Susan Sarandon após ser excluída de Hollywood: "Fui usada como exemplo do que não fazer"
Giovanni Rodrigues
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

A atriz compareceu à cerimônia de entrega do Prêmio Goya para receber o Prêmio Goya Honorário Internacional e não hesitou em elogiar Pedro Sánchez.

"Nestes dias, quando o mundo está tão dominado pela violência e pela crueldade, olho ao redor e vejo o seu presidente e tantos artistas neste país se manifestando com tamanha clareza moral", comentou Susan Sarandon em seu discurso de aceitação do Prêmio Goya Internacional Honorário, na 40ª cerimônia da premiação espanhola. E ela tem toda razão para dizer o que diz.

Thelma & Louise
Thelma & Louise
Data de lançamento 11 de outubro de 1991 | 2h 09min
Criador(es): Ridley Scott
Com Geena Davis, Susan Sarandon, Harvey Keitel
Usuários
4,3
Assista agora em MUBI

Em novembro de 2024, Sarandon foi dispensada por seu agente. Da noite para o dia, viu as portas de Hollywood se fecharem para ela por se manifestar em apoio à Palestina. "Minha agência me dispensou, meus projetos foram cancelados. Fui usada como exemplo do que não fazer se você quiser continuar trabalhando", noticiou o El País na época.

Em uma coletiva de imprensa durante a cerimônia do Prêmio Goya em Barcelona, ​​a atriz indicou que agora tem um agente britânico e está trabalhando em filmes mais independentes. Ela já havia declarado em 2024 que não se preocupava com o desemprego, visto que muitas outras pessoas — cuidadores, garçons, professores — haviam perdido seus empregos por curtirem um tweet ou pedirem um cessar-fogo; mas presumia que não retornaria a Hollywood.

"Se enxergarmos apenas o pior, isso destrói nossa capacidade de fazer qualquer coisa"

RTVE

Agora, na gala do Prêmio Goya, ela recebeu uma linda homenagem que a emocionou profundamente no palco. "Ter esperança em tempos difíceis não é apenas um romantismo ingênuo. Baseia-se no fato de que a história da humanidade é uma história não só de crueldade, mas também de compaixão, sacrifício, coragem e bondade", disse ela em seu discurso. "O que escolhermos enfatizar nessa história complexa determinará nossas vidas. Se enxergarmos apenas o pior, isso destrói nossa capacidade de fazer qualquer coisa."

Se nos lembrarmos daqueles tempos e lugares — e foram tantos — em que as pessoas se comportaram de maneira magnífica, isso nos dá a energia para agir e, pelo menos, a possibilidade de direcionar este mundo hesitante para um rumo completamente diferente. E se agirmos, mesmo que minimamente, não precisamos esperar por um futuro grandioso e utópico. O futuro é uma sucessão infinita de presentes.

Sarandon não foi a única "punida" na indústria do entretenimento dos EUA. A atriz mexicana Melissa Barrera foi demitida de Pânico 7 por compartilhar posts nas redes sociais acusando Israel de genocídio. Maha Dakhil, uma importante agente da Creative Artists Agency, foi rebaixada dentro da empresa. No caso dela, teve sorte porque Tom Cruise a defendeu.

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