O cenário é lindo, e possui elementos que levam o espectador para aquela época, e o tom de verde nas paredes remete muito à frieza, tristeza e luto que os Craven vivem. Entretanto, acho que a narrativa nao explorou bem o cenário, principalmente com relação ao quarto de Grace Craven, que estava fechado há anos e mesmo assim, estava limpo e com tudo muito bem conservado. Outro fato interessante, que achei sem nexo na narrativa foi onde Mary encontrou a chave do jardim, dentro de uma pedra, dentro do próprio jardim (quem será que colocou lá?) e mesmo depois de ter a chave, a mesma continuou pulando o muro do jardim para entrar nele. O fato, é que muitas coisas não foram explicadas na narrativa do filme, o que me deixou imensamente triste (pois eu amo essa história).
O jardim secreto tem um início arrastado, mas vai cativando com sua extraordinária fotografia, personagens que vão sendo detalhados durante a trama com suas atuações. Bons efeitos e um roteiro que tem um final mágico de superação e amor.
Suave, atemporal e poeticamente lindo. A leitura que faço hoje, na fase adulta, é de uma narrativa tão mágica e tocante sobre o belo e simples da vida! O Jardim Secreto foi um clássico na minha infância e hoje amarro mais ainda tudo que me transmitiu depois de reassisti-lo. A sinergia das crianças, o desenvolvimento de cada personagem, as pequenas dificuldades sobre rejeição, autoconhecimento, superação e amor, muito bem trabalhadas durante os encontros dos três no jardim secreto. Assistam!
Este filme está, com certeza, entre os 10 melhores que já assisti. A história é bem construída e proporciona bons momentos de entretenimento e emoção. Recomendo!
Sem a menor sombra de dúvida, a melhor adaptação da clássica obra literária de Francis Burnett. O Jardim Secreto é um clássico instantâneo, um filme que por detrás de sua estrutura narrativa extremamente simples, com um tom leve voltado para o público infantil, carrega uma força dramática indelével que não se esvai mesmo depois de mais de 25 anos de seu lançamento, esse é o poder do cinema em seu estado mais bruto : As coisas que eram boas ontem, continuam melhores do que nunca hoje, amanhã, eternamente...Um drama de época lindamente filmado, interpretado(Kate Maberly numa das melhores atuações infantis da história do cinema), em um enredo que não foge das partes mais sombrias do material de origem. Há algo de enigmático, místico nessa história, onde nada é como inicialmente pensamos ser. Aquele jardim e aquelas crianças são donas de um mistério que faz do longa de Holland algo muito mais fascinante do que se poderia imaginar. Muito acima de outros filmes contemporâneos, Secret Garden sabe preservar o encanto necessário para cativar o público alvo bem como os espectadores mais maduros, pela sua trama afetiva e personagens carismáticos. Assim como aconteceu com o próprio jardim, este filme ainda está muito vivo, talvez adormecido, mas mantém-se bem. Um belíssimo conto cheio de coração, sobre a força da amizade, e, principalmente, sobre saber contemplar a beleza da vida, mesmo que às vezes nós nos sintamos mortos por dentro. Há um pouco daquele jardim em todo nós, um lugar pacífico, sem tristeza ou arrependimento, onde somos finalmente livres. Ele pode ser secreto, ou pode estar apenas bem escondido por trás dos nossos medos e angústias, mas só precisamos de um pouco de coragem e espírito de aventura, para finalmente encontrá-lo. Não é maravilhoso ser levado assim por um filme? NOTA : 10 / 10
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