Sobre filme Horror em Amityville e fenômenos
paranormais
Todos tememos casas mal assombradas.
Acontece que o assombro muitas vezes está mais em
nós mesmos que na casa, ou em qualquer outro
lugar que nos desperta regressões de algum
arquétipo que nos aterroriza. Certas mulheres
temem mais ratos e baratas que casas antigas.
Assim, tudo depende de pessoa para pessoa. Se em
tal casa do filme, por exemplo, morassem espíritas,
tentariam até conversar com os espíritos, e,
levariam conforto aos desencarnados. Ademais,
um parapsicólogo cético não veria mais do que
telergia ou telecinese nos fenômenos de movimento
de cadeiras, janelas e porta do rancho para lancha.
Vídeos reais abundam na internet e há prova que o
filme é baseado em fatos reais, como entrevistas do
pessoal da polícia. Ocorre que muitos deles não
acreditaram no assombro da casa. Outrossim,
aquela parapsicóloga parece mais uma fanática
religiosa, com suas relíquias de santos, que
cientista. Tal casa na Idade Média ou Renascimento
teria sido queimada há tempo. Mas os tempos
mudam e devemos compreender os fenômenos
paranormais, não ficar procurando demônios (que
tem missão mais séria que mover móveis em casas
antigas...). Um fato que explicaria bem o caso é a
memória do lugar. Houve fatos antigos com guerras
que apareciam em certos lugares a certas pessoas,
como soldados etc... e isso refletia certa memória do
lugar. Há casos em que tais fenômenos ocorrem
com pessoas (seus fantasmas) que ainda estão vivas,
apenas em um tempo diferente. Foi um caso de casa
assombrada,mas sem motivos de assassinatos e algo
que põe medo, como nesse filmes sensacionalistas.
Não nego que o filme foi talvez o melhor do gênero a
que vi, mas confesso que houve exageros.
Interessante notar que muitos fatos ocorrem nos
pesadelos do protagonista, o que seria
perfeitamente normal (não paranormal ou do
mal...). Por outro lado, um ocultista veria no caso a
possibilidade de magia negra, de algum ataque
astral, de cascões astrais. Como já falamos, cascões
são os defuntos do corpo espiritual, o qual é
abandonado assim como é abandonado o corpo
físico (isso talvez seja o mistério da ressurreição...),
de forma que algumas entidades inteligentes usam
deste corpo, como máscara, a fim de falar em
sessões espíritas, vampirizar parentes etc. Também
a paranormal na entrevista não está de todo errado
quando diz que o mal se personifica, pois sabemos
que a crença coletiva produz uma entidade viva, o
que chamamos de “egrégora” no ocultismo, que
pode também ser um santo, pessoa que jamais
existiu, como há muitos católicos.O que é raro é tais fenômenos ocorrerem
em
conjunto, como na casa em questão do filme,
qu
e é também real. Depende tudo de um ponto de
vista e enfoque, podendo ser desde demônios até
simples poder descontrolado da mente, o que
apenas traria medo a quem desconhece, não a um
pesquisador sério. Lugares de energia ruim
existem, não necessitando ser casa. O filme exagera
mesmo assim, em muito. Mariano Soltys, autor do livro Filmes e Filosofia