Sem mais esperas. Uma das ficções científicas mais aguardadas do ano estreia hoje (06/03) nas principais salas de cinema do Brasil. Da mente do sul-coreano Bong Joon-ho, Mickey 17 traz o retorno do diretor e roteirista seis anos após o seu sucesso estrondoso com Parasita, dessa vez do lado de um dos mais requisitados atores de Hollywood, Robert Pattinson.
Na trama, Pattinson encarna o herói improvável Mickey Barnes, um homem decidido a fugir da Terra se voluntariando para se tornar um “descartável” num programa de colonização espacial. Como um operário descartável, Mickey é enviado a diferentes missões perigosas nas quais um destino é certo: a morte.
Quando morre, entretanto, ele é clonado e um novo corpo é impresso, dando continuidade às explorações na colônia humana Nilfheim. Durante uma dessas aventuras de risco, porém, a 17ª versão de Mickey é dada como morta por engano, esbarrando, então, com seu substituto apesar de as regras serem claras: apenas uma cópia pode existir por vez.
Warner Bros. Pictures
Se estudar para um papel já é um desafio para qualquer ator, preparar-se para dois e contracenar consigo mesmo requer criatividade e talento. Não à toa, o trabalho deu uma ideia a Pattinson de incorporar o traço peculiar de um famoso e polêmico ator, dublê e comediante anglo-americano que, no fim das contas, Bong Joon-ho não curtiu muito.
O ator britânico revelou em entrevista para a revista ELLE que seu amor pela franquia Jackass trouxe inspirações curiosas para seu personagem Mickey, chegando a querer usar a voz de Steve-O, uma das estrelas do programa de pegadinhas arriscadas, para diferenciar as duas réplicas no filme.
"Lembro de ouvir uma entrevista de Steve-O alguns anos atrás na qual ele falava sobre o quanto ganhava pelas acrobacias perigosas que fazia na primeira temporada, e disse 100 dólares. Digo, você pode morrer fazendo isso, e ele comentava 'Nada, faço por cem. Tudo certo'. Tinha algo nisso, em ser realmente corajoso e nunca reconhecer como bravura. Achei que existia um pouco dessa característica em Mickey. Então passei um bom tempo desvendando uma imitação da voz de Steve-O", disse.
De acordo com Pattinson, porém, essa sugestão não foi bem recebida pela produção. “A primeira vez que fiz, Bong só recebeu com um ‘Uau….o que é essa voz que você está fazendo?’”, relembrou o ator. “Quero dizer, foi definitivamente uma grande aposta [risos]. Ainda mais quando você não preparou a pessoa para isso. Foi durante uma leitura de roteiro, com 40 pessoas ao redor e cada uma delas olharam para cima como quem diz ‘Oh! Oh, você está fazendo isso?’. Percebi rapidamente que, talvez, fosse um palpite exagerado”, brincou.
Sem se abalar com a ideia descartada, o ator ainda deixou claro sua intenção de dar vida a Steve-O numa cinebiografia. "Se um dia fizerem um filme sobre Steve-O, estou pronto!". Ninguém pode negar, muito menos depois de Mickey 17, que, quanto mais Robert Pattinson, melhor.