Grande parte do conflito em Vingadores: Ultimato decorre desse problema que poderia ter sido facilmente resolvido
Giovanni Rodrigues
Giovanni Rodrigues
-Redação
Já fui aspirante a x-men, caça-vampiros e paleontólogo. Contudo, me contentei em seguir como jornalista. É o misto perfeito entre saber de tudo um pouquinho e falar sobre sua obsessão por nichos que aparentemente ninguém liga (ligam sim).

Provavelmente ficaram quebrando a cabeça durante horas na sala de roteiro para sair do problemão em que eles mesmos se meteram.

Do ponto de vista de marketing, um filme como Vingadores: Ultimato foi uma verdadeira dor de cabeça. Imagine: depois de perder a grande maioria dos seus personagens em Guerra Infinita, agora era hora de promover um dos filmes mais caros da história do cinema sem alguns de seus personagens-chave. Tanto foi assim que chegaram a considerar colocar o Homem-Aranha ou Pantera Negra nos pôsteres e trailers para que as pessoas se perguntassem como eles haviam ressuscitado. Kevin Feige se recusou categoricamente, e todo o marketing se concentrou nos membros dos Vingadores que ainda estavam vivos e bem.

Durante os trailers, além disso, a Marvel aproveitou para nos enganar removendo personagens ou mudando as roupas de cada cena, para não nos mostrar os trajes que utilizam nas cenas onde viajam no espaço-tempo, um recurso fantástico que funciona muito bem como mecanismo narrativo, mas que esconde, talvez, o maior erro de todo o filme.

Marvel Studios

Vocês vão lembrar que eles só tinham quantidade suficiente para que todos viajassem no espaço-tempo duas vezes e recuperassem as joias do infinito: uma para ir ao passado e outra para voltar ao presente. No entanto... O que os impedia de ir ao passado, pegar mais material para viajar no espaço-tempo e repetir isso mais e mais vezes até poder fazê-lo tantas vezes quanto fosse necessário?

Vingadores: Ultimato
Vingadores: Ultimato
Data de lançamento 25 de abril de 2019 | 3h 01min
Criador(es): Joe Russo, Anthony Russo
Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Mark Ruffalo
Imprensa
3,9
Usuários
4,7
Adorocinema
4,0
Assista agora no Disney +

Obviamente, se tivessem feito isso não teríamos filme nem tensão dramática, mas é impossível não ter essa inquietação na cabeça, como quando assistindo Aladdin nos perguntamos por que ele não pede ter desejos infinitos. E sim, é desnecessário dizer: provavelmente ficaram quebrando a cabeça durante horas na sala de roteiro para sair do problemão em que eles mesmos se meteram até que decidiram que ninguém iria perceber no meio do fervor da batalha. Estavam certos, claro.

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