Com décadas de diferença entre si, os filmes da saga Tron foram lançados em contextos totalmente distintos e isso é algo que transparece na tela. Fora a época, a abordagem de cada equipe criativa sobre um mesmo produto impacta fortemente na mensagem e no estilo em geral. Para Tron: Ares, Joachim Rønning quer seguir um caminho distinto dos antecessores.
No longa-metragem, Jared Leto (Esquadrão Suicida; Clube de Compras Dallas) interpreta Ares, um sofisticado programa de Inteligência Artificial que é enviado do mundo digital para o mundo real em uma perigosa missão, marcando o primeiro encontro da humanidade com seres de IA. Mas, ainda que a trama se debruce sobre o mundo dos videogames e na ação futurista, o diretor norueguês admitiu que acha que Tron – Uma Odisseia Eletrônica e Tron: O Legado são superficiais emocionalmente:
"Para mim, como cineasta, não basta apenas ter ação; preciso me conectar com os personagens, preciso me conectar com o núcleo emocional do filme. Se eu pudesse fazer alguma crítica aos filmes anteriores, é que senti que faltou coração, e eu não quero assistir a um filme sem emoção. Isso foi muito importante para mim, para incorporar isso à história e ao filme", argumentou Rønning em entrevista à SFX Magazine.
Como Tron: Ares é diferente dos dos primeiros filmes da franquia?
The Walt Disney Company
Para o diretor, a forma que ele estabeleceu a relação de Ares com os demais personagens demarca um diferencial diante dos dois primeiros volumes. Em especial, ele destaca que o "coração" do enredo está na vulnerabilidade que permeia entre Eva, vivida por Greta Lee (Vidas Passadas), com a IA interpretada por Leto:
"Como público, espero que vocês vejam o mundo de uma forma um pouco diferente quando o virem através dos olhos do Ares. Para Eva, ela está saindo de uma tragédia profunda com a qual precisa aprender a lidar. Ela desistiu de muitas maneiras até conhecer Ares, e juntos eles descobrem a vida e a humanidade", detalhou.
Tron: Ares entra em cartaz no dia 9 de outubro nos cinemas brasileiros.