Os Dez Mandamentos
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4,5
561 notas

206 Críticas do usuário

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Cavalcanti Ed
Cavalcanti Ed

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5,0
Enviada em 9 de dezembro de 2023
Um super spectáculo
DeMille acabara de ter dois grandes sucessos de bilheteria. Primeiro com o detonado pela crítica Sansão e Dalila. Mas o público não liga para críticos ciumentos e respondeu presente. No fim dos anos 70, o filme foi recortado e ampliado para o formato 70mm. O technicolor tripack era magnífico e os olhos verdes de Hedy Lamar hipnotizaram Sansão e o público como haviam feito com DeMille ele mesmo.
O segundo sucesso foi O Maior Espetáculo da Terra que se tornou um filme culto e passa na televisão americana sempre na época das festas. Cenas ficaram famosas, como a de Dorothy Lamour vestida de abacaxi, se entortando toda ao lado de um James Stewart que tentou acompanha-la, se divertindo visivelmente e dançando com a graça de um boneco de posto.
Os membros da Academia deram com as pontas dos dedos o Oscar ao diretor pelo melhor filme do ano. Nos anos 70, mesmo tratamento bem sucedido de recorte e zoom.
DeMille se sentia em forma aos 71 anos e decidiu de refazer, trinta anos depois seus dez mandamentos.
Grandes mudanças e inovações surgiram depois do “Espetáculo”. Mike Todd surrupiou as lentes anamórficas, inventadas por um alemão mas cuja patente caiu em domínio público depois da guerra. Mesma coisa para o Agfacolor que foi adaptada (afanada?) por George Eastman.
O laboratório Technicolor declarou que não era possível utilizar as lentes do Cinemascope ou Todd-ao em suas câmeras. Não seja por isso. Os produtores pediram a Eastman para utilizarem sua película e, finalmente, o efeito da tela panorâmica podia ser feito em cores por praticamente qualquer câmera (Mitchell de preferência...).
A qualidade das cores EastmanColor não era tão boa quando a do agora obsoleto technicolor. O Mr Kalmus então, vendo que perdera a partida, adaptou seu sistema de tintura de negativos à película Eastman e o resultado foram cores ainda mais bonitas que o tripack. No sistema Eastman não havia restrições. Qualquer cor poderia ser filmada com nididez. O tratamento technicolor era mais caro que os « de luxe », “Metrocolor” e mesmo o Eastmancolor.
Por exemplo, se pegarmos dois filmes feitos quase ao mesmo tempo e pela mesma atriz: Mary Poppins e A Noviça Rebelde. O segundo tem cores bonitas, mas parece uma aquarela. Foi tratado pela “Deluxe”. Mary Poppins guardou o contraste, a saturação e o grão dos techicolors e parece uma pintura à óleo. Além disso, os Eastmancolors desbotaram com o tempo em uma matiz arrocheada, nada agradável. Este problema só foi resolvido no finzinho dos anos 60.
Voltemos agora a 1955. DeMille viu que podia utilizar sem moderação as novas técnicas. Ele escolheu o VistaVision que era um sistema para tela panorâmica mas sem lente nenhuma. Bastava fazer desfilar o filme de 35mm deitado. Achado digno no Professor Pardal. Por outro lado, livre da Harpia e ‘Conselheira das cores” Natalie Kalmus, ele pode filmar à vontade. Em uma cena, vemos Anne Baxter portanto um vestido dourado colado ao corpo (lamé?) de uma cor amarelo vivo, coisa proibida antes.
O VistaVision resultava em uma resolução 4K (sim, já nesta época) e os chãos de granitos polidos, capacetes e armaduras brilhavam reluzentes. Imagem absolutamente lisa e espelhada.
DeMille usou e abusou de todos os efeitos especiais existentes. Ele fez “fondus-enchaînés” de quase um minuto, sobretudo a última cena de Baxter-Nefertari et Brinner-Ramsés, derrotados sentados em seus tronos como em Abul-Simbel, desaparecendo aos poucos para entrarem na mitologia.
Spielberg disse numa entrevista filmada que a abertura do Mar vermelho tinha sido o maior e mais bonito efeito especial que ele já viu.
Claro que a trucagem pode ser refeita muito mais facilmente e talvez mesmo bem melhor que antes. Mas a cena, não. A tempestade se formando, a música que aumenta, Moises levantando os braços e implorando... um pequeno salto na imagem e pronto! Somos presos na mágica do momento.
Mais uma vez os membros da academia demoliram o filme, o dizendo ultrapassado e exagerado. Mais uma vez o público disse o contrário. O filme figura como o quarto maior sucesso de bilheteria de todos os tempos.
Não temo ousar dizer que DeMille era um criador de espetáculos e este filme para mim é como uma história em quadrinhos magnificamente filmada.
Seus filmes são ainda aclamados pelo público de todas as idades e hoje ninguém tem vergonha de gostar desses super espetáculos.
Cronos C
Cronos C

