Não acho uma palavra para descrever esse filme. Não tive a oportunidade de vê-lo no cinema, e tampouco me importava na época; há um tempo, finalmente, consegui assisti-lo e, meu Deus, o que aconteceu comigo? Fiquei por tanto tempo encantada com a história que não me vi feliz até tê-lo em minhas mãos, assim como o livro, de fato. Todos da minha família não souberam apreciar de forma adequada o que a história nos podia passar e representar, tamanha pureza no amor e sutileza nas irônias e contestamentos feitos; talvez por ser esse mundo atual tão exagerado e, também, tão ignorante no que diz respeito aos sentimentos. Sim, foi um bom filme. Mas, se você puder ler o livro, perceberá algumas mudanças que me fizeram falta no filme, como o corte de vários detalhes e, também, a ideia de que Elizabeth também alimentava secretemente um amor por Darcy desde o primeiro instante, o que não é verdade. Mas o filme resultou em um romance tão perfeito dentro de sua imperfeição, se me faço entender, que me fez chorar todas as vezes até o momento, só pela necessidade de ter mais de tudo aquilo e pela consciência de que nada pode ser comparado, hoje em dia, à todo aquele sincero amor. Também, como esperar algo ruim vindo de uma história tão fascinante? Honestamente, Jane Austen e Joe Wright conseguiram alegrar muitas de minhas tardes. E, claro, atenção especial para o Matthew; não consigo pensar no Sr. Darcy sem que seu rosto venha à minha cabeça, e tampouco, em um Sr. Darcy mais qualificado, apesar de seu semblante ser um pouco triste.