Eu gostei muito do filme. Antes de assistir havia acabado de ler o livro , que encontrei no fundo de um armário velho de casa. Amei o livro , me arrisco a dizer que é meu livro favorito. O filme ficou muito bom, Jean Baptiste Grenouille foi muito bem representado , fazendo jus ao livro, é um personagem sombrio mas que quando bem analisado se torna cativante apesar de seus crimes. O cenário da antiga Paris na história e do nascimento de Grenouille foram maravilhosamente representados também, corresponderam aos que me passavam na cabeça durante a leitura do livro. Muitos detalhes bacanas do livro foram breves demais , mas é aceitável visando que o filme tem apenas 2h 27 m.spoiler: O final é bom sim, não é apenas uma orgia sem sentido. Grenouille descobre que mesmo com a criação do perfume as pessoas não o amam e nem vão o amar de verdade , sendo assim o sentido de sua vida acaba ali, então ele vai a um "beco" cheio de pessoas em estado de vida degradante , como prostitutas, mendigos, bandidos , e derrama todo o perfume em si mesmo , sendo comido vivo. O final me fez pensar que ele apenas queria ser amado e que este foi seu objetivo durante todo o filme.
filme incrível! tem simplesmente o poder de nos levar para dentro da história, nos envolve em uma trama de mistério e ao mesmo tempo de dor. O passado do personagem principal revela o motivo de seu comportamento frio e insensível em relação às pessoas. Por um momento chegamos a pensar que a alma das pessoas é aquilo que elas transmitem, como é o caso do amor e da ternura "roubados" e transformado em essências pela personagem principal, tornando-o não só um assassino, mas também um ladrão de almas. Um dos melhores filmes que já vi na minha vida! recomendo.
Concordo com o Adriano. O filme é interessante, mas no final o autor viaja geral e estraga tudo. Além do criminoso não ser condenado, ainda é aclamado anjo. Ah... me poupe! Que babaquice!
Um dos piores filmes que tive o desprazer de assistir. História doentia, lenta e final ridículo. Muito descabido de qualquer realidade. Péssimo, não percam tempo com isso! Se eu pudesse dar 0,0 estrela, daria.
A biografia de Jean-Baptiste Grenouille, do escritor alemão, Patrick Süskind, foi finalmente transportada para telona por um compatriota. Com o objetivo de ter mais visibilidade na mídia internacional, a opção de idioma foi o inglês. Tom Tykwer ("CORRA, LOLA, CORRA") conseguiu vencer o maior obstáculo do roteiro: como passar para película uma trama que é baseada no olfato, eis a pergunta que deve ter passado pela cabeça do diretor centenas de vezes. A Paris do solo fétido, particularmente no local de nascimento do protagonista, no mercado de peixes, foi exuberantemente retratada. Ao espectador ficou claro a sensação nauseabunda daquela atmosfera pútrida. A mãe de Jean-Baptiste pretendia abandonar o filho ali no mercado de peixes, porém, foi pega no ato e levada à forca. O nosso anti-herói foi levado a uma creche, cuja dona visava puramente o lado financeiro. Apesar de ter sido vítima de todo o tipo de agressão desde o seu nascimento, Jean-Baptiste resistiu a tudo e a todos. Antes de falar ele já conhecia o mundo à sua volta pelo olfato apuradíssimo que possuía. Sua vida irá mudar na adolescência quando ele encontra o especialista em perfumes, Baldini (Dustin Hoffman, em mais uma excelente performance), já meio decadente na sua arte. Jean-Baptiste ajuda Baldini a confeccionar uma série de perfumes que fazem um sucesso instantâneo. Por outro lado, o protagonista aprende todas as etapas de elaboração de uma essência. A vida só tinha sentido para Jean-Baptiste pela possibilidade de alcançar novos odores agradáveis. Nessa altura, ele decide sintetizar o perfume que teria um aroma capaz de levar as pessoas ao paraíso. Para tal ele acaba matando uma série de mulheres, pois ele não tinha habilidade oral na mesma proporção que a olfativa. Jean-Baptiste passava uma gordura sobre o corpo das mulheres cujo odor ele estava buscando, raspava a gordura, destilava e elaborava um perfume. A junção de 12 desses odores trouxeram o resultado tão ansiado por Jean-Baptiste. Apesar de ter escapado da forca por esses assassinatos em série, Jean-Baptiste estava condenado a vagar infeliz pelo resto dos seus dias. A bizarrice prevalece sobre a procura da beleza, razão que motiva a todos nós humanos: a imagem perfeita, o som idílico, o sentimento profundo, etc. A gente vive atrás de buscar esse pedaço de paraíso na terra e nunca consegue alcançá-lo. E quando consegue como foi o caso de Jean-Baptiste, uma sensação de fracasso prevalece. Todo o povo sucumbindo ao odor que Jean-Baptiste espalhou pela cidade de Grasse contaminou - no mau sentido - o meu paladar com relação ao filme.
Partindo de um livro que tem uma mensagem a transmitir, o filme dificilmente consegue fazê-lo tão bem. Creio que faltou algo no filme, seja levá-lo ao suspense mais evidente, ou transmitir de forma mais clara o tipo de mensagem que o livro o faz. Tenho agora interesse em ler o livro por causa disso. É um filme interessante e que, provavelmente irei assistir outras vezes, mas não que eu vá atrás para assisti-lo novamente.
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