Ann Talbot, uma brilhante advogada de Chicago, é chamada para defender seu pai, Michael Laszlo, que, 45 anos após fugir da Hungria no final da Segunda Guerra Mundial e se refugiar nos Estados Unidos, está sendo processado por crimes de guerra.
Foram recolhidas provas esmagadoras contra ele e muitas testemunhas o reconheceram como um torturador nazista. Para Ann, trata-se de desmantelar uma armadilha política, mas a investigação que ela empreende será mais complexa do que o esperado.
Um Urso de Ouro e uma excelente Jessica Lange
Esse enredo emocionante pertence ao thriller jurídico Muito Mais que um Crime, dirigido por Costa-Gavras e escrito pelo roteirista de Instinto Selvagem, Joe Eszterhas. Lançado nos cinemas em 1990, o complexo e ambíguo melodrama político-familiar venceu o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim, e permitiu a Jessica Lange - indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro na época - obter um dos melhores papéis de sua carreira.
TriStar Pictures
Muito bem recebido pela crítica, mas relativamente despercebido nos cinemas, o comovente filme constrói um suspense psicológico que certamente irá fisgar os fãs do gênero. E ainda prova que Costa-Gavras é definitivamente incomparável quando se trata de contar histórias políticas poderosas.
Um verdadeiro mestre nos créditos
Vale mencionar que, para a trilha sonora do filme, o diretor recorreu ao talento de Philippe Sarde - com quem voltou a trabalhar em La Petite Apocalypse e O Quarto Poder. Por fim, ressaltemos que J.S. Block, que interpretou o Juiz Silver, era um verdadeiro magistrado que exercia o ofício na época. Além de aparecer na tela, Block também atuou como consultor para tornar a história de Muito Mais que um Crime mais próxima da realidade.
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