Steven Spielberg não dirigiu nenhum longa-metragem em 2025, mas isso não o impediu de ampliar sua presença no Oscar. O cineasta, que lançou seu último filme como diretor em 2022 com Os Fabelmans e prepara Dia D para ainda este ano, teve participação decisiva em um dos títulos mais prestigiados da temporada: Hamnet: A Vida Antes de Hamlet.
Dirigido por Chloé Zhao e estrelado por Paul Mescal e Jessie Buckley, indicada ao Oscar de Melhor Atriz, o drama inspirado no universo de Shakespeare manteve uma trajetória consistente ao longo das premiações e chegou ao anúncio das indicações da Academia com forte impulso. O resultado foram oito nomeações, incluindo Melhor Filme.
Esse desempenho garantiu a Spielberg um novo recorde pessoal. Já detentor da marca de maior número de indicações a Melhor Filme como produtor, ele ampliou o feito para 14 nomeações, com Hamnet somando-se à lista — que inclui uma vitória por A Lista de Schindler.
Como Hamnet ampliou o legado de Steven Spielberg
Embora alguns créditos de produção possam ser apenas financeiros, esse não é o caso aqui. Steven Spielberg teve papel ativo no desenvolvimento do projeto, especialmente ao aproximar Zhao da adaptação do romance Hamnet, de Maggie O’Farrell, publicado em 2020. A ligação surgiu após o cineasta tomar conhecimento do livro por indicação de Sam Mendes, revelada em um discurso no Globo de Ouro.
Durante a estreia do filme em Los Angeles, em novembro, Spielberg explicou como enxergou a união entre diretora e material. “Diretores estão sempre procurando histórias para contar, mas às vezes a história nos diz a qual diretor ela pertence. Chloé Zhao foi a diretora que o livro Hamnet, de Maggie O’Farrell, encontrou, e não havia outra escolha possível no mundo”.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet está em cartaz nos cinemas brasileiros.