Vovó... Zona 2 – a sequência que ninguém pediu, mas que Hollywood nos deu de presente (ou de troço) em 2006. Se o primeiro filme já era uma mistura de comédia pastelão com um agente do FBI que claramente tem um fetiche por roupas de idosa, o segundo eleva o absurdo a níveis estratosféricos. E sabe o que é pior? Funciona. Pelo menos para quem está disposto a desligar o cérebro e rir da própria desgraça .
Desta vez, Malcolm Turner (Martin Lawrence, que claramente assinou um contrato com o diabo para continuar fazendo esse papel) está de volta, mas agora com um novo desafio: investigar um hacker suspeito de criar um vírus mortal. Como? Óbvio: vestindo um traje de senhora gordurenta e se infiltrando como babá. Porque, é claro, nada diz "agente federal profissional" como trocar fraldas e dar lições de moral para adolescentes revoltadas .
O filme é uma colcha de retalhos de clichês: tem a adolescente insuportável que aprende a amar a "vovó", a criança que só fala no final (adivinha qual palavra ela solta?) e até um cachorro bêbado de tequila – porque, sim, isso acontece . E Martin Lawrence? O cara abraça o ridículo com uma convicção que beira o heroísmo. Ele dança, faz caretas, e até participa de um concurso de cheerleaders, tudo enquanto sua maquiagem de espuma parece prestes a derreter.
E aqui está o pulo do gato: Malcolm claramente se sente em casa no papel de Vovózona.. Ele cozinha, dá conselhos amorosos e até vira a "melhor amiga" da mãe das crianças. É como se o FBI fosse, na verdade, um curso de disfarces para aspirantes a avós do bairro .
Críticos odeiam? Sim. O roteiro é mais furado que queijo suíço? Com certeza. Mas Vovó... Zona 2 é aquele tipo de filme que você assiste com vergonha alheia e, de repente, se pega rindo do garotinho se jogando no chão pela quinta vez. É ruim? É. É divertido? Também é. E no final, Malcolm aprende uma lição valiosa: que qualquer missão pode ser resolvida com um pouco de lábia, muito silicone e um vestido floral.
Obra-prima? Só se for do gênero "comédia que envelheceu pior que leite no sol". Mas se você curte o caos, prepare a pipoca – e talvez um shots de tequila em homenagem ao Chihuahua deprimido.