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Vinicius Monteiro
4 críticas
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3,0
Enviada em 19 de maio de 2026
Você se lembra de como era ter nove anos? Não a versão higienizada e colorida que os filmes de animação costumam vender, mas a realidade crua, confusa e muitas vezes solitária da infância? Se a sua expectativa ao dar o play em Onde Vivem os Monstros é encontrar uma aventura leve ao estilo Toy Story para distrair as crianças num domingo à tarde, pare agora. O que temos aqui não é um passatempo, mas um espelho. Em 90 minutos, somos confrontados com uma obra que ousa tratar a criança não como um ser ingênuo, mas como uma criatura complexa. É um filme que divide opiniões: para alguns, uma obra-prima incompreendida; para outros, um exercício de paciência.
É quase milagroso o que Jonze e Dave Eggers conseguiram fazer com um livro de apenas 350 palavras. Eles não só respeitaram a obra de Sendak, mas criaram uma nova história que merece ser lembrada por gerações. Evitando resumos óbvios, comparo este filme a A Primeira Noite de um Homem (The Graduate) para o público infantil. Pode parecer exagero, mas ambos tratam de protagonistas na fronteira entre dois mundos, confrontando as realidades do amadurecimento e fugindo para refúgios de imaturidade. Max, assim como Benjamin Braddock, precisa aceitar que não dá para viver fugindo, uma revelação que vem através das interações com aqueles ao seu redor.
A representação de Max me deixou intrigado e, por vezes, confuso. Ele é retratado como uma criança tão selvagem e problemática que meu primeiro instinto foi diagnosticar algum distúrbio sério, talvez autismo, embora o filme pareça tratá-lo apenas como uma criança perturbada por um lar desfeito. O problema maior, para mim, foi a falta de um objetivo externo claro. A narrativa se resume a Max tentando evitar ser devorado e inventando projetos sem propósito real, como a construção de uma fortaleza esférica. Essa falta de direção fez com que a história parecesse episódica e arrastada. Preciso ser honesto: em vários momentos, senti tédio.
Se há algo indiscutível, no entanto, é a qualidade da produção. A atuação de Max Records é impressionante; ele me convenceu totalmente em seu papel de criança desafiadora e complexa. Visualmente, Onde Vivem os Monstros é um triunfo da textura. Jonze optou por uma abordagem híbrida: atores dentro de trajes gigantescos criados pela Jim Henson’s Creature Shop, com rostos animados digitalmente. O resultado é que os monstros têm peso, ocupam espaço e interagem fisicamente com Max. Sentimos a sujeira, o pelo embaraçado, a luz do sol batendo na poeira. A cinematografia cria uma intimidade quase documental que salva o filme nos momentos em que o roteiro perde o fôlego.
Onde Vivem os Monstros é uma obra de contrastes. É visualmente deslumbrante e emocionalmente ressonante, capaz de despertar memórias adormecidas da infância, mas também é narrativamente arrastado e, por vezes, cansativo. É o tipo de filme que respeito mais do que amo. A coragem de Spike Jonze em não entregar respostas fáceis é louvável, mas cobra seu preço no ritmo. Recomendo que você assista para tirar suas próprias conclusões, mas vá preparado: você pode se ver chorando com a solidão de Max em um momento e, no seguinte, lutando contra o sono enquanto eles constroem mais um forte. De qualquer forma, é uma experiência que não passará em branco.
Filme que marcou minha infancia e continua sendo bom até hoje.
Um ótimo e divertido filme. Os monstros representando cada personalidade do Max. Mostrando também a evolução dele ao longo do filme, dele deixando de ser um garoto mimado. A última parte da mãe dele observando ele exausta é muito bonito.
É um filme bem divertido. E com uma aventura bem legal.
