Uma coisa que fica bem evidente no catálogo da Netflix é que não há muito espaço para filmes clássicos. Claro que você pode encontrar alguns títulos, mas a plataforma está fortemente apostando em produções mais recentes.
É por isso que fiquei extremamente surpresa ao ver que O Estranho Sem Nome, o lendário faroeste de Clint Eastwood, entrou no Top 10 semanal dos filmes em inglês mais assistidos na Netflix.
Netflix
Top 10 em 17 países
A Netflix fez uma recente revelação que O Estranho Sem Nome alcançou 4,1 milhões de horas de reprodução durante a semana do dia 20 de maio, o que se traduz em 2,3 milhões de visualizações estimadas.
Lembramos que neste caso a plataforma se recusa a fornecer dados reais e concretos e simplesmente divide o número de horas jogadas pela duração do título em questão ao fornecer esses dados. Tudo isso é resultado de ter alcançado o Top 10 em 17 países, incluindo Argentina, Chile, Jamaica e Uruguai. Essa é uma tendência constante, não apenas de um mercado único.
Esse movimento, por si só, já chama a atenção e pode sinalizar uma abertura estratégica da Netflix para incluir mais produções cinematográficas clássicas em seu catálogo, diversificando ainda mais sua oferta de títulos. A inclusão dessas obras não apenas amplia o alcance da plataforma, mas também atende a um público que valoriza e busca filmes de outras épocas, muitas vezes negligenciados no ambiente do streaming.
Considerando a crescente presença de produções recentes de grandes estúdios, como a Warner, disponíveis temporariamente no serviço, é plausível que obras como Jurado Nº 2, o mais recente projeto de Clint Eastwood, também acabem integrando o catálogo da Netflix futuramente.
Esse tipo de iniciativa pode ainda contribuir para que o cinema clássico se torne menos raro nas plataformas digitais. Afinal, se o objetivo é alcançar todos os perfis de espectadores, é importante que também se considere aqueles que mantêm uma conexão mais forte com obras do passado, tão relevantes e significativas quanto as produções contemporâneas. Afinal, o valor cultural e comercial desse público é tão expressivo quanto o dos consumidores de conteúdos mais recentes.