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Nelson Jr
25 seguidores
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3,5
Enviada em 19 de setembro de 2025
Um filme que me surpreendeu! não por ser bom ou ruim.., mas pelo roteiro.., eu imaginava algo bem diferente.., já ouvi falar bastante desse filme, é uma historia bem poética , um filme lúdico!, que se passa num ambiente puritano., Um dos destaques do filme é a fotografia, muito boa! É um filme de época ., que se passa numa pequena vila da Dinamarca no século XIX , um roteiro diferente , que fala sobre fanatismo religioso , o medo do prazer e o prazer de servir, dar tudo o que tem , pelo prazer de demostrar o seu dom!. Uma coisa que mexeu comigo é o tédio, com T maiúsculo! que era viver naquela ilha.., Não é um filme inesquecível , mas é um filme diferente.
Uma obra sublime que combina narrativa sensível, performances impecáveis e uma mensagem profunda sobre sacrifício e generosidade, elevando o ato de comer a uma experiência espiritual e artística.
A Festa de Babette é um banquete cinematográfico que transcende o simples ato de comer para explorar temas de sacrifício, fé e redenção. Ambientado em uma pequena vila dinamarquesa, o filme acompanha Babette (Stéphane Audran), uma refugiada francesa que encontra abrigo em uma comunidade puritana, onde a simplicidade é quase uma lei moral. Quando Babette decide oferecer um banquete com todos os luxos da culinária francesa, o gesto transforma-se em uma celebração do prazer e da generosidade.
Com uma narrativa que mistura delicadeza e reflexão, Axel conduz o espectador por um caminho de transformação espiritual e sensorial. Cada prato servido no banquete não é apenas uma demonstração de habilidade culinária, mas também uma metáfora sobre a abundância da alma. O filme é uma joia que combina a austeridade dos cenários nórdicos com a exuberância da cultura francesa, criando uma experiência que aquece tanto o coração quanto o paladar.
Sabe aquela música imortal, que você é capaz de ouvir a vida inteira e nunca é demais aprecia-la pois sua beleza é sempre renovada e redescoberta? Assim é a Festa de Babette - um filme que se revela a cada exibição, sem excessos, só com delicadeza, olhares, sabores, harmonia. Espero rever esse finalmente várias vezes, ainda...
Raramente se assiste a filmes com mensagens tão singelas e bonitas como este "A Festa de Babette". Amores platônicos, bondade, gratidão, espiritualidade, conseguem tocar o coração. A trama gira em torno de duas belas irmãs, criadas com rigor pelo pai, um pastor luterano, numa aldeia dinamarquesa, nos anos de 1800, que, na juventude, despertaram o amor em dois homens, mas, devido à extrema discrição e religiosidade, não levaram o amor adiante. Muitos anos depois, órfãs de pai, um tenor francês - que fora apaixonado por uma delas - pede-lhes, numa carta, que abriguem uma senhora francesa, refugiada de guerra. A princípio relutantes, por falta de recursos, Babette (Stephane Audran), a francesa, convence-as a contratá-la como cozinheira, em troca de casa e comida. Econômica, Babette conquista a admiração geral. Um belo dia, ela recebe uma pequena fortuna, por meio de um bilhete lotérico premiado, e, em agradecimento às irmãs, celebra um completo jantar francês para 12 pessoas. É quando os satisfeitos convidados deixam suas rugas do passado de lado e entram num clima de perfeita harmonia. A narrativa, apesar de não-linear, é fácil de ser acompanhada. Cada cena parece uma pintura, especialmente as que mostram o banquete, durante o qual olhares exprimem mais emoção do que as palavras. O final é surpreendente. "A Festa de Babette" recebeu merecidamente o Oscar e o Bafta de melhor filme estrangeiro em 1988, e dois prêmios de melhor atriz para Stephane Audran. Lindas fotografia e trilha sonora compõem o excelente conjunto da obra.
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