17 seguidores 182 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2023
Realmente um clássico do cinema mundial. Considero uma obra prima pela época, orçamento e tecnologia. O elenco está excelente, (até o Yul Brynner, conseguiu acertar). Mesmo com alguns exageros e falhas na direção do consagrado Cecil B. DeMille, o filme ainda consegue impressionar pela grandiosidade e fotografia. Para um filme com mais de três horas e meia, faltou detalhar mais alguns acontecimentos bíblicos da época, o que ajudaria na melhor compreensão e associação com a história, mas não compromete. Filme que merece ser assistido por toda a família e deixar guardado como registro de uma época de ouro do cinema.
Lucas Henrique
Lucas Henrique

2 seguidores 10 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de julho de 2020
Uma representação de verdade a uma história bíblica. Um épico grandioso, glamouroso, rico em escala e escopo.
Marcão
Marcão

24 seguidores 81 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2016
Realmente Cecil B. DeMille com seu perfeccionismo ilimitado criou um filme inesquecível. Atuações, fotografia e efeitos especiais de enlouquecer. Uma das cenas inesquecíveis e com o uso de efeitos especiais mais bem utilizado está neste filme. Espetáculo garantido.
Tão grande como o próprio Moisés... Imperdível, o melhor filme bíblico de todos os tempos, tanto para os cristãos ou os não cristãos. Nota dez.
Um clássico eterno do cinema.Hoje são poucas produções como esta.
Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de setembro de 2019
Um dos melhores filmes de todos os tempos, com um dos 10 melhores atores da setima arte Charlton Hestom! o que falar dessa obra magnifica? que estará guardado em lugar especial da minha coleção, roteiro perfeiro e atuações pouco visto no cinema mundial, efeitos deslumbrantes e fotografia mais que perfeita! um Clássico deslumbrante do diretor e mestre Cecil B. DeMille!!!!
Samuel E.
Samuel E.

20 seguidores 24 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de abril de 2015
Isso que é um roteiro muito bem adaptado e um arco dramático muito bem desenvolvido Sr. Ridley Scott.
Cleidson A.
Cleidson A.

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5,0
Enviada em 29 de dezembro de 2014
Filme maravilhoso,ja vi varias veses e não me canso de ver, bate de 1000 a 0 no remake sem noção e mal feito de 2014 (Êxodo Deuses e Reis)
Um filme de 1956 que tem efeitos espetaculares para a época e conta a historia com muita fidelidade aos relatos bíblicos
Sidnei G.
Sidnei G.

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5,0
Enviada em 25 de dezembro de 2014
Um filme antigo, mais de ótima qualidade, atores, roupas, locações etc, muito bom já assisti varias vezes e recomendo a quem gosta de um bom filme, Sidnei.
Enos F.
Enos F.

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5,0
Enviada em 23 de dezembro de 2014
Mesmo depois de "Exodo" (um certo remake de Dez Mandamentos), o filme épico e clássico Dez Mandamentos beira à perfeição perante ao discurso proposto e os "efeitos especiais" da época. Clarlton Heston consegue incorporar "Moisés" de uma forma épica e clássica. A minha nota é mais do que a máxima. Sou fã desse filme.
Gregory A.
Gregory A.

36 seguidores 42 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de setembro de 2014
Filme conta a história bíblica da vida de Moisés. No antigo Egito, os egípcios se viam como autoridade perante os judeus, portanto eles eram escravizados. Uma família judia, coloca seu novo membro recém nascido em um cesto e o solta num rio para protegê-lo. A criança é encontrada por uma egípcia que tinha o sonho de ter um filho, e assim o garoto atendeu pelo nome de Moisés e foi criado luxuosamente. Anos à frente, Moisés foi se tornando um homem notável por tamanha generosidade com as pessoas a sua volta, e foi cotado para ser faraó. Antes que isso fosse possível, ele descobriu que era judeu e foi tomado como traidor. Sendo assim virou escravo e passou a lutar pela liberdade de seu povo, sempre aprendendo novas lições de vida em suas aventuras. Só pra constar, esse filme já é bom por ter praticamente 4 horas e você nem perceber o tempo passar por conta do enredo tão envolvente. Enfim, Os 10 Mandamentos critica o preconceito como muitos filmes, mas o modo como é criticado aqui, foi pesado. Moisés era um exemplo de pessoa para os egípcios, iria até se tornar faraó, mas só porquê era judeu foi condenado a ser escravo. Pesado. Outra coisa que torna o filme único, não é só o fato de ter atuações espetaculares, como a do próprio Charlton Heston sendo Moisés, mas por ter revolucionado os efeitos visuais que até hoje impressionam se você levar em conta a época em que foi feito, como o cetro virando cobra, a água se transformando em sangue, etc. Agora, o que faz Os 10 Mandamentos ser um filme tão especial, é a fonte de ensinamento que ele traz para o expectador. Todo momento você tem um discurso maravilhoso, seguido de outro discurso maravilhoso, sempre te deixando refletir a respeito. Nunca perderá a época nem nunca deixará de construir o caráter dos que assistirem, quem não viu, não deixe de assistir. Clássico absoluto!
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