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Nelson Jr
25 seguidores
235 críticas
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3,5
Enviada em 5 de maio de 2025
O filme tem uma sutileza muito interessante , fala sobre um tema, de forma lírica e sensível , que na época devia ter sido um tabu enorme, o homossexualismo. Mostra um amor platônico de uma forma intensa ! muito intensa! Trilha sonora muito boa , a fotografia é maravilhosa! A angustia do protagonista , capturado na atuação de Dirk Bogard, é incrível! Transmite uma uma aura de dor, melancolia, capta uma falta de algo, que o cara sente, e não expressa., e a paixão que ele cria é impressionante! Ele fica completamente apaixonado! No mais é Um filme arrastado ,02:10 não precisaria de tudo isso , o filme é lento ,mas realmente o que compensa é o bom roteiro e a fotografia lindíssima.
Um dos grandes diretores do Cinema, Luchino Visconti com este Morte em Veneza ganhou o Festival de Cannes em 1970. Baseado em livro do alemão Thomas Mann, em roteiro que teve a mão de Visconti. O filme tem a sutil leveza de um modorrento verão em Veneza do começo do Século XX, em cenas melancólicas e lentas, onde a única certeza é que a beleza pode transparecer em algo cruel.
Visconti dispensa apresentações. O filme é uma obra de arte, excelente adaptação da novela de Thomas Mann. O tema principal, na verdade,é a Arte, a perfeição estética, representada pelo jovem Tadzio, que arrebata o artista Gustav Von Aschanbach. Metafísico, transcendente, para além do meramente sensual. Definição perfeita do que o Belo é capaz de provocar. Assistir ao filme sob o viés da sexualidade é reduzir demais o que de fato é a proposta do enredo. A fotografia é notável!
Morte em Veneza: De forma lírica e sensível, Luchino Visconti mostra o tema do homossexualismo, sem exageros e de maneira discreta, porém muito bem explorada. A interpretação de Bogarde é fabulosa! Uma obra-prima das tantas desse cineasta-gênio da Itália! O grande Visconti!
Raros são os casos onde uma literatura levada ao cinema conseguem uma realização e ou resultado próxima da experiência do leitor. Talvez isso ocorra, por uma busca de aproximação, quando o roteiro devia se valer de méritos próprios, não esquecendo sua origem, que é também condição primordial, uma obra cinematográfica.
"Mort à Venise", dilui momentos de brilho próprio, mas que se perde ao tentar agir espaços para uma reflexão do espectador (algo natural na literatura, onde tais pausas são decididas pelo leitor), já no filme, Visconti, força tal engrenagem, usando mão de imagens (paisagens, olhares e observações), mas principalmente crer no seus atores, ou melhor, no seu ator, Dirk Bogarde (Aschenback), que tal e igualmente ao filme, se destaca em conta gotas, doses homeopáticas de um trabalho profundo e em muitos outros momentos, um ator caricatural, que tenta expressar através de um psicologismo facial, os pensamentos, desejos, reflexões, angústias e tantos outros da personagem escrita originalmente por Gustav Aschenbach.
Chama atenção os méritos de não escamotear o jogo de uma relação proibida, que sem moralismos ou abatido pelo que hoje é a praga do "politicamente correto", uma relação que só existe para Aschenback, algo imoral por ser de todas formas um desejo por um rapazote, porém o fascinante desse jogo é a mescla desse desejo entre o sexual e o da juventude, algo que não se vive novamente, e que se antes é até alvo de criticas por Aschenback, no fim sua crítica passa a ser seu desejo, algo que lhe consome e o leva inversamente por uma caminho ao contrário da juventude, um caminho que leva ao fim.
Não é possível gostar de cinema e classificar Morte em Veneza como monótono. O dono(a) dessa crítica não sabe o que é cinema. Deve reduzir-se às produções hollywoodianas de ação e só.
Luchino como diretor foi cruel com esse jovem. Parecia que era uma oportunidade para o ator, mas até em boate gay levou quando ainda menor. Não à toa já na vida adulta Björn adoeceu paranóico e não aceitava mais qualquer papel por conta da sexualização. Houve muito impacto psicológico negativo, ansiedade e depressão.
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