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Carlos Henrique S.
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4,5
Enviada em 28 de setembro de 2019
Dois amigos tem em mente praticar aquele que será "O Crime Perfeito ",para isso eles matam um conhecido e resolvem dar uma festa,não satisfeitos eles servem a comida em cima da arca que se encontra o corpo do falecido e um ex professor dos dois começa a desconfiar da festa.O que esperar de mais uma obra do gênio eterno Alfred Hitchcock?.Um filmaço né ?,pois bem aqui temos esse filme que é simplesmente espetacular!.Mais uma vez o cineasta inova com seu brilhantismo e nos oferece um longa totalmente filmado em um plano sequência,um artifício jamais visto na história do cinema e a novidade está perfeita aqui,o longa tem uma fluidez absurda,você não percebe que aquilo se mantém em um único take.Claro que não foi possível fazer 1 hora e 20 sem parar pois o os rolos permitiam no máximo 10 minutos,mas a montagem perfeita faz com que tudo se encaixe em uma única sequência.No elenco temos o excepcional Patrick Stewart mais uma vez na sua sucedida parceria com o Hitchcock aqui ele é um cara venenoso nas perguntas,esperto e sabe manipular as perguntas,Farley Granger também é muito bom como o parceiro que sente a culpa e que se sente desconfortável com o homicídio cometido e o inverso dele é o John Dall que sente orgulho do assassinato e um lado psicopata.O roteiro é sagaz e apesar do primeiro ato um pouco monótono tem uma crescente fantástica e que cria desavenças entre os integrantes da festa que é sensacional até seu grande clímax,mais um filmãodo mestre !.
Clássico do gênio Alfred! Um filme inteligente de roteiro rápido, mas cheio de enigmas. James Stewart em atuação fenomenal. Um filme marcante dos anos 40.
Este suspense é bastante simples, mas também muito inteligente e ousado. Filmado em um único ambiente, ele contém 8 cortes de aproximadamente 4 a 10 minutos cada, dando a impressão de um plano-sequencia. A montagem foi tão bem feita e os cortes foram tão bem disfarçados que parecemos estar vendo cenas em um único plano.
A direção de arte e fotografia é expressiva. Cores pálidas, mas com uma iluminação clara e uma janela enorme na sala principal que faz questão de mostrar o lapso temporal que transcorre durante o filme. Figurino, linguagem corporal (devido à excelente interpretação dos atores), a forma como os ambientes são montados (os livros, o luxo) e até os diálogos demonstram e evidenciam a alta sociedade, a intelectualidade, e a sofisticação, que, inclusive, dão sustentação à história.
A utilização de travellings para a horizontal e os diversos ângulos experimentados, na sua maioria planos médios e de meio primeiro plano, demonstram que, ao mesmo tempo em que somos inseridos no universo da perspectiva dos dois personagens principais, queremos manter uma relativa distância deles, pois não identificamos nem simpatizamos com o tamanho da perversidade de suas mentes.
O melhor de tudo, na realidade, é a forma como o suspense é trabalhado. Não é somente pela trilha diegética e o silêncio, mas é uma tensão criada pela própria narrativa. São planos detalhe que dão foco a objetos que, inicialmente podem parecer banais, mas fazem toda a diferença. É um livro, é um baú, é um chapéu, e principalmente uma corda, ou seja, constantemente somos introduzidos a novos elementos que podem ou não incriminar os assassinos.
E, por fim, o desfecho consegue ser visualmente muito bonito. Alfred Hitchcock é, de fato, o Mestre do Suspense.
A direção é perfeita, Alfred tenta simular um plano sequencia, é visível os cortes de cena, mas para sua época é muito bom, o apartamento é sufocante, a atuações incríveis, a tensão poderia ser melhor explorada, o roteiro é simples e bom, os elementos de tela são lindos, Festim Diabólico é um filme que se tem que ser assistido. E é visível a influencia deste filmes nos anos 60/70. Vale elogiar também a tradução do titulo aqui no Brasil, de Rope para Festim Diabólico, poucas vezes um titulo se encaixa tão bem ao filme como esse.
