O Pequeno Príncipe
Média
4,4
86 notas

28 Críticas do usuário

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Vinicius Monteiro
Vinicius Monteiro

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2,5
Enviada em 3 de junho de 2026
Adaptar um clássico intocável é sempre um risco, mas quando a poeira dos anos 70 assenta, o que sobra é uma obra que desafia nossas expectativas. Entre atuações lendárias que moldaram a cultura pop e escolhas musicais altamente questionáveis, a versão de 1974 de O Pequeno Príncipe é uma experiência cinematográfica peculiar que exige ser redescoberta. Convido você a embarcar nesse asteroide e revisitar uma das adaptações mais curiosas e subestimadas do cinema.

Para os fãs apaixonados do livro original, a maior virtude desta adaptação reside em como ela captura o lirismo e a inocência da história. Pessoalmente, sinto que o roteiro conseguiu traduzir a prosa de Saint-Exupéry respeitando a essência de seus diálogos. A dinâmica construída entre o Piloto (Richard Kiley) e o jovem Príncipe (Steven Warner) transborda emoção genuína. Kiley entrega a dose exata de exaustão e desilusão de um adulto calejado pela vida, enquanto Warner personifica a curiosidade incansável e, por vezes, a teimosia infantil do Príncipe. O filme consegue transmitir com uma eficácia admirável a mensagem central do livro: o perigo real de deixarmos nossa criança interior morrer com o tempo e a urgência de dar valor àquilo que é essencialmente invisível aos olhos.

Mergulhar neste visual é fazer uma viagem no tempo. Há um charme inegável na estética ligeiramente psicodélica típica dos anos 70, que acaba se adequando perfeitamente ao tom de fábula da narrativa. Sinto uma alegria imensa ao ver os truques de câmera antiquados em ação. A escolha da direção em utilizar lentes grande-angulares e espelhos para deformar o cenário cria a ilusão perfeita de pequenos planetas esféricos. Além disso, o fato de tudo ter sido feito com cenários práticos e figurinos criativos, quase teatrais, traz uma criatividade crua e manual. Em uma era atual dominada por CGI impecável, porém muitas vezes sem alma, a textura artesanal deste filme homenageia visualmente as ilustrações originais em aquarela do próprio autor.

Um ponto de extrema importância que merece destaque é a representação da Rosa, o grande amor e a maior fonte de angústia do Príncipe. A decisão de humanizar a flor, escalando a estrela da Broadway Donna McKechnie para o papel, foi uma aposta estética muito ousada. O que poderia ter sido uma escolha bizarra se revela uma tradução visual fascinante. McKechnie traz a dose exata de vaidade, capricho dramático e, sobretudo, uma vulnerabilidade disfarçada de orgulho. Através de sua coreografia e expressões, o filme materializa brilhantemente a complexidade dos relacionamentos amorosos, tornando palpável o motivo pelo qual o Príncipe precisou partir para, no fim, entender o verdadeiro valor de quem ele deixou para trás.

Um dos pilares da obra de Saint-Exupéry é a crítica feroz à lógica vazia dos "gente grande". O filme incorpora isso nas visitas do Príncipe a outros asteroides, conhecendo figuras como o Rei e o Homem de Negócios. Embora eu ache que o elenco de apoio entregue caricaturas teatrais muito bem executadas, é exatamente aqui que o filme justifica muitas das críticas medianas que recebe. Essa estrutura episódica transforma pequenas reflexões do livro em sequências e números musicais bastante longos, que acabam quebrando o ritmo da narrativa principal que se desenrola no deserto. É uma faca de dois gumes: a sátira é visualmente interessante, mas narrativamente exaustiva, deixando a experiência um tanto fragmentada em seu segundo ato.

É impossível analisar este longa sem dedicar um espaço especial às suas participações especiais, que são, indiscutivelmente, os picos criativos da obra e ajudam a recuperar o fôlego da trama. A performance do lendário Bob Fosse como a Serpente transcende o próprio filme. Vestido de preto no meio do deserto, Fosse entrega uma coreografia escorregadia, ameaçadora e hipnótica. Seus passos de dança meticulosos não apenas roubaram a cena, mas ditaram tendências — as raízes claras dos movimentos que mais tarde seriam imortalizados por Michael Jackson estão inegavelmente ali.

Logo em seguida, temos Gene Wilder entregando uma Raposa memorável. Wilder traz o seu clássico tom que mistura doçura, excentricidade e uma profunda melancolia. A famosa sequência em que a Raposa pede para ser "cativada" é talvez o momento mais comovente do filme, entregue por Wilder com uma vulnerabilidade tão grande que nos ajuda a absorver instantaneamente todo o peso filosófico do encontro.

