V de Vingança
Média
4,5
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196 Críticas do usuário

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Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de dezembro de 2015
Certamente a obra mais corajosa pós 11/09 que Hollywood já produziu. Geralmente, quando discutimos sobre filmes ideologicamente multifacetados como V de Vingança, os críticos especializados e cinéfilos esquecem os tons de cinza e partem para a discussão irracional. Então antes de me aprofundar mais precisamente no filme, vou tentar elucidar alguns temas que tomaram os debates em torno desta obra. Bom, V de Vingança é baseado em HQ de mesmo nome idealizada por Alan Moore. Diferentemente da HQ da qual se baseia, lançada na década de 80 com claras alusões a gestão de Margaret Thatcher, quando a Inglaterra era tomada por greves e manifestações de todas as partes da sociedade civil, o filme é ambientado em um futuro distópico(suponho que alguma coisa entre meados da década de 20 ou 30 do século 21) onde o Reino Unido é dominado por um governo autoritário comandado pelo folclórico Adam Sutler(interpretado por um possuído John Hurt), que insurgiu em meio a uma crise de abastecimento no país, junto a uma pesada depressão econômica e corrupção política. Assim como na obra de Moore, o tom anárquico está presente com toda força no filme, anarquismo personificado na figura de V, um antigo prisioneiro dos campos de concentração que o governo construiu para fazer experimentos genéticos com os chamados ''indesejados''(homossexuais, negros, muçulmanos e outras minorias). Se começar a me ater aos vários temas geo-políticos, filosóficos e Históricos abordados aqui, passaria sem dúvidas dias e mais dias escrevendo esta crítica. O que torna esta obra tão sensacional é justamente a facilidade com que o roteiro minimalista dos irmãos Wachowski destrincha temas tão complexos e pertinentes nos dias atuais. A direção apurada do então estreante James McTeigue, que surpreende com planos estilizados e sequências de ação eletrizantes, com destaque a já clássica ''Now is my turn'' no terceiro ato da trama. Óbvio que o filme não escapa de uns errinhos bobos que acabam atrapalhando o resultado final, como por exemplo a mudança que o roteiro dos Wachowski faz na relação entre V e Evey(interpretada com absoluta profundidade por Natalie Portman, que por sinal fica linda até careca), ao mesmo tempo que a adaptação acerta ao aumentar a relevância de Evey na trama, erram ao apelar para um breve romancezinho desnecessário entre Evey e V. O elenco coadjuvante também é muito bem selecionado, enquanto Stephen Rea quase rouba a cena como o relutante detetive Finch, Stephen Fry não fica pra trás como o divertido Gordon, embora seu personagem seja subdesenvolvido(poderiam ter aprofundado mais um pouco a questão da homossexualidade enrustida e a repressão governamental às minorias, outro ponto negativo do filme) o comediante surpreende e até mostra talento dramático. V de Vingança não é uma obra de fácil digestão, embora vendida como filme comercial, de estúdio. Aliás, temos que dar um crédito a Warner Bros Pictures, que de vez ou outra lança filmes contestadores no mercado. Um errinho bobo ou outro impede ''Vendetta'' de ser uma obra completa, excelente, mas com certeza merece ser visto, e que não nos esqueçamos de refletir sobre os temas abordados ao longo de seus deliciosos 133min. Aproveitem as boas cenas de ação e apreciem o visual deslumbrante, mar por favor, não esqueçam de seu cérebro. Ótimo!
Sandro P.
Sandro P.

7.485 seguidores 572 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de maio de 2015
Me surpreendi com o filme! História muito boa, recomendo atenção para não perder nenhum dialogo. Ótima atuação da Natalie Portman. No final fica a frase: "O povo não tem que temer seu governo, o governo é que deve temer o seu povo".
Léo O.
Léo O.

13 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de maio de 2015
Filme perfeito, com críticas bem elaboradas principalmente baseadas nos regimes opressores da década de 80, tramas bem elaboradas e atuacoes contundentes, fez com que me tornasse admirador.
Deh Ookami Y.
Deh Ookami Y.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de maio de 2015
Filme muito excelente, para abrir mente das pessoas, mostrando a elas que é possível, fazer uma país digno e tirando o governo do poder.
Amanda A.
Amanda A.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de maio de 2015
Filme fantástico!!! Amei cada segundo... Em menos de uma semana já assisti 3 vezes de tanto que gostei. Uma história com todo sentido e fascinante. Gostei do V não ter mostrado o rosto até o fim por que, na minha opinião, continuou com mistério. Resumindo, esse filme entrou para minha lista dos que nunca vou esquecer (y)
Roberto O.
Roberto O.

