Obra-prima, poderíamos dizer por excelência, do gênero de terror e definitivamente um dos melhores filmes do cinema, o clássico Nosferatu do diretor Friedrich Wilhelm Murnau que agora há 102 anos ganhou popularidade pela polêmica de ser uma adaptação não autorizada do romance Drácula de Bram Stoker, tornou-se objeto de seu próprio remake mais de um século depois, em 2024, pelas mãos do brilhante e aclamado Robert Eggers - já um emblema no cinema de terror e folclore graças aos seus trabalhos anteriores, como A Bruxa, O Homem do Norte e O Farol.
Robert Eggers havia sentido fascínio por Nosferatu desde que era criança. Na verdade, Eggers chegou a escrever e dirigir uma adaptação teatral da obra no Ensino Médio, interpretando ele mesmo o papel do vampiro titular e encontrando a vocação à qual dedicaria sua vida: "Inicialmente, foi a atuação de Max Schreck que me fisgou", contou ao espanhol SensaCine por ocasião da estreia do filme. "Mas acho que o que mais me atrai é que Nosferatu é mais um conto de fadas simples do que Drácula. Tem muito mais perguntas e muito mais atmosfera e, portanto, ao criar minha própria versão, eu tinha muito mais espaço para interpretação e espaço para fazer algo próprio meu".
Regency Enterprises / Studio 8 / Square Peg / 1492 Pictures
O resultado de seu sonho como cineasta foi o filme homônimo Nosferatu, estrelado por Lily-Rose Depp, Nicholas Hoult e Bill Skarsgård, que chegou aos cinemas em 02 de janeiro de 2025 e que se encontra disponível para streaming no catálogo Prime Video.
Embora acabaria se tornando um filme cult, o Nosferatu original mal teve sucesso em 1922 devido à polêmica denúncia de plágio e posterior censura como consequência do processo movido pela viúva de Stoker, mas posteriormente acabaria se tornando um ícone do gênero e um dos maiores expoentes do expressionismo alemão, sendo o Conde Orlock uma figura cult do terror no cinema.
102 anos depois que o filme esteve prestes a ser destruído, Robert Eggers quis recuperar o terror tão especial de Nosferatu em um remake, mas não foi o primeiro a fazê-lo: 45 anos antes, Werner Herzog já havia tentado com Nosferatu: O Vampiro da Noite em 1979.
Apesar da pressão, o diretor realizou uma pesquisa histórica e folclórica exaustiva para seu Nosferatu, testemunho do fascínio duradouro pelos vampiros que já nos mostraram filmes tão diferentes como Blade, Entrevista com o Vampiro ou a saga Crepúsculo.
E a aposta deu frutos. Nosferatu acabou sendo um dos melhores filmes de terror de 2024 e até foi indicado a quatro prêmios Oscar.
Em 1838, o jovem Thomas Hutter tem que viajar até a Transilvânia para fechar uma venda com um cliente, um conde que vive em um castelo nos Cárpatos. Após uma viagem complicada e sinistra, ele chega ao local, onde as experiências arrepiantes continuarão. Hutter descobre a marca de presas em seu pescoço e logo entenderá que o conde é, na realidade, a reencarnação do vampiro Nosferatu.