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Kleber de Paula
1 seguidor
14 críticas
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4,0
Enviada em 2 de outubro de 2025
Mais um daqueles clássicos da Sessão da Tarde. Lembro-me de tantas vezes sentar no sofá para assistir, e agora, mais de 30 anos após seu lançamento, me deparo com este filme pipoca novamente.
Bill Murray (Phil) e Andie MacDowell (Rita) formam aquele casal de extremos opostos: ele, arrogante, egocêntrico, sem dar muito valor a qualquer coisa em sua vida além de si mesmo; ela, doce, gentil, empática, valorizando o simples da vida e as pessoas ao seu redor.
Embarcamos na jornada de Phil, revivendo com ele o mesmo dia repetidamente até que ele perceba o que o levou a uma vida solitária e narcisista.
As atuações são impecáveis e talentosas. Bill Murray, com suas mudanças drásticas de humor, nos faz acreditar em cada uma das facetas de Phil: do mal-humorado ao incrédulo, passando pelo desesperado, dramático e, finalmente, romântico. Andie MacDowell não fica atrás, trazendo uma mulher genuinamente boa, como a musa descrita nos poemas mais apaixonantes.
A direção entrega takes envolventes, aproveitando a paisagem soturna de neve e ambientes luminosos quando convém. Além disso, escapa da monotonia comum em enredos de loop temporal, com cortes inteligentes e cruciais que evitam repetir o dia desde o primeiro minuto.
Feitiço do Tempo é aquele passatempo gostoso, como um café com biscoitos na casa da vó, um dia de chuva deitado na cama, um casal abraçado sem ver o tempo passar. Tudo isso de forma apaixonante, com uma mensagem poderosa sobre empatia e sobre como as coisas simples da vida podem ser incríveis, basta deixarmos nossa vaidade de lado.
Feitiço do tempo é uma comédia romântica que foi dirigido por Harold Ramis que também participou do roteiro ao lado de Danny Rubin. Na trama, acompanhamos o famoso repórter meteorologista Phil (Bill Murray), que vai cobrir um evento em uma pequena cidade da Pensivânia, chamada “festival da marmota”. Sendo a quarta vez consecutiva que faz isso, Phil vai a contra gosto, ao lado da sua nova assistente Rita (Andie MacDowell) e o cinegrafista Larry (Chris Elliott). O grande problema é que Phil fica preso em uma espécie de túnel do tempo e passa a reviver indefinidamente todos os dias iguais até que as suas atitudes mudem. O filme é uma boa mistura equilibrada de romance, comédia e drama. O roteiro soube conduzir com maestria o desenvolvimento do seu protagonista, onde observamos Phil sendo um chato, arrogante e egoísta para alguém preocupado com os outros. A narrativa parece até se aproximar com a ideia do Eterno retorno de Nietzsche, mas pelo seu foco maior ser a comédia romântica, acaba seguindo um caminho voltado para o utilitarismo de Phil, o quanto ele pode ajudar as pessoas. Aqui existe um outro ponto bom do roteiro: mesmo repetindo os dias, não sabemos ao certo o que vai acontecer, pois dependemos das atitudes de Phil. Isso também é mérito de Murray que soube transitar bem em seus comportamentos com uma boa atuação.
Phil Connors (Bill Murray), um arrogante apresentador do tempo, é enviado a Punxsutawney para cobrir o Dia da Marmota. Preso em um loop temporal, ele revive o mesmo dia repetidamente, enfrentando frustração, desespero e, por fim, a chance de mudar sua vida ao descobrir o verdadeiro sentido da existência. "Feitiço do Tempo" é uma comédia brilhante que equilibra humor e filosofia. Bill Murray entrega uma atuação impecável, guiando a transformação de Phil de um cínico egocêntrico a um homem pleno. O roteiro criativo e a direção de Harold Ramis tornam o filme envolvente e atemporal, explorando a repetição como metáfora para crescimento e redenção. Com humor inteligente, profundidade filosófica e um enredo inovador, "Feitiço do Tempo" é uma obra-prima que continua impactante e relevante, encantando o público com sua mensagem
O filme é um clássico, assisti ele novamente em 2024 ( a primeira vez assisti na "Sessão da Tarde" ) , o enredo apesar de simples é muito profundo o que faz você não perder interesse pelo filme, uma impressão que eu fiquei foi que o filme "Todo Poderoso" de Jim Carey, pegou muitas referências desse filme. È um filme divertido de assistir e que traz uma grande lição ao final.
Um filme atemporal, tudo é milimetricamente perfeito, as atuações, o enredo, os personagens, é uma mensagem leve e divertida para a famosa frase "Não corra atrás das borboletas, cuide do jardim." Não acredito que tenham pensado na profundidade da lição desse filme, nem se sabiam que estavam fazendo um clássico, talvez por isso tenha acontecido, Sem pé nem cabeça? Sim, mas com muito "Corpo".
Um filme bem despretensioso, divertido, com um enredo envolvente e boas atuações. Gostei e, por ser um clássico do gênero "tempo", eu recomendo que assista. É uma experiência bastante satisfatória.
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