Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Dienifer S
16 seguidores
23 críticas
Seguir usuário
4,0
Enviada em 20 de fevereiro de 2013
Crepúsculo dos Deuses é uma excelente escolha para quem gosta de clássicos do cinema. A personagem Norma Desmond é fascinante, uma grande estrela do cinema mudo, egocêntrica que não consegue lidar com a perda da fama. Glória Swanson que dá vida a personagem dá um show de interpretação e expressão corporal. O filme tem ótimos diálogos que renderam frases memoráveis como "Ninguém abandona uma estrela, isso faz de alguém uma estrela." e "Eu sou grande, os filmes que ficaram pequenos."
Não tinha assistido e, pela curiosidade de vê-lo na maioria de listas de melhores filmes de todos os tempos (muitas vezes entre os 20), resolvi arriscar. Só então consegui entender o por quê de tanta fama. Não é exagero, o filme é perfeito! A começar pela temática: o fim da Era de Ouro de Hollywood e o cinema em uma fase de transformação. Isso ocorre principalmente quando o cinema mudo começou a ser deixado de lado, e grandes artistas passaram a ser esquecidos, abandonados pelas novas tecnologias. Por isso a importância desta obra. Ela conta através da ficção uma parte da história real do cinema. A direção é ótima, atuações impecáveis. O final do filme tem uma cena marcante demais. Quem gosta de cinema e não tem preconceito com filmes antigos, em preto e branco, pode assistir que não vai se arrepender. Nota 10!
Majestoso filme, que prende a atenção do começo ao fim, e que tem no elenco, encabeçado por William Holden e Gloria Swanson, um dos seus maiores trunfos.
Difícil falar de um filme como "Crepúsculo dos Deuses", simplesmente por não saber por onde começar. Trata-se de um filme genial do mestre Billy Wilder, que realizou um grande painel da indústria cinematográfica hollywoodiana e, também, de como o cinema afeta a vida das pessoas. O filme surpreende a cada instante, justamente pelas reviravoltas e surpresas do roteiro. Existem cenas simplesmente magistrais, como a da recepção a Norma Desmond no estúdio da Paramount ou o encontro na rua cenográfica, onde há um diálogo que parece ter saído da boca do próprio Billy Wilder: "É tão mais divertido ficar atrás das câmeras". Sensacional! Quem conhece a história do cinema ainda tem o prazer de perceber várias referências a ícones da época em que a trama se desenrola, como Selznick, Rodolfo Valentino, Cecil B. DeMille (que inclusive aparece como ele mesmo no filme) e outros tantos. Além disto, o filme ainda conta com ótimas atuações de todo o elenco principal: William Holden, como um homem que quer seguir carreira em Hollywood mas não deseja deixar as mordomias que lhe são oferecidas, apesar de não gostar muito do modo como as consegue; Gloria Swanson, como a atriz derrocada e esquecida pelo grande público, que traz sempre um sorriso enigmático; o soturno Erich von Stroheim, que no início mostra-se estranho para depois revelar suas intenções em agir daquele modo; e ainda a belíssima Nancy Olson, que representa a ingenuidade e o amor ao cinema. Um belíssimo filme, que merece entrar no panteão dos grandes filmes da história do cinema.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade