Um Corpo que Cai
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4,4
1135 notas

93 Críticas do usuário

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Rodrigo o que?
Rodrigo o que?

118 seguidores 211 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de junho de 2020
Com uma impressionante direção de Hitchcock ,uma bonita fotografia e uma impactante trilha sonora
Um corpo que cai é um suspense que apesar de eu achar muito superestimado ainda é um bom filme
Só peca apenas no final
Natasha F.
Natasha F.

3 seguidores 3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de maio de 2020
A idealização do ser amado em " Um Corpo que Cai "
"Vertigo ", ou "Um Corpo que Cai ", já foi considerado o melhor filme de suspense de todos os tempos. Para depois ser alçado a melhor filme de todos os tempos. É uma obra prima, que não envelhece, porque trata de um tema atemporal:a idealização do objeto do amor. Melhor dizendo do objeto da paixão. A paixão, não o amor cega até o mais frio intelectual.
O detetive aposentado John Scottie é chamado por um colega para seguir sua esposa Madeleine, que estaria mentalmente perturbada. Ela se sentia obcecada pela sua antepassada Carlotta Valdez, que havia enlouquecido e cometido suicídio. Scottie, já na primeira vez que a vê fica impressionado com sua beleza, sua elegância, seu cabelo platinado. Ela usa sempre um coque e terninho cinza. Com o começo do trabalho ele vai sendo cada vez mais envolvido por sua figura elegante e enigmática. Ela lhe confidencia seu temor de acabar como Carlotta. Isso gera nele um instinto protetor. No fundo já está apaixonado pela mulher do amigo, porém não quer admitir.
Vão ficando cada vez mais próximos, mas o máximo de intimidade que tem é um beijo.
Ele vai sendo levado por aquela paixão, até que finalmente o suicídio se consuma na sua frente, trazendo à tona a antiga culpa por não ter conseguido evitar a morte de um outro policial, graças ao medo de altura que tinha, junto com o sofrimento de não ter conseguido salvar Madeleine, o que o leva à uma depressão profunda.
Daqui para frente o texto tem spoiler!
Scottie passa algum tempo internado com uma depressão tão severa que nem consegue falar ou se mexer. A culpa e a dor o imobilizam. Depois de algum tempo tem alta. Uma tarde, andando pelas ruas de São Francisco, vê uma mulher extremamente parecida com Madeleine. Ele a segue. É uma mulher morena, de modos vulgares, comum. Quando ele a aborda ela a princípio se esquiva. Mora num quarto de hotel alugado. Ele, como se estivesse tendo uma chance de reviver Madeleine continua de modo compulsivo a pedir para ficar perto dela.
Nessa hora ,Hitchcock faz uma grande virada na narrativa, fazendo com que o espectador fique sabendo antes do protagonista o segredo do filme:Judy e Madeleine são a mesma pessoa. Aliás, Madeleine nunca existiu, somente Judy. Esta, que fora contratada para um golpe, acabou se apaixonando também por Scottie. Escreve tudo numa carta, mas não entrega. No fundo ela sabia que ele amava Madeleine, a personagem que ela viveu.
Então, começa a transformação. Aos poucos, e com seu consentimento, o detetive vai recriando a mulher que nunca existiu. Como se pudesse trazê-la do mundo dos mortos (o livro que deu origem ao roteiro se chama "D'entre les morts ") ganha um novo sopro de vida. Mas, ele não se apaixonou pela morena Judy, de sobrancelhas grossas, que é comum demais, humana demais. Foi sim pela loira Madeleine. Não satisfazia sua necessidade de aplacar sua dor. Ele precisa transformar uma na outra.
O sentimento que ela nutre por ele abre espaço para isso.
Ele a veste, a penteia, a faz caminhar como seu objeto de obsessão. Ela tenta beija _ lo ,ele não consegue. Não até ela ficar igual, nos mínimos detalhes. Aqui se vê como a paixão pode tirar o discernimento de uma pessoa. Ele quer por que quer uma pessoa específica, no caso morta. Quando a transformação se completa (prender os cabelos num coque) ele se permite beija _la.A câmara gira em torno deles como o êxtase que ele está sentindo.
Ambos se permitindo mentir para si mesmos para serem felizes. O final trágico, não é o mais importante nesse filme cheio de reflexões. Mas como a nossa mente é capaz dos maiores escapismos para ter a "felicidade ". Como nunca vemos o ser amado como é, mas ,sim , como imaginamos ser.
Elmo Corrêa
Elmo Corrêa

