Perfume - A História de um Assassino: Críticas - Página 3
Perfume - A História de um Assassino
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Luana M.
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4,5
Enviada em 18 de fevereiro de 2013
Traumatizado desde o abrir dos olhos, é assim que se inicia a saga de Jean-Baptiste Grenouille. Indesejado pela mãe e nascido de um parto cruel feito pela mesma em um fétido mercado de peixes na Paris do século XVIII. Descoberta em sua tentativa de mata-lo, a mãe de Jean-Baptiste é levada à forca. Órfão, ele foi levado a um “abrigo” onde as crianças eram exploradas e é lá onde tentam mata-lo novamente. Ainda bebê Jean-Baptiste sofre mais esse trauma que inconscientemente irá contribuir para a formação de sua personalidade doentia e extremamente singular. Depois de certa idade Jean-Baptiste é vendido para trabalhar (escravo) em um curtume, onde a expectativa de vida é de apenas cinco anos, e mais uma vez ele contradiz as suposições e sobrevive afinal ele tem uma história pra viver e fazer. Desde muito pequeno Grenouille demonstra um talento especial: Ele possui uma capacidade incomum, um olfato extremamente apurado e a capacidade de guardar e “destrinchar” cada odor em sua mente, sentindo as particularidades de cada um. E é justamente esse talento permeia toda a história. Depois de vários anos trabalhando incansavelmente até dezesseis horas por dia, a vida de Jean-Baptiste muda quando ele comete o seu primeiro crime (não intencionado) passa a ser aprendiz de um perfumista Italiano quase falido. Giuseppe Baldini compra o rapaz ao dono do curtume e o leva para aprender o ofício, com uma única condição imposta por Grenouille: Ele precisa ensiná-lo a preservar o perfume de todas as coisas. Baldini sai do esquecimento com o sucesso estrondoso que os perfumes criados por Jean-Baptiste e seu olfato quase sobrenatural proporcionam. Após algum tempo Jean-Baptiste ainda não conseguiu aprender a arte de preservar o perfume de todas as coisas e quase morre tamanha é a sua obsessão. Então Baldini o manda para Grasse, a “Meca” dos perfumistas. E é lá que Jean-Batiste Grenouille procura sua alma, seu perfume, pois sendo aquele que pode sentir e guardar todos os odores, ele não possui o seu próprio cheiro. Ele não possui alma, segundo as palavras de Baldini, o perfume é a alma das pessoas. Então o que é Jean-Baptiste para o mundo? Em sua mente, ele apenas nunca existiu verdadeiramente. Para elaborar o melhor perfume do mundo, o seu perfume, Grenouille, torna-se um verdadeiro Serial Killer, demostrando indícios de psicopatia durante toda a história. Porém o seu único desejo é preservar os melhores aromas que o seu olfato já pode captar. E ele consegue. O perfume produzido por ele o faz verdadeiramente poderoso, como um anjo, Grenouille detém o poder de controlar o amor com apenas uma gota do melhor perfume já produzido. Porém o amor, que sempre foi um sentimento desconhecido para ele, torna-se a apoteose e a ruína de Jean-Baptiste, que em meio a um mercado fétido de Paris finalmente tem a ilusão de ser amado. O que também pode ser observado é a atitude religiosa , quando a igreja no filme associa sempre a maldade, que pode ser explicada como uma tendência psicopata de uma pessoa, ao demônio, além de o perfume supostamente conferir um poder divino a Grenouille, fazendo-o aos olhos das outras pessoas um enviado de Deus. Inicialmente foi dito que o filme era impossível, pois o personagem principal não se expressava. Ao assistir a essa produção é óbvio que esse empecilho foi superado com maestria, pois Jean-Baptiste foi interpretado com tamanha intensidade que as falas tornaram-se algo secundário. Cenas extremamente belas e chocantes permeiam toda a trama. E ao associar a fotografia, os fatos, a trilha sonora e outros elementos, possuímos um filme que confunde e choca que o assiste e divide os sentimentos entre a revolta e a piedade.
Eu li o livro depois de assistir o filme, e amei! Patrick Suskind é um grande escritor, baseou a história de Perfume a partir da teoria dos impulsos sexuais de Freud, onde o olfato constitui um dos sentidos primordiais quando o homem ainda não tinha o total domínio da visão. Este livro é uma verdadeira obra de arte na minha opinião, e o filme fez jus ao livro.
O PIOR FILME DA MINHA VIDA! Filme sem pé, nem cabeça... a história é absurda e nojenta! A cena final então.. meus olhos queimaram!! Quem se queimou também foi o Dustin Hoffman por ter participado desse pseudo-filme.
Não sei quanto ao livro, que pelas criticas parece ser melhor, mas o filme deixa muito a desejar. Começa muito bem mas vai desandando até um final que beira o ridículo. Particularmente acho a história fraca, tem pinta de fabula mas é exagerada demais. + uma bosta hollywoodiana, fuja!
Há muito tempo li o livro com especial prazer e fui levado a ver o filme, vi o filme e fui impelido a ler o livro novamente o que por sua vez obrigou-me a assistir ao filme mais uma vez... resumindo: tratam-se de verdadeiras obras primas!
Dizem que todos nascem com um talento próprio que nos distingue dos demais, dizem também que todos vivemos com um propósito, uma missão de vida. Mas o que fazer se este talento e essa missão são, na verdade, duas faces de uma mesma maldição? Perfume é um filme baseado nessa premissa, Jean é um jovem com habilidades divinas, capaz de feitos grandiosos, mas que ao mesmo tempo se vê aprisionado pelo próprio destino. Descobriu o talento para cativar o coração da humanidade pelo nariz, mas é incapaz dele mesmo sentir e apreciar o fruto desse amor. É um eterno solitário. Talvez por isso, por essa "pena" que ele desperta em nós, que acabamos presenciando todas as atrocidades que ele comete por sua obsessão sem julga-lo claramente, é como se fizéssemos vistas grossas à seus crimes em prol de sua inocência quase autistica. A fotografia e caracterização dos cenários e roupas é algo além da perfeição. Hoffmann e Rickman juntos com o protagonista dão um show de interpretação. E a trilha sonora é tão envolvente quanto o cheiro de um bom perfume. O ponto mais controverso é, sem dúvida, seu final. Em uma grande sacada de ousadia e certo deboche, o autor passa sua mensagem: No mundo não há o que não haja; tudo é possível e o absurdo é o tempero da vida.
Ótimo filme! Uma história tocante e simples, muito diferente do que temos visto em muitos filmes ultimamente. Todo o seu drama foi transmitido de uma forma sutil e eficaz, nos fazendo entender e até torcer pelo protagonista.
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