"É um dos atores de que menos gosto": Há 53 anos, esta lenda de Hollywood odiou trabalhar com Paul Newman neste excelente e pouco conhecido faroeste
Giovanni Rodrigues
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

Considerada uma das mulheres mais belas do mundo no Hollywood dos anos 50, não teve problemas em falar mal de seu colega.

Paul Newman foi e será uma das grandes estrelas de Hollywood. O ator do olhar azul intenso chegou ao topo por seu físico impactante, mas também por demonstrar, filme após filme, seu talento inato para a atuação. Newman era um cara que levava seu trabalho muito a sério, mas também se permitia brincar com a equipe de vez em quando.

Por exemplo, gostava de assustar os diretores e nas filmagens de Slap Shot se colocou ao volante de um carro e encenou sua própria morte em um acidente para desgosto de George Roy Hill. Não fez isso uma única vez, mas repetiu várias vezes com Otto Preminger e John Huston. Em outra ocasião, enquanto preparava Golpe de Mestre, serrou pela metade sua escrivaninha e, posteriormente após aumentar a aposta, um Chevy.

Golpe de Mestre
Golpe de Mestre
Data de lançamento 21 de janeiro de 1974 | 2h 09min
Criador(es): George Roy Hill
Com Paul Newman, Robert Redford, Robert Shaw
Usuários
4,3
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Newman tinha essas manias e parece que nem todo mundo gostava de seu caráter. Ava Gardner trabalhou junto a ele no faroeste The Life and Times of Judge Roy Bean (Roy Bean - O Homem da Lei no Brasil) e, segundo disse mais tarde, odiou cada segundo de sua experiência juntos. Em abril de 2010, o The Times compilou várias opiniões de pessoas que coincidiram com o ator em algum momento de sua vida e apareceu Gardner, que não poupou palavras:

Não suporto esse homem. É um dos meus atores menos favoritos. É um egomaníaco e tão falso.

Segundo registra o meio Far-out, os problemas de Gardner com o álcool acentuaram as diferenças entre ambos os atores, mas o ambiente de filmagem não era o mais amigável. O filme se baseou em um roteiro original de John Milius, que esperava dirigi-lo, mas o estúdio preferiu John Huston. Para Milius, Huston estava destruindo o filme. "Tínhamos uma relação estranha. Ele me torturava sem parar, mudando coisas e fazendo cenas que, na minha opinião, fazia deliberadamente mal", declarou o roteirista. O orçamento original do filme era de 3 milhões de dólares, mas aumentou para 4 por uma sequência final que não haviam planejado desde o início.

Paramount Pictures

O western, que mistura comédia e drama - embora menos do que deveria ter sido nas palavras de John Milius -, colheu críticas mistas. Havia quem o visse "divertido" e com "atuações enérgicas" e quem acreditasse que carecia "de fluidez".

A propósito, Joanne Woodward, que seria sua esposa e atuou junto a ele em sua estreia na Broadway em 1953, também não o elogiou muito: "Quando o vi atuar pela primeira vez, pensei que era terrível. E era. Só tinha um rosto bonito".

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