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 17 de maio de 2020
Nunca ri tanto com a cena final de um filme. Hilário!
Todavia, é um bom passatempo. Tem o charme dss obras de Hitchcock, a bela São Francisco da década de 1950, e um romance policial ingênuo e criativo. Gostei!
Dulci B
Dulci B

7 seguidores 55 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de julho de 2020
Não entendo como pude esperar tanto tempo pra assistir essa obra prima!! Hitchcock tinha um jeito único para o suspense como nenhum outro diretor!!
Elie Cheniaux
Elie Cheniaux

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de fevereiro de 2020
MINHA QUEDA POR “UM CORPO QUE CAI”
(Texto extraído do livro “O ANTIFACEBOOK: Meus encontros e desencontros com Woody Allen, Hitchcock, Freud, Deus, o Flamengo, as mulheres e... comigo mesmo”, de Elie Cheniaux, publicado pela editora Prospectiva, em 2014.)

Ao longo de minha vida, apaixonei-me por diversas mulheres – entre elas, a Scarlett Johansson -, por um livro – “Dom Casmurro”, de Machado de Assis -, por uma canção – “Chovendo na roseira”, de Tom Jobim -, por um time de futebol – nem preciso dizer qual – e por um filme.
“Um corpo que cai” (“Vertigo”, no original) é o meu filme favorito. Para começo de conversa, é dirigido por Alfred Hitchcock, meu cineasta preferido. Mas não o considero apenas o melhor filme do velho Hitch. “Um corpo que cai”, para mim, é o melhor filme de todos os tempos.
Assistir a Um corpo que cai pela primeira vez foi um momento mágico, inesquecível. Isso foi em 1984 e tinha eu uns dezenove anos. Já era fã do Hitchcock e já tinha assistido a “Psicose”, “Intriga internacional”, “Os pássaros”, “Janela Indiscreta”, entre muitos outros. Não imaginava, então, que o mestre do suspense pudesse ter feito algo ainda melhor. Mas fez. O filme estava passando no antigo cinema Veneza, em Botafogo, que não existe mais. Fui com meu amigo de adolescência Heraldo, meu amigo até hoje. Lembro-me de que saí do cinema extasiado, inebriado, como se estivesse ainda dentro de um sonho. Preferi retornar para casa a pé, embora tivesse que andar uma boa distância – e ainda atravessar um túnel -, para que a transição de volta para o árido e cruel mundo real pudesse ser mais lenta e, assim, menos brutal.
Quando “Um corpo que cai” foi lançado, em 1958, não fez muito sucesso, nem de crítica nem de bilheteria. Todavia, décadas depois, é figurinha fácil nas listas dos dez maiores filmes de todos os tempos. O que tem de tão especial nesse filme? Não sei explicar bem, para mim é algo muito pessoal. Não importa quantas vezes eu o tenha visto - pelo menos uma dúzia até agora -, sempre fico emocionado quando o revejo. Recentemente, eu estava participando de uma mesa-redonda, sobre cinema e saúde mental, quando uma colega, em sua apresentação, exibiu em vídeo a cena do suposto suicídio da suposta Madeleine (Kim Novak), supostamente saltando do alto da torre na antiga aldeia espanhola. Ainda bem que as luzes estavam apagadas e ninguém percebeu meus olhos marejados – eu suponho.
Mais do que um filme de suspense ou de mistério, “Um corpo que cai” é uma história de amor. Foi impossível para mim – e, penso eu, para qualquer espectador – não me apaixonar por Kim Novak e não me identificar com o voyeurismo de Scottie (James Stewart). Claro que o amor de Scottie por Madeleine é patológico, doentio e triste. Ele se apaixona por alguém que não existe, Madeleine, e se recusa a gostar da mulher real, Judy (também Kim Novak). E, além disso, tenta transformar a mulher real na idealizada, dando uma de Pigmalião, que, na mitologia grega, esculpiu a mulher perfeita e ainda se casou com ela.
A mensagem pessimista é que talvez toda paixão amorosa seja assim, um estado psicótico em que projetamos no outro somente coisas boas. Depois nos casamos com o ser amado e logo descobrimos que nada daquilo era real. Será que Pigmalião pediu a Afrodite que transformasse Galateia de novo em estátua, porque esta não parava de falar? Será que Pigmalião e Galateia acabaram se divorciando? Será que eu enjoaria da Scarlett Johansson?
A mensagem otimista é que Kim Novak era linda, Hitchcock era um gênio e “Um corpo que cai” será sempre um grande filme!

