Ainda que as possibilidades de criação sejam praticamente inesgotáveis com o CGI moderno, a falta de cautela com a ferramenta pode provocar alguns dos resultados mais toscos do mundo em um filme. Essa é, justamente, uma crítica frequente aos últimos lançamentos da Marvel, mas, felizmente, há um movimento para reverter essa tendência.
Thunderbolts* optou em seguir na contramão e apostar em gravações ousadas, incluindo uma acrobacia na qual Florence Pugh saltou do 2º prédio mais alto do mundo, garantindo um recorde mundial. Agora, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos também decidiu priorizar os efeitos práticos e cenários reais para contar a história da Primeira Família da Marvel.
Para o diretor Matt Shakman, também responsável por WandaVision, evitar o uso excessivo de CGI vai além da questão estética — algo que também faz sentido, uma vez que o filme segue um visual retrofuturista — mas também é importante para a conexão dos atores com o espaço e, enfim, do próprio público com aquilo que está na tela:
"Uma abordagem prática é sempre a melhor abordagem. Sabe, é real para mim como cineasta, é real para os atores. Acho que o público ama. Estamos tentando ir a locações o máximo possível. Estamos construindo cenários reais. Estamos dependendo cada vez menos de tela azul, tela verde e estamos fazendo as coisas. Temos um Herbie de verdade. Temos um set de laboratório incrivelmente lindo aqui. Temos um Fantastic Car de verdade. Estamos construindo modelos e miniaturas", defendeu Shakman em uma mesa redonda com a imprensa (via Collider).
O cineasta contou que, por se passar nos anos 60, a direção de arte se inspirou bastante nos filmes de Stanley Kubrick e em outros clássicos da época.
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos estreia no dia 24 de julho nos cinemas brasileiros.