"Foi o primeiro filme que vi e posso dizer que é de partir o coração": Daniel Day-Lewis nomeia seu longa favorito – e é uma obra-prima
Ana Pilato
Fanática por filmes e séries, Ana possui um acervo de informações aleatórias sobre cultura pop e gosta de encarar câmeras imaginárias como se estivesse em Fleabag ou The Office.

Ele é fã incondicional desta maravilha lançada há 55 anos.

Entre as perguntas que as estrelas respondem prontamente está a de seus filmes favoritos – fora de suas respectivas filmografias. Uma ou mais obras que se destacam por razões muito diversas: foram revelações para eles, marcaram sua infância, tiveram uma influência significativa em suas carreiras ou simplesmente alimentaram sua imaginação.

Daniel Day-Lewis, claro, também tem seus totens cinematográficos. Ele os confidenciou à jornalista Cindy Pearlman no livro de 2007, You Gotta See This, que compila os filmes favoritos de várias estrelas.

"Foi a descoberta de um mundo inteiro de possibilidades"

Entre eles, Day-Lewis cita Papai é do Contra, de David Lean, com Charles Laughton no papel principal. "Ele foi um dos maiores atores de todos os tempos", comenta Daniel. "Ele era intocável. Eu gosto de Papai é do Contra, [...] é um daqueles filmes que te prendem emocionalmente."

Plan B Entertainment

Ele também cita A Princesa e o Plebeu, o maravilhoso clássico de William Wyler com Audrey Hepburn; Sindicato de Ladrões, com Marlon Brando; e Caminhos Perigosos: "É um dos meus filmes favoritos e o primeiro de Scorsese que vi. Foi a descoberta de um mundo inteiro de possibilidades que se abriam para mim nas ruas da América. [...] O mundo de Marty ressoa com a vida."

"De partir o coração"

Na lista, porém, um título ocupa um lugar especial. Uma obra-prima, aliás, lançada há 55 anos: Kes, de Ken Loach. "Foi o primeiro filme que vi. Continua sendo meu favorito até hoje. Não sei se está disponível em vídeo, mas posso dizer que é de partir o coração, porque conta a história de um jovem sozinho no mundo. Eu tinha os mesmos sentimentos de vez em quando quando era jovem, e esse filme fez essas emoções ressoarem dentro de mim."

O filme de Loach – o segundo de sua carreira – é de fato uma maravilha absoluta e, sim, de cortar o coração. Apresentado em Cannes em 1970, Kes conta a história de Billy, um menino de doze anos que vive em uma pequena cidade da Inglaterra.

Kes
Kes
1h 50min
Criador(es): Ken Loach
Com David Bradley (II), Colin Welland, Freddie Fletcher
Usuários
3,5

Ele não suporta mais o seu mundo: a mãe o ignora, o irmão o trata como bode expiatório e, na escola, distraído e indisciplinado, seus colegas e professores o tratam com hostilidade. Um dia, ele encontra uma jovem ave de rapina e decide treiná-la.

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