Elie Cheniaux
(Professor titular de psiquiatria da UERJ)
Catieli Souza Swaizer
Catieli Souza Swaizer

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5,0
Enviada em 18 de dezembro de 2019
Considerado o melhor filme de todos os tempos. Concordo. Uma obra prima em todos os sentidos. Apaixonada por esse filme.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de outubro de 2019
Alfred Hitchcock sendo Alfred Hitchcock,mais uma obra prima da carreira !,filme que marcou a filmografia do diretor como um de sgraseusndes sucessos,tenso e intrigante.O detetive John sofre de vertigem e se aposentap0 por esse problema,um velho amigo propõe que ele siga a esposa dele porque ela tem agido diferente e ao investigá-la começa a estranhar suas atitudes.O filme é brilhantemente dirigido pelo pai do suspense que aqui nos envolve em uma trama intrigante e cheia de mistério.O roteiro escrito por Alec Coppel que dá um ritmo ótimo ao plot que desenvolve os medos do protagonista e cria um arco dele com a esposa do seu amigo e tudo de um jeito orgânico e bem desenvolvido,o twist é muito bom e é bem construído à medida que as investigações da mulher ocorre.A trilha sonora é incrível e dita a tensão e a dúvida.O elenco é espetacular e mais uma vez a parceria entre Hitchcock e James Stewart dá bons frutos com mais uma grande atuação,Kim Novak é outra que tem grande atuação interpretando mais de uma face da personagem.Vertigo é um clássico absoluto,é inteligente,mexe com a mente nos intriga e ainda é tenso.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de março de 2019
Indiscutivelmente, um dos mais famosos filmes do produtor e diretor Alfred Hitchcock, um ‘noir’ e Thriller psicológico de 1958. Uma trama altamente intrigante e diabólica, contando a história de um detetive aposentado John Ferguson (James Stewaet) e sua fobia a altura, que se depara com um caso de uma bela e estranha mulher com mania de suicídio, Judy Barron/ Madeleine Elster (Kim Novak) por que se apaixona, e que morre à sua frente, sem que consiga ajudá-la. O que acontece depois, quando John depara com outra mulher exatamente igual à morta, é o ponto forte do filme. Baseado na novela “D´Entre les Morts”, de Pierre Boileaau e Thomas Narcejac, é um dos melhores momentos de Hitchcock. Uma das mais arrepiantes narrativas do cinema, com muitas e fascinantes tomadas e ângulos de câmera inusitados de renomadas paisagens de São Francisco. Um filme excepcional que permite múltiplas leituras.
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 343 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de fevereiro de 2019
Exaltar essa obra-prima é redundante. Temos um roteiro expecional que abrange uma variedade de temas e explora as camadas mais controversas da psiquê humana, sendo ousado e autêntico nos elementos da trama, que é conduzida com reviravoltas sutis para nos instigar a tentar adivinhar para onde as coisas estão rumando. A direção é primorosa tecnica e objetivamente. Hitchcock sabia criar tensão e fazia um uso virtuoso de imagens, seus significados e sugestões. A fotografia também é dislumbrante, elegante e charmosa. Só não é perfeito porque tem bastante cenas com efeitos muito datados.
Eder Brito
Eder Brito

48 seguidores 119 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 25 de maio de 2017
Um corpo que cai é um filme que começa meio de vagar, mas acaba de prendendo por querer descobrir o que realmente está se passando na trama, será que a Madalene é louca? Será que está possuida?
Será tudo uma farça? Será que ela realmente existe? Cria varias perguntas em nossa mente. Não achei como um dos melhores filmes que já vi, mas ele é muito bem trabalhado no que se propoe a fazer, vale apena suas mais de 2h de duração.
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