Ao contrário do que muitos pais e produtores da indústria atual costumam pensar, eu defendo ferrenhamente que as crianças estão perfeitamente preparadas para processar temas mais obscuros, desde que abordados com sensibilidade. Uma das coisas que mais admiro neste filme é a sua recusa em higienizar o final da história. A abordagem sobre a despedida, o abandono do corpo físico e o luto é mantida com uma poeticidade cortante. Acho essencial não blindar as mentes jovens o tempo todo. Para mim, utilizar a alegoria e a fantasia para promover conversas difíceis sobre a efemeridade da vida e a eternidade dos laços afetivos não é um defeito assustador, mas sim um dos triunfos mais corajosos da produção.

Avaliando de forma mais crítica e distanciada, é inevitável classificar o filme como uma obra de resultado mediano devido a um conflito estrutural claro. Adaptar um livro tão quieto e introspectivo para os moldes grandiosos de um musical de Hollywood é uma tarefa quase impossível, e as fissuras são evidentes. Respeito imensamente a ambição da produção, mas há uma desconexão rítmica constante. A direção vibrante de Stanley Donen muitas vezes entra em choque com a natureza contemplativa do material base. O resultado é um filme que sofre de um ritmo episódico e arrastado. Ele se encontra em um doloroso meio-termo: é bizarro e filosófico demais para ser um blockbuster comercial e mastigado, mas engessado demais pelas convenções de estúdio para ser uma obra de arte livre e puramente autoral. É, na sua essência, um filme perfeitamente imperfeito.

Se o conflito tonal deixa o filme no meio-termo, é na sua trilha sonora que a obra infelizmente desaba. Preciso concordar com a ala mais crítica do público e dos especialistas: a música prejudica a narrativa de maneira contundente. É frustrante ver a genialidade lírica da dupla Alan Jay Lerner e Frederick Loewe resultar em canções tão esquecíveis e mal encaixadas. As músicas não apenas falham em grudar na cabeça, como frequentemente surgem em momentos de péssimo timing. Sinto que as canções, em vez de expandirem a emoção, interrompem o fluxo do filme. Elas tentam traduzir diálogos filosóficos profundos em rimas forçadas de cabaré, o que quebra drasticamente a imersão do espectador na jornada introspectiva dos personagens.

Colocando na balança a sua estética inventiva, atuações memoráveis, ritmo irregular e tropeços musicais, o saldo que fica é o de uma experiência cinematográfica ímpar. Acredito firmemente que vale a pena conhecer — e mostrar para a nova geração — este pedaço esquecido e imperfeito do cinema setentista. A essência de "O Pequeno Príncipe" sobre confiança, amor, perda e amizade é tão monumental e atemporal que resiste a qualquer formato datado ou escolha questionável de direção. Encorajo você a dar o play sem preconceitos, reunir a família e permitir-se absorver a mensagem. Há chances reais de que, ao subir dos créditos, você consiga olhar além dos defeitos técnicos e resgatar um pouco daquela magia invisível aos olhos que apenas as grandes histórias sabem despertar.
Kauany De Castilhos Alves
Kauany De Castilhos Alves

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 27 de fevereiro de 2026
Review:The little prince

Based on te chapter covered in class (the little Prince and The Fox), web construções our análises by comparing the translated version of the aforementioned chapter With the film version. My opinion is that the film version is better than the text, as the images, and sound help to understand the story better.
Seeing the little Prince and The Fox interacting teaches about "taming" much more, and it's a bit more exciting, marking, it easier to understand that we choose to have around us.
My rating ir 4,0 because I found the work faithful to the film, bota versions convey the same messaes, albeit with different words, but with the same meaning.

Resenha: O Pequeno Príncipe

Baseado no capítulo abordado em aula (O Pequeno Príncipe e a Raposa), construímos nossas análises comparando a versão traduzida do referido capítulo com a versão cinematográfica. Minha opinião é que a versão cinematográfica é melhor que o texto, pois as imagens e o som ajudam a compreender melhor a história.

Ver o Pequeno Príncipe e a Raposa interagindo ensina muito mais sobre "domesticação" e é um pouco mais emocionante, tornando mais fácil entender as pessoas que escolhemos ter ao nosso redor.

Minha avaliação é 4,0 porque achei a obra fiel ao filme; ambas as versões transmitem as mesmas mensagens, embora com palavras diferentes, mas com o mesmo significado.
Guga
Guga

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de fevereiro de 2026
De acordo com o que trabalhamos em sala de aula análise crítica do capítulo entre a Raposa e o Príncipe, versus a versão cinematográfica como sendo assim: Eu gostei tanto do filme quanto do capítulo líder em sala, também gostei porque o filme e o capítulo são iguais as mesmas falas o cenário de igual ao do é muito fiel a obra por tanto minha nota é5/5

ingles: Based on what we worked on in class, the critical analysis of the chapter between the fox and the prince versus the cinematographic video. I liked the movie as much as the chapter read in class. I also liked it because the movie and the chapter are the same — the same lines — and the setting described is equal to the one in the movie. The movie is very faithful to the work, therefore my grade is 5/5.
Joaquim:]
Joaquim:]

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de fevereiro de 2026
De cordo om oque trabalhamos em sala de aula,análise crítica do capítulo entre a raposa e o príncipe versos a versão do livro.
Livro e filme muito reflexcivel,porém muito desconfortável a animação e principalmente as falas(e eu entendo que é por causa da idade do filme e do conteúdo que eu assisto podem ter impactado).

