Lobos, de 1981, é um daqueles filmes cuja produção exigiu muito de todos os envolvidos. Mas, embora provavelmente nunca vejamos a visão original do diretor Michael Wadleigh, o produto final alcançou status cult. E por um bom motivo: o thriller de terror animal definiu o gênero e é quase um mega sucesso.
Antes de Predador, veio Lobos
Uma série de assassinatos brutais no Central Park deixou a polícia de Nova York perplexa. As vítimas não foram apenas mortas, mas literalmente despedaçadas. Sob a liderança do Capitão Dewey Wilson (Albert Finney), a investigação leva a uma antiga tribo nativo-americana. Seus membros supostamente possuem o poder de se transformar em animais, protegendo assim suas terras de ameaças externas. Mas será que forças sobrenaturais estão realmente em ação aqui – ou a solução para o mistério é muito mais racional?
Warner Bros.
Wadleigh e a produtora Orion Pictures entraram em conflito várias vezes durante a produção do filme. Isso começou muito antes da versão original – que supostamente teria cerca de quatro horas de duração! – ser concluída, e culminou na demissão do diretor. Outros vieram em cima da hora para concluir o trabalho.
Embora não tenha sido um sucesso de bilheteria, o filme, que é enriquecido com terror sobrenatural, ainda desfruta de status cult nos círculos do gênero – como demonstrado por sua classificação média de 4,4 de 5 estrelas na Amazon, entre outras coisas.
Aliás, Lobos não apenas é o único filme para o qual Dustin Hoffman foi recusado, mas também um precursor de O Predador e de vários outros filmes que seguiram os passos da besta destruidora em pelo menos um aspecto. Na época, Hoffman foi atraído, entre outras coisas, pela representação do monstro – ou melhor, sua perspectiva!
Para isso, utilizou-se imagem térmica, inovadora na época e hoje associada principalmente ao filme de ação e ficção científica estrelado por Arnold Schwarzenegger.