Hoje, reconhecemos Kurt Russell como o lendário Snake Plissken de Fuga de Nova York ou o destemido R.J. MacReady de O Enigma de Outro Mundo. Mas sua carreira começou bem antes, ainda na Disney.
Na verdade, seu primeiro papel como ator (mirim) profissional foi chutando Elvis Presley no filme Loiras, Morenas e Ruivas e, em seguida, na série faroeste The Travels of Jaimie McPheeters. Em 1966, assinou um contrato de dez anos com o estúdio, rumo a um futuro promissor.
Um encontro (quase) mágico
© Rialto Pictures/Studiocanal
Dizem que Walt Disney ficou encantado ao vê-lo em Nunca é Tarde para Amar e decidiu que ele seria o novo rosto da empresa, chegando a chamá-lo de "um garoto de 15 anos com um futuro brilhante".
O magnata faleceu pouco depois, mas Russell cumpriu seu contrato com filmes familiares (e, em retrospecto, bem excêntricos), como O Computador de Tênis, Dinheiro, Poder e Bananas e Now You See Him, Now You Don't. E o curioso? Ele nem sabia que Disney o mencionara em seus últimos momentos.
Na véspera de sua morte, Walt escreveu, no rodapé de um documento chamado "Projetos de TV prontos para produção ou desenvolvimento", quatro nomes: Ron Miller, Way Down Cellar, 'Kirt' Russell (sim, errado!) e C.I.A. Mobley. O próprio ator nunca entendeu o motivo: "Suponho, como todos, que ele pensava em algum filme... Mas não faço ideia do que seria."
“Estava muito perto de conseguir o papel”: Há 48 anos, Kurt Russell quase interpretou um dos personagens mais icônicos de Star WarsÉ irônico que, assim como o "Rosebud" de Cidadão Kane, o último mistério de Walt Disney tenha sido Kurt Russell. Aos 74 anos, o ator fez de tudo — desde entrar para o Universo Marvel em Guardiões da Galáxia Vol. 2, até colaborar com John Carpenter e Quentin Tarantino. Em uma trajetória tão singular, ser o "último pensamento" de Disney acaba sendo só mais uma curiosidade.
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