O capítulo lido quase não a diferença entre o livro e o filme,até onde eu reparei.
Lyara heloise
Lyara heloise

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de fevereiro de 2026
De acordo com oque trabalhamos em sala de aula,o análise do capítulo entre a RAPOSA E O PRÍNCIPE (Pequeno Príncipe),versus a versão cinematográficas.
Sendo assim o livro é bem próximo do filme,as falas são praticamente iguais,muda uma coisinha ali mas nada de capítulo da RAPOSA é fiel ao filme.
Minha nota é 5/5

According to wat we worked on in class,the chapter between the foz anda the prince (the little Prince),versus the film version.
Thus,te book is very close to the film,the dialogues are pratically the same,there are a few small changes bere and there,but nothing fox chapter is foithful to the film
My rating is 5/5
Ruan Raue Rauen
Ruan Raue Rauen

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 4 de março de 2026
De acordo com o capítulo trabalhado em sala de aula (pequeno príncipe e a raposa).construímos nossa análise comparando a versão traduzida do capítulo com uma versão cinematográfica. Minha opinião é... sobre o filme que eu assisti, eu não assisti o filme inteiro porque a professora passou na sala de aula só a parte importante, a parte que eu assisti eu gostei do filme do pequeno príncipe e a raposa, porque o pequeno príncipe e a raposa se tornaram amigos, a raposa falou que o cabelo do pequeno príncipe era da cor da plantação de trigo e também a raposa incentivou ele cultivar as rosas, e eles se tornaram amigos para sempre, minha nota é .

Based on the chapter covered in class (the little prince and the fox), we construeted our analyssis by comparing the translated version of the chapter with a film version.. my opinion is...abrout the film watched didn't warch the entire film because the teacher only showed the impotant parts in class. Liked the part saw of the little prince and the fox because the little prince and the fox became friends. The fox said that the little prince's hair was the calor of a wheat field, and the fox also encouraged ,and they became friends forever...my grade is .
Suelen Vitoria De Oliveira Rankel
Suelen Vitoria De Oliveira Rankel

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2026
DE acordo com oque trabalhamos em sala de aula,a análise crítica do capítulo entre a raposa e o pequeno principe versus a versão cinematográfica
Minha análise é,que a versão escrita que eu li em sala de aula é bem fiel ao filme,deixando claro que eu li e assisti apenas a parte do diálogo entre a raposa e o principe,bom achei bem interessante o filme pois ele trás algumas mensagens,por exemplo quando a raposa fala o significado de cativar que é criar laços.
My análises ir that The written versão i read in clássico quite faithful tô The film,making it cler That i only read and watched The part With The dialogue between The Fox and The Prince. Wellington i fundamento The film very interesting because it conveys some messages,for exemple when The Fox talks aborto The meningite of tô tame , which is tô crente boncls.
Bruna Lucilda Barth
Bruna Lucilda Barth

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2026
De acordo com oque trabalhamos em sala de aula a análise é crítica do capítulo da obra "Pequeno Príncipe" falas entre a raposa e o e príncipe versus o filme.
Esse capítulo entre a raposa e o pequeno príncipe eu dou 4,0 de nota, porque o filme é muito leal a obra, tem algumas falas diferentes porém tem o mesmo sentido, no livro não senti muita emoção, já no filme pude ver e sentir o sentimento de solidão e ao mesmo tempo o sentimento de amizade de nem sempre estar sozinho, o capítulo que li e muito bom.
Based on what we discussed in class, the analysis and critique of the chapter from the look "the little prince" focuses on the dialogue between the Fox and the Prince, versus the filme.
I give the chapter between the Fox and the little Prince a 4 Out of 5 because the vovies is really good;
the look has some different dialogue, but it has the same meanining. I dind't feel much emotion in the book, but in the movie i could see and feel the feeling of bonelines and at the same time the feeling of friendship, of not always being alone. The chapter i read is very good.
Bruce Henrique Padilha Vaz
Bruce Henrique Padilha Vaz

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2026
O filme é muito interessante e bem bom mas há uma diferença entre o livro e o filme tem dois efeitos sonoros e a emoção eu vi só uma parte mas agora suficiente, Então minha nossa é 4,0
Gabrielly Aparecida Carvalho
Gabrielly Aparecida Carvalho

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de fevereiro de 2026
De acordo com o que trabalhamos em sala de aula a análise crítica do capítulo da obra do pequeno principe
Falas entre a raposa e o príncipe versus o filme. Minha análise é...
O filme e coerente ao livro e obvio que não vai ter todas as falas ,pois o filme curto Minha nota e 4,5
A cena é igualzinho ao livro

Based on What we coverred,in The class The critical analysis of The chapter from The work "The little prince"
Dialogues betvewen he fox and The Prince versus The filme , análises and....The film is True The book and
Obviously The dialogue because The filme is reating is five ,The scene is exacty Like The book
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