, nenhum se destaca muito.

Tudo mudou na década seguinte e na atual, em que as sequências começaram a ser um produto lucrativo e muito aguardado: Frozen 2, WiFi Ralph: Quebrando a Internet, Moana 2 e Zootopia 2, que se tornou o filme americano de maior bilheteria de 2025. A Disney tem lutado para encontrar seu rumo, e embora Walt certamente ficasse horrorizado com a maioria delas, seu sucesso atual é inegável. Eu me pergunto o que ele pensaria dos remakes com atores reais...

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