O Saturday Night Live, famoso programa de comédia criado nos anos 70, revelou diversos artistas da cena cômica, como Dan Aykroyd, Chris Rock, Mike Myers, Julia Louis-Dreyfus, Eddie Murphy, Kristen Wiig e Bill Murray.
Na década de 1990, o programa viveu uma era de ouro, revelando talentos em massa. Nessa lista de comediantes, um jovem de vinte e poucos anos se destacou: Chris Farley.
Um artista excepcional
Seu nome pode não lhe parecer familiar, mas você provavelmente conhece seu rosto. Ele apareceu nas comédias Quanto Mais Idiota Melhor (1 e 2), A Ovelha Negra e Um Ninja da Pesada, e se destacou com um estilo cômico poderoso e enérgico. Farley usava seu físico imponente (140 quilos e 1,75 m) para impulsionar suas atuações na tela, sempre dando 100%.
Paramount Pictures
Sua trajetória foi tão meteórica quanto sua queda, com a morte de Chris em 18 de dezembro de 1997, aos 33 anos. Ele estava então à beira da fama internacional; aliás, havia sido escolhido para emprestar sua voz ao ogro Shrek. O ator já havia gravado 90% de suas falas no filme de animação da DreamWorks, e seu parceiro no SNL, Mike Myers, teve que assumir o papel após uma reescrita completa do roteiro.
Um destino destruído por vícios
Um prodígio da comédia com energia ilimitada e um talento excepcional para improvisação, Farley teve seu destino interrompido por vários motivos. Primeiro, ele lutava contra o vício em álcool e drogas há anos. Sua morte foi causada por uma overdose acidental de cocaína e morfina.
Apesar de 17 passagens pela reabilitação, ele nunca conseguiu se libertar completamente. Esses vícios afetaram seriamente sua saúde física e mental, e, mesmo usando o excesso de peso como um recurso cômico, Chris sofria física e psicologicamente por causa da obesidade.
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Além disso, a fama repentina conquistada através do SNL foi muito difícil de lidar. Farley foi descrito como uma pessoa muito gentil e extremamente atenciosa, mas também extremamente frágil emocionalmente.
Ele buscava constantemente a aprovação dos outros e queria ser querido por todos. O comediante queria fazer as pessoas rirem para se sentir aceito, mas isso mascarava um grande desconforto interior. "Ele era engraçado, gentil e um cavalheiro", lembra Dan Aykroyd à People.
"Trabalhar com Farley na primeira esquete de Matt Foley foi a coisa mais divertida que já fiz no show business", disse Bob Odenkirk, colega do comediante e estrela de Breaking Bad e Better Call Saul.
Mike Myers, que também trabalhou com Farley, é igualmente elogioso, relatando sua colaboração com o comediante em uma famosa esquete dos Chippendales: "Depois de Chippendales, nós pensamos: 'Ah, esse cara vai ser um gigante. Ele vai ser uma grande estrela'", disse ao SlashFilms.