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Diogo Codiceira
24 seguidores
851 críticas
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3,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2026
O suspeito da rua Arlington é um filme de suspense que contou com a direção de Mark Pellington e roteiro de Ehren Kruger. Na trama, acompanhamos Michael (Jeff Bridges), um professor universitário de História dos EUA, que teve a sua esposa, que era do FBI, morta por um grupo extremista. A partir disso, Michael passa a se especializar sobre grupos terroristas em suas aulas. Ao passo que conhece o seu novo vizinho Oliver (Tim Robbins) e começa a suspeitar que ele seja envolvido em algum desses grupos. O filme consegue trabalhar de forma muito eficiente o seu suspense. Mas é preciso avisar que o longa comeca de forma lenta, na intenção de desenvolver bem os seus personagens. Isso é justificado no terceiro ato quando vemos Michael realizar algumas loucuras. Então, o fato de nao ter superado a morte da esposa e o tema de suas aulas sao peças importantes no filme. Aqui temos uma sólida atuação de Tim Robbins e de Jeff Bridges. Com tema ainda super atual, o longa trabalha em como o Estado, da "maior democracia" do mundo ( EUA) é falho no aspecto de se defender contra o terrorismo, uma vez que os próprios cidadãos podem se arma. O interessante é perceber que na trama, o extremismo ocorre por próprios residentes americanos. O curioso é que o filme além de colocar um tema quente na época ( e ainda hoje é), previu o futuro ( 11 de setembro). O desfecho é bastante corajoso diante de um suspense crescente e frenético. Ao mesmo tempo que é bastante revoltante. Um obra que passava bastante nas madrugadas da globo com Intercine ou no Corujao.
Considero esse filme ousado até para os dias atuais. Além de uma narrativa tensa desde seus primeiros segundos e um final, que além de surpreendente, é provocador e angustiante, por contrariar qualquer expectativa moral. Vejo aqui no site um comentário raso, pseudo crítica dizendo que o filme "não é inovador"... ora, justamente ao contrário, visto que não utiliza caricaturas de terroristas que sempre veem de fora dos EUA, normalmente estereotipados por descendência do oriente médio. Sem falar que essa produção foi quase dois anos antes dos atentados de 11 de setembro. Mais atual de que muitos que foram lançados depois.
O filme apresenta uma premissa forte e um roteiro magnífico. Apesar de começar de forma arrastada, o final compensa totalmente, entregando um desfecho diferenciado e marcante.
Tensão sustentada, boas atuações, mas pouco inovador. Este thriller psicológico explora paranóias e segredos sombrios quando um agente do FBI investiga um possível terrorista em uma pacata comunidade. Com atuações sólidas de Jeff Bridges e Tim Robbins, o filme mantém a tensão, mas o desfecho previsível e a falta de originalidade prejudicam o impacto da narrativa, e uma nota total.
Um dos maiores filmes de suspense de todos os tempos, O SUSPEITO DA RUA ARLINGTON deveria ter o reconhecimento que merece, mas nunca o terá porque nele o american way of life recebe fortes e potentes socos no estômago.
Por trás de uma história de paranoia terrorista tipicamente hollywoodiana, e fazendo uso de alguns clichês do gênero, o filme escapa da vala comum e entrega uma das obras mais corajosas do estilo, recusando-se a dar ao espectador aquilo que ele espera e, de certa forma, deseja, muito pelo contrário, e ao seu final muitos ficarão revoltados com a sua "petulância", que para mim é ousadia...
Hollywood adora estereotipar vilões e esfregar em nossa cara que qualquer mal que abale os EUA sempre vem de fora, mas este filme, nadando contra a maré e talvez por isso mesmo pagando o preço de ser varrido para debaixo do tapete, coloca o dedo em feridas que norte-americanos prepotentes e soberbos fazem questão de não ver.
Jeff Bridges dar mais um show de interpretação, numa atuação segura e super eficiente e graças a ele não temos aqui um filme esquecido, haja vista que o roteiro e ruim e peca em excessos.
Esse é um filme morno que escapa da mediocridade em seus minutos finais, quando o seu final surpreendente te faz repensar toda a história, achar alguns furos (bem óbvios) e terminar ainda com um saldo positivo. "É, tem furos, foi um desenvolvimento medíocre, mas faz pensar em um bocado de coisas". Entre filmes que são ótimos de assistir e ótimos de esquecer e filmes que são razoáveis mas vão te deixar pensando por um bom tempo neles, prefira os últimos.
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