Outra bela performance de James Stewart. Ao lado de uma boa direção de Alfred Hitchcock. Com apenas uma locação,o filme consegue nos amarrar com uma história tensa,e bem desenrolada.Mais uma ótima parceria Stewart+Hitchcock.
-Filme assistido em 29 de Novembro de 2015 -Nota 6/10
Não é dos melhores filmes do mestre, um pouco cansativo mesmo sabendo da técnica de usar todo o filme sem corte. Não me empolgou como suspense. Gostei mais pela curiosidade de saber que é um filme de 1948 e que foi o primeiro filme colorido dele.
Uma obra filmada entre quatro paredes, em preto e branco, com poucos atores, mas capaz de prender a atenção do começo ao fim. Alfred Hitchcock foi o autor da façanha. James Stewart, Farley Granger ótimos.
O Filme Feito pelo Mestre do Suspense, não Deixa a Desejar os amantes do Gênero nesta Obra, o filme se compõe de Diálogos densos, momentos simples, porém de muita tensão. spoiler: É de se destacar os Diálogos em que se há um intenso debate que envolve inclusive questões que são apresentadas na Obra de Nietzsche, em que o Filosofo sugere que existe uma classe de Humanos intituladas de "Super-homens" que por terem uma capacidade intelectual apurada se diferenciariam dos outros seres humanos, sendo que os Super-homens estariam em um escalão e por isso teriam um poder maior sobre os subordinados.
Pois bem, durante o filme os Personagens Brandon e Philip conversam sobre o Assassinato como uma Arte, os convidados começam a achar aquilo absurdo, então gera-se um intenso debate em torno dessa questão. Para Brandon, o mais culto e erudito dos Homens se encontra em um escalão superior da humanidade, e que nas entrelinhas de sua fala, o personagem nos fala que as práticas comuns de arte, tornaram-se meramente entediantes, e que os mesmos, devido à sua Superior capacidade Intelectual poderiam de bom senso formular uma filosofia de vida em que os Superiores pudessem Matar os inferiores como Esporte, Como Arte, cada vitima seria como uma escultura, e que com o passar do tempo e a devida prática(matar) o artista(assassino) iria aperfeiçoar seus métodos, e nesse instante é que se como fica explicito no Diálogo, que existe uma forte influencia de Nietzsche no pensamento dele. Pois bem, os trabalhos de Nietzsche estão propensos a Diversas Interpretações positivas e negativas, sendo esta ultima a mais constante de se ver, então no filme nota-se uma critica aos Postulados de Nietzsche, porém a critica mais dura e Severa é promovida às Interpretações que foram tomadas ao Longo do tempo acerca do pensamento Niilista, cita-se aqui e no filme, o uso interpretativo sob certa ótica dos pensamentos de F. Nietzsche na conduta Nazista. Esta parte do Dialogo é impressionante, pois nela se revela uma Discussão que em boa medida abrange vários Setores da Sociedade, como a Religião, a Cultura, a política e o lado Social, pois se Discute a Legitimidade não apenas do Assassinato como arte, mas sim como se Desenrola o Pensamento de Muitas pessoas que Se Julgam superiores, ou Por Sua capacidade intelectual, ou por acreditar que sua crença religiosa é verdadeira e a outra falsa e Etc., daí se desenrola uma série de questões ao longo da história, de perseguições, guerras, lutas, em sua maioria buscando a imposição de sua Ideologia sobre a outra, por julgar-se superior em determinadas esferas e por isso o outro deve ser submetido e tornado inferior à ele. Portanto, é importante visualizar no filme a presença intensa do debate em torno da Legitimação de Ideologias e que até hoje deve-se atentar a esta discussão, pois ela é de suma importância na Compreensão de Processos Históricos, em si, o filme de forma esplendorosa demonstra o lado Sádico das pessoas que são Guiadas por uma Ideologia que elas mesmo criaram. Então, só me resta dizer uma coisa, Este filme é Fantástico!
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