Em sua jornada de sete décadas em Hollywood, Clint Eastwood interpretou inúmeras vezes o policial ou vigilante estoico que, se necessário, agirá fora da lei para impedir o crime. Mas Eastwood sempre estava no seu melhor quando conseguia infundir seu jeito rude com um toque de emoção. Um excelente exemplo disso é O Último Golpe, um dos destaques tristemente subestimados do cinema da Nova Hollywood.
É disto que se trata O Último Golpe
John "Thunderbolt" Doherty (Eastwood) é um ladrão mestre cuja habilidade lhe rendeu uma reputação intocável. Mas seus dias de ouro já se foram, e agora ele próprio é o alvo. Seus ex-cúmplices Red Leary (George Kennedy) e Eddie Goody (Geoffrey Lewis) estão firmemente convencidos de que Thunderbolt os traiu anos atrás durante um assalto a banco e planejam vingança.
Na fuga, o caminho de Thunderbolt cruza com o do jovem andarilho Lightfoot (Jeff Bridges). Uma nova esperança surge na dupla improvável – juntos, eles bolam um plano ousado para uma última grande reviravolta criminosa: arrombar um cofre aparentemente impenetrável. Para atingir seu objetivo, Lightfoot precisa firmar uma aliança arriscada com os antigos parceiros de Thunderbolt.
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Uma ode à amizade
A verdadeira força de O Último Golpe reside na comovente relação entre Thunderbolt e Lightfoot. Como convém a um road movie, a jornada externa também se torna interna – cúmplices iniciais tornam-se amigos profundamente conectados, unidos por muito mais do que o amor ao risco.
Essa dinâmica permite que Eastwood seja mais do que apenas o ladrão intocável. Em suas interações com Bridges, a atuação de Clint assume uma qualidade paternal e gentil. Quem acha que o ator é incapaz de nuances deveria definitivamente assistir a este filme.
Além disso, o frequentemente difamado Michael Cimino consegue criar uma mistura extremamente divertida de filme de assalto, comédia e uma narrativa melancólica.
O Último Golpe está disponível para compra ou aluguel no Prime Video.