Com certeza na época em q foi escrita por Alan Moore, 40 anos atrás, essa história foi muito mais impactante. Perseguição velada a gays e negros, governo controlando a mídia, e essa controlando a população, hj isso é tão batido que só funciona como pano de fundo, não mais como história principal, a não ser q seja pra contar fato real. Então não é nada q vá te deixar muito impressionado. E acho q poderia ter sido entregue a um diretor mais soturno e sensível. Achei um pouco caricato tbm. E q era necessário meia hora a mais tbm, impressão q ficou atropelado.
Filme bem feito, tem boas cenas de ação e o personagem V é interessante, devido ao mistério que ronda sua vida, a sua inteligência e cultura. A trama política tem alguns clichês, mas em medida aceitável.
Natalie Portman, Hugo Weaving e Stephen Rea estrelam um dos grandes filmes do seu ano de lançamento! Portman está impecável numa atuação ótima com muita segurança e eficiência. Roteiro é todo bem feito com um desenvolvimento de primeira. Clássico instantâneo.
O filme acontece em uma sociedade inglesa distópica, que após enfrentar uma guerra contra os Estados Unidos, sucumbe ao regime do ditador Sutler. Ele se aproveita de toda a crise para ganhar as eleições e se utiliza de leis totalitárias, censura generalizada da mídia e tortura dos opositores para se manter no poder. Dessa forma, não há nenhuma liberdade em seu regime autoritário, tudo passa por um filtro antes de ser publicado e todos estão alienados ou conformados com essa situação, visto que por medo da guerra, a população prefere trocar a liberdade por uma falsa sensação de segurança.
Sendo assim, o governo retira qualquer indesejado que esteja contra a ideia hegemônica do ditador, sejam eles homossexuais, negros, muçulmanos e outras minorias. Nesse contexto, surge o protagonista V, que basicamente é a personificação do sentimento de liberdade, mas sob um tom terrorista e anarquista, ao menos na perspectiva do governo, pois pela ótica dos cidadãos ele é um herói ou alguém que leva esperança. Para isso V pretende chamar a atenção do povo em relação ao que o Estado está fazendo, no entanto, faz isso através do medo, assim, essa será uma das poucas vezes que nos encontraremos torcendo para um "terrorista".
Em virtude disso, essa é uma história com questões delicadas que vão lhe fazer refletir sobre qual o preço da liberdade, o que estamos dispostos a pagar por ela e nos faz extravasar o sentimento de insignificância ao sermos controlados pelo governo, nesse caso totalitário, uma vez que é ele que deve temer o seu povo e não contrário. Logo, mesmo com um roteiro mais minimalista, sem muita ação, temos com uma boa fotografia e uma excelente discussão temática, tonando a obra deslumbrante, principalmente para quem gosta de filosofia e sociologia.
Contudo, o filme não chega a ser genial, pois ainda que seja bem envolvente temos muitas passagens entediante, um vilão que é caricato e pouco relevante, tanto que quase não tem aparições. Dessa maneira, várias das cenas que não contém o protagonista se tornam fracas, em exceção a investigação feita pelo detetive Finch, no qual, nos empolgamos com o mistério a ser resolvido e a “libertação” da personagem Evey, quando ela está presa. Portanto, V de Vingança é uma obra de fácil digestão, já que não foca em diversas outras questões que poderiam ser aprofundadas e se retém ao tema da liberdade, criando, brilhantemente, sua marca nesse aspecto.
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