Deus e o Diabo na Terra do Sol
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Rafael V
Rafael V

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2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Deus e o diabo na terra do sol:
Aqui Glauber Rocha mostra todas as situações típicas do sertão nordestino, numa abordagem meio que mítica/lendária; um camponês ingênuo e humilde, junto com a esposa, acaba matando um poderoso fazendeiro do sertão, que era dono das terras nas quais viviam, para não serem mortos, eles fogem e se juntam a seguidores de místico visionário, uma coisa típica do sertão nordestino, as seitas messiânicas, é mostrado e abordado por Glauber nessa passagem do filme, depois o casal de camponeses se juntam a um grupo de cangaceiros, também característica típica do sertão nordestino, liderados por Corisco; por está do lado de um grupo de cangaceiros, o casal de camponeses tem que tomar cuidado com o matador de cangaceiros, Antônio das Mortes; Glauber mostra muito bem como os cangaceiros agiam, faziam justiça com as próprias mãos, na medida que combatiam e matavam os poderosos latinfundiários, políticos e pessoas influentes do sertão nrodestino; temos uma cena antológico nesse filme que é a seguinte: ao final do filme, o casal de camponeses empreende uma corrida desesperada para chegar ao mar/praia próximo de onde estão, para fugir da seca e das condições miseráveis de pobreza e de sobrevivência, a que estavam submetidos no sertão, o filme termina com a renovação da esperança num futuro melhor; a frase dita por Othon Bastos, antes de morrer, é lapidar: "mas fortes serão as vontades do povo!", frase que serve para fazer referência e crítica à falta de liberdade, daqueles idos no Brasil, que vivia a Ditadura Militar; "Deus e o Diabo na Terra do Sol" significa a representação do Bem e do Mal coexistindo no sertão nordestino; com apenas 24 anos de idade, Glauber Rocha, impressionava e encantava o mundo com esse belíssimo filme, que ganhou, inclusive, Cannes, depois ele ganharia mais duas vezes prêmios em cannes, com "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro" e com o curta-documentário, proibido de ser exibido até hoje no Brasil, "Di Calvacanti"; e para sempre vamos viver e ouvir falar e se possível ver os filmes desse genial cineasta que foi/é Glauber Rocha, que em todos os seus filmes, os diálogos eram recheados do seu ideário revolucionário e de poesia; no filme, ainda temos atuações inesqüecíveis de Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos e Maurício do Valle; um filme belíssimo e que se tornou clássico não só do cinema brasileiro, mas do cinema mundial! Nota: 10.
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