Ter uma combinação vencedora de diretor e protagonista é gratificante, e é tentador vê-la repetida com frequência. Mas, em alguns casos, pode se tornar uma fórmula repetitiva que se desgasta com o uso excessivo, algo semelhante ao que Hollywood costuma fazer quando alcança o sucesso. É, em parte, com isso que um filme como Avanti... Amantes à Italiana precisa lidar.
Uma das duplas mais queridas da história do cinema se reúne para adaptar uma peça maluca, uma comédia ambientada na ensolarada costa italiana. Billy Wilder escreve e dirige Jack Lemmon mais uma vez, agora acompanhado por Juliet Mills.
Avanti... Amantes à Italiana: Esta é a história
Quando seu pai se envolve em um acidente de carro, o empresário Wendell Armbruster precisa viajar até a ilha vulcânica de Ischia para providenciar sua transferência. Lá, ele não só descobre que seu pai tinha uma amante, como também se vê envolvido em uma tensa disputa de poder com a filha da mulher.
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As coisas se complicam rapidamente quando os corpos desaparecem da vista de seus descendentes, levando a confusões e mal-entendidos que rendem muitas risadas. É o material perfeito para Wilder e Lemmon criarem mais um clássico, já que eles já fizeram algumas das melhores contribuições para o cinema de comédia de todos os tempos.
Uma parceria que sempre funciona
Há espaço para risos, mas já não é a máquina perfeitamente azeitada que tantos dos seus clássicos se tornaram. Nota-se uma certa autocomplacência e falta de ritmo, e Lemmon atua um tanto por inércia.
É o filme menos inspirado da dupla: suas quase duas horas e meia de duração sufocam qualquer potencial de energia, e o resultado parece um tanto decepcionante em comparação com as comédias italianas produzidas na época. Mesmo assim, consegue ser uma deliciosa e divertida aventura.