26 seguidores 59 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de abril de 2015
V de Vingança é um manifesto Pop, uma reunião de eventos incendiários com os quais temos convivido em nossas vidas reais desde tempos imemoriais. Um turbilhão de influências históricas, com "o dedo" crítico apontado para regimes opressores, e o desejo libertário que eles provocam nos menos favorecidos. Aos fatos reais “homenageados” pelo longa, somam-se os alertas distópicos proporcionados pela ficção científica, gênero literário que viu surgir, em 1949, a icônica obra 1984, escrita pelo visionário George Orwell. Desde então, inúmeras histórias, nas mais diversas mídias, tem bebido dessa riquíssima fonte, em que a vigilância imposta pelo Governo, as suas represálias à rebeldia da classe operária e a consequente revolta dos oprimidos se misturam, culminado em verdadeiras óperas ideológicas e revolucionárias, das quais V de Vingança é um belíssimo expoente. A despeito de sua embalagem juvenil, o filme surpreende pelo recheio, uma exuberante orquestra explosiva de críticas sociais.
Escrito pelos diretores da saga Matrix, Andy e Larry (hoje Lana) Wachowski, com base em uma HQ concebida em 1982 pelo contundente Alan Moore, o tecnicamente muito bem produzido e altamente estilizado longa que marca a estreia na direção de James McTeigue (que foi assistente de direção na famosa trilogia acima citada) nos apresenta, com uma acidez adequada, a um Reino (des) Unido, governado, em um futuro muito próximo, pelo tirano Alto Chanceler Adam Sutler, vivido com acertada austeridade por John Hurt. Seu discurso, sua postura, o logotipo e as cores de seu partido não negam a inspiração "Hitleriana". Referências explícitas ao holocausto nazista também são notórias quando vemos as experiências pelas quais as pessoas "diferentes" são submetidas, devido a comportamento e ideias subversivas que contradizem o regime ditador. Um dos sobreviventes desse holocausto é o anti-herói idealista que protagoniza a história, e que passa a se autodenominar apenas por "V".
É praticamente impossível, nos dias de hoje, em nossa vida real, nunca ter visto por aí a tão famosa máscara que esconde o rosto deformado por queimaduras do ativista revolucionário do longa. As feições caricatas da máscara são baseadas no personagem (real) Guy Fawkes, um soldado católico inglês que, em 05 de Novembro de 1605, liderou um levante que tentou explodir o Parlamento Inglês como forma de oposição ao regime do rei protestante da época. Ele acabou sendo capturado e enforcado. A data, porém, ficou como lembrança do atentado, ou melhor, da tentativa. E este é o dia escolhido, no filme, por "V" para concluir o feito idealizado séculos atrás. Apesar de o contexto religioso ter sido amenizado no roteiro, o filme encontra espaço para uma breve, porém direta, citação a casos de pedofilia envolvendo a Igreja, mais um entre tantos pesadelos da vida real.
A influência que "V" exerce sobre o povo ao longo da projeção, convidando-os a participarem de sua "explosão sinfônica" com data marcada, encontra ecos em diversas manifestações ao redor do globo, cujos exemplos mais recentes podem ser encontrados no Oriente Médio, na América Latina e nas fronteiras ocidentais da Rússia. A ditadura militar que o Brasil viveu a partir de 1964 (e perdurou por 20 anos) também encontra paralelos na atmosfera repressora vista no longa. O roteiro reserva lugar ainda para ilustrar a manipulação da mídia que induz o povo a acreditar na “sua verdade”. No filme, a TV é monopolizada pelo Estado... e na vida real? O medo, e a perca dele diante da tortura, é outra contundente alegoria vista na história. Em duas cenas, notamos que "a esperança venceu o medo", seja em meio às chamas ou sob a chuva. É essa coragem que impulsiona as atitudes finais de Evey (Natalie Portman, bela e talentosa como sempre), funcionária da TV estatal que conhece "V" e se envolve de tal forma com sua causa que se torna peça fundamental do jogo de dominó perpetrado pelo agitador fantasiado, que acredita na sobrevivência de seus ideais enquanto ao menos uma "pedra" permanecer de pé.
SPOLIER:
spoiler: Por fim, o fato de o público não ver em nenhum momento o rosto de "V" (interpretado por Hugo Weaving), encontra explicação justamente na sua causa libertária. Ele pode ser eu, você, ele, ela, ou até mesmo aquele personagem que já morreu mas permanece vivo na memória de seus entes queridos... A explosão do Parlamento Britânico nada mais é do que um enorme grito metafórico de liberdade ante todo tipo de opressão, seja política, econômica, social, racial, sexual ou ideológica. "V" é a mais (in)sensata representação do povo que almeja um futuro melhor, e luta por ele.[spoiler]
[/spoiler]
Caio S.
Caio S.

3 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de março de 2015
meu filme favorito...este filme me fez correr atras desta historia e ela é otima, filme memoravel que jamais irei esquecer
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de março de 2015
Um filme com toques lúdicos. Motivador e avesso ao sistema. Explica bem o uso e as idéias da máscara. Muito bom filme.
Vagne L
Vagne L

38 seguidores 63 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de fevereiro de 2015
Isto não é um filme, mas sim uma obra de arte.
Tanto que o tenho lacrado, nunca abri.
Iúri S.
Iúri S.

5 seguidores 14 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de janeiro de 2015
A primeira vez que vi esse filme foi na faculdade e não conhecia a história. Um filme que ficou marcado, com pensamentos e frases marcantes. spoiler: "Por que você não morre? Porque eu sou uma ideia, e ideias são a prova de bala"
. Um roteiro muito bem escrito. É verdade que por alguns momentos se torna cansativo, mas nada que deixe de ser atrativo. Para mim, está na lista dos melhores filmes assistidos, e o mais impressionante é que o personagem "V" está mascarado, e mesmo com a sua máscara é perceptivo os momentos e felicidade e tristeza.
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