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Ralf Melby
1 seguidor
42 críticas
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5,0
Enviada em 3 de outubro de 2026
Após os brutais ataques terroristas que eliminaram atletas israelenses nas olimpíadas de Munique, Avner é chamado para participar de uma missão secreta financiada pelas autoridades israelenses. Ele então embarca em uma jornada de vingança, tentando conseguir justiça ao executar alguns dos terroristas responsáveis pelo massacre de Munique.
O filme narra essa perigosa jornada, que gera consequências devastadoras. A vingança, no final das contas, acaba saindo mais cara do que Avner poderia supor de início. O filme retrata o drama do protagonista enquanto ele afunda no horror de uma missão sem sentido a qual ele aceitou voluntariamente coordenar. Nesse sentido, o filme se conecta com o mundo e com os dilemas mais cruciais da sociedade atual.
É necessário criar uma ponte com as tendências vingativas que poderiam florescer na época em que o filme é liberado, em 2005. Tudo que o protagonista faz é embasado em justificativas grandiosas, mas que não levam a lugar algum e não geram resultados razoáveis. A violência não resolve a situação e afeta negativamente a psique dos envolvidos.
A justiça não pode ser feita com uma operação de extermínio melindrosa, na qual ninguém sai ganhando realmente. A vingança ou a justiça precisam ser associadas a outros métodos e soluções. A missão na qual o protagonista se envolve não tem fim e a sua sede de vingança só aumenta. No processo, muitos são atingidos e muitos sofrem.
O filme tenta sugerir que esse não é o caminho mais produtivo ou louvável de lidar com os conflitos sociais emergentes. Na cena de clímax do final do filme, fica claro que os chefes do protagonista não são judeus piedosos e amigáveis. Eles só pensam em guerra. É só isso que eles conhecem. E esse é o brilhantismo excepcional de Munique, auxiliado por uma direção magnífica que só pode ser apropriadamente descrita como um espetáculo. Spielberg é de fato um artista muito sagaz.
Por esta razão, Munique merece nossas considerações e apreços mais entusiasmados. Baseado no livro Vengeance do George Jonas, Munique consegue retratar um drama tenso e tornar a jornada envolvente a ponto de podermos aferir seu significado elementar. Um roteiro plausível e consistente que nos instiga sem que o processo seja interrompido por qualquer tipo de embaraço narrativo ou exageros desnecessários. Profundo e inquietante, Munique só pode ser descrito como uma obra-prima marcante que lida com os porquês mais dilacerantes da sociedade de um novo milênio. E o faz primorosamente, vale salientar. Esteticamente impecável.
MUNIQUE ( 2005 ) -O Diretor STEVEN SPIELBERG saiu dos TEMAS CONFORTÁVEIS e resolveu entrar nos assuntos Espinhosos. Sua OUSADIA merece todo nosso RESPEITO. Ele joga gasolina na eterna luta entre Israelenses e Palestinos, critica a atuação do MOSAD, os assassinatos de 200 Palestinos após os Atentados de MUNIQUE em 1972,mas também não perdoa os Palestinos pelo MASSACRE na OLIMPÍADA da ALEMANHA. UM Filme bem produzido com cenas de ação que parecem REAIS, resumindo é um FILME imperdível !!!!!!!!!!!!!!!!!
Ótimo jeito de narrar acontecimentos inspirados em fatos reais, filme embora longo consegue prender o espectador. Éric Bana manda muito bem no papel principal, demonstra uma gama enorme de reações e sua interpretação não deixa nada a desejar. O filme é muito bem dirigido e não deixa quem assiste confuso, mostra os caminhos da narrativa sem muitos rodeios embora em alguns momentos a história parece ir para caminhos alternativos que em nada contribuem a trama principal. Mesmo assim o roteiro foi muito bem amarrado quanto a obra e como uma "história real" o seu fim é muito cheio de significados. Se trata de um grande filme, vale muito a pena assistir com calma e aproveitar os detalhes da trama.
Como eu sempre digo, filme baseado em fatos reais, e nesse caso, histórico, sempre merece um olhar mais atento, justamente pelo fato de poder agregar em conhecimento. O filme é bem produzido, pode ter algumas nuances de transição que soam inverossímeis, mas que não desqualifica o roteiro. Só de pensar num fato escabroso como este ato terrorista, passamos a refletir no que é capaz a mente humana cauterizada, sem uma saída complacente para tratar as diferenças culturais e ideológicas. Acho válido assistir ao filme.
Fotografia escura, personagens quase sempre aparecem na penumbra das janelas e paredes, evidenciando sua característica de "não existirem" oficialmente.
Estava bastante curioso para assistir "Munique",primeiro por ser mais uma obra do fantástico Spielberg. E segundo,por contar uma história verdadeira,do terrível atentado de 1972.Apesar do filme ter uma longa duração, a história é interessante,narra cada detalhe importante do caso. Eric Bana faz uma de suas melhores autuações, ao lado de poucos momentos com Daniel Craig. Uma aula de história pra quem gosta do assunto.
-Filme assistido em 01 de Novembro de 2015 -Nota 7/10
Disparado é o melhor filme de Spielberg até aqui. Apesar de contar a história de um grupo de agentes israelenses, não faz necessariamente apologia às razões de Israel, ou caracteriza o outro lado como 'inimigos satânicos da cultura judaico-cristã'. Pelo contrário, até humaniza o terrorista palestino com quem o grupo israelense divide, inadvertidamente um esconderijo O ritmo da História também é correto, pois não se trata de uma obra de ação, com trogloditas distribuindo tiros e sopapos para todos os lados. Concordo que tenha faltado um pouco mais de profundidade psicológica ao personagem de Avner, mas mesmo assim é uma ótima obra de cinema.
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