Touro Indomável
Média
4,3
673 notas

37 Críticas do usuário

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18 críticas
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Alberto C.
Alberto C.

1 seguidor 12 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de agosto de 2017
Um filme verídico de um sucesso enquanto lutador e um falhado ,enquanto pessoa, LaMotta è e foi um grande lutador no mundo do boxe, Robert De Niro exibe mais uma vez daquilo que è feito, um actor excepcional e único, mostra toda a sua garra e drama num filme de pura adrenalina e de pura insanidade
Gusferrer
Gusferrer

6 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de janeiro de 2023
Que aula de semiótica essa obra! Mais um filme do mestre que te deixa focado em todos os detalhes, diálogos, transições, imagino a dificuldade de conceber esse filme com um tema tão delicado e de ego frágil, a estrutura de como o homem tenta lidar com a sua mulher na tentativa de domina-la fisicamente, mesmo sendo um exímio lutador, sem pensar nas reais necessidades e angustias femininas, apresentando que o mundo não precisa mais de gladiadores, mas sim de bons companheiros. A aflição interna do protagonista é nítida, e o resultado de seu comportamento se dá por muitas influências sociais. O mais legal é ver o filme dissecando o tema de uma maneira tão simples e sensacional.
Herbert Vinícius
Herbert Vinícius

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de julho de 2021
Um triunfo de um filme. Scorsese teve uma longa e distinta carreira ao lado do protagonista do filme, Robert de Niro. Este filme mostra as duas lendas do cinema no seu melhor. É difícil dizer do que exatamente se trata este filme. O enredo narrativo é bastante direto, segue a vida de um boxeador dos anos 1940-50. O filme também explora muitas das questões complexas da violência contra as mulheres e da destruição psicológica de um homem que não consegue aceitar ou compreender a intimidade. A verdadeira magia é que essas questões são expressas por meio das explosões psicológicas distorcidas do personagem de De Niro. Todos ao redor de LaMotto podem ver seu problema, sua obsessão doentia e suspeita, mas ele não consegue se conter. O filme encontra sua expressão na imaturidade emocional do personagem principal. LaMotto não pode avaliar introspectivamente suas emoções. Seu processo de pensamento é infinitamente fascinante de assistir enquanto ele transforma qualquer ato de bondade ou amor em traição e distância. Ele carece de maturidade emocional ou consciência para comunicar suas frustrações em palavras. O público simplesmente observa enquanto qualquer pequeno ato ou suspeita é uma janela para ele confirmar o que ele mais deseja, a confirmação de que seu parceiro é infiel e, por extensão, ele próprio é indigno. Seu ódio é profundo, não um ódio dos outros ou do que ele ataca, mas um ódio de si mesmo. Todos ao seu redor percebem, mas LaMotto simplesmente não consegue. O filme oferece o olho para os detalhes que tornou Scorsese famoso. As cenas de luta de boxe são brilhantes e brutais. O elenco de apoio também é excelente.
LIzandro Felipe Camargo
LIzandro Felipe Camargo

24 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de janeiro de 2026
Touro Indomável não é um filme sobre boxe. O ringue existe, mas ele é apenas o reflexo de algo muito mais violento: o interior de Jake LaMotta. Martin Scorsese constrói um retrato cru, incômodo e profundamente humano de um homem que vence todas as lutas possíveis — exceto a mais importante.

Jake é um protagonista difícil de acompanhar. Não por ser complexo, mas por ser desagradável. Violento, paranoico, possessivo e emocionalmente imaturo, ele transforma tudo ao seu redor em campo de batalha: o casamento, a relação com o irmão, a própria carreira. A forma como ele trata as mulheres é repugnante, e o filme não tenta suavizar isso em momento algum. Pelo contrário, Scorsese faz questão de deixar o espectador desconfortável.

A relação entre Jake e seu irmão Joey é um dos eixos centrais do filme. Joey tenta ser racional, mediador, protetor — mas também reproduz uma criação baseada em ameaça e dureza. Ambos parecem incapazes de lidar com afeto sem recorrer à agressividade. Não há vilões claros: há homens quebrados, presos a uma ideia tóxica de força e masculinidade.

O boxe funciona como metáfora perfeita. Jake apanha, sangra, resiste, vence — mas nunca aprende. Mesmo quando chega ao topo, seus conflitos internos continuam corroendo tudo. A autossabotagem é constante. Ele não perde por falta de talento, mas por excesso de ego, ciúme e incapacidade de lidar com suas próprias inseguranças.

Visualmente, o filme reforça esse peso. O preto-e-branco não é estético por nostalgia, mas por brutalidade. Os golpes parecem mais secos, o sangue mais real, o silêncio mais ensurdecedor. Cada luta parece menos um espetáculo esportivo e mais um castigo autoimposto.

O desfecho é talvez a parte mais triste do filme. Jake termina longe da glória, sozinho, divorciado, fazendo stand-up para plateias pequenas. Ele reconhece que tudo deu errado por culpa própria, mas ainda tenta se manter de pé, repetindo fal falas diante do espelho, como alguém que não sabe mais quem é fora do palco. Não há redenção clássica — apenas sobrevivência.

Touro Indomável não é um filme agradável, nem pretende ser. Ele não inspira, não conforta e não oferece catarse fácil. Mas é extraordinário justamente por isso. Scorsese entrega um estudo de personagem honesto, sem filtros, sobre como a incapacidade de lidar com si mesmo pode destruir qualquer conquista externa
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