- Roteiro: Nota 7 - Aventura: Nota 7 - Atuações: Nota 8 - Efeitos especiais: Nota 8
Em si o filme retrata muito bem o assunto proposto, conseguindo fundir o público mais jovens com o público adulto que está atrás de um filme mais "SIGNIFICATIVO" moralmente falando
Um filme com muito simbolismo. A ilha, o mistério, os monstros que podem representar nossos diversos “eus”. Nossas emoções, sonhos e anseios a flor da pele. A expressividade das emoções mais viscerais até as mais sutis.
O Filme ‘’Onde Vivem Os Monstros’’, de 2009, é um filme de Fantasia bem comum como as pessoas falam, mais Assistindo o Filme várias e várias vezes eu notei que ele se trata muito sobre psicologia e isso é uma área que eu sou muito fascinado, bem a História, há um garoto solitário e problemático chamado Max que sua mãe tendo culpa de não lhe dar atenção foge de casa depois de uma discussão, e vai parar em um mundo cheio de monstros que o garoto tem liderança entre eles usando a sua imaginação enorme, contando histórias e estando ao lado desses monstros. Esse Filme é incrível tanto como os pontos que cada coisa representa ao longo do filme E Provando que Max ainda é uma criança que tem uma imaginação surreal
Vi o filme com a minha miúda de 7 anos e ela ficou enganchada com a história, de facto, chorou imenso quando o Max abandonou a ilha. No nosso caso dá, sim, para ser ser visto por crianças. Na verdade, há idades onde gostam cada vez mais de histórias de pessoas de carne e osso. É um adaptação muito livre do conto gráfico, por vezes rude de mais ;-) mas, em geral, é um bom filme para ser visto por pais e crianças para o comentar e partilhar. Recomendo.
""Alguns podem achar o seu tom escuro e narrativa delgada fora de colocação, mas a sincera adaptação do livro infantil clássico de Spike Jonze é tão bonita como ele é intransigente""
Meu filme favorito! Esse filme retrata a história de um garoto que vive em conflito com seus monstros internos. Apesar da rebeldia, Max é um garoto doce, e de uma imaginação fértil. O filme me mostrou onde realmente vivem o monstros: em cada um de nós. E todos podem ser reis e rainha dos seus monstros, assim como o Max. Um filme emocionante, divertido e mágico.
Me identifiquei muito com esse filme . Eu acho que a mensagem do filme é que as pessoas que tem um comportamento como o do Max , que se sentem sozinhas e sem atenção ( e por conta disso são muito sensíveis ) , acabam vivendo suas maiores aventuras dentro de si mesmo , num mundo dentro de você , na imaginacão, ou seja, ele encontrou a felicidade dele em si mesmo , percebendo que não precisava da atenção das outras pessoas como a da mãe ou da irmã por exemplo para se divertir e ser feliz .
“Onde vivem os monstros” tem um inicio muito marcante, não apenas para quem foi uma criança sozinha, mas também para que foi um irmão ou irmã mais velha que negligenciava o irmão, ou o pai que não pode dar a atenção necessária para o filho(a), isso realmente pega o telespectador, muito também pela ótima atuação do Max Records, todos sabíamos que o filme não se tratava única e exclusivamente disso, e sim que tinha uma aventura por trás, embora em determinado momento a mensagem que o filme passa é confusa, o roteiro do Spike Jonze é linear, a fotografia do filme é ótima, tal como as caracterizações dos monstros que tão medo e ao mesmo tempo não, realmente, são ótimas, tal como a trilha sonora também é boa mesclando musicas infantis a melancólicas, “Onde vivem os monstros” é um filme mediano para bom, mas ele é bonito de se ver, mostra a visão de mundo sobre uma criança sem amigos, sobre a amizade, sobre a importância da permanência da família, e tecnicamente ele também é bom(não entendo o porque tem tantas criticas negativas), não é um filme para crianças é um filme pra você ajudar aprender a interpretar todos os sentimentos que elas tem, não assista “Onde vivem os monstros” esperando ter uma experiência cinematográfica ou uma lição de vida, assista para se divertir e ter uma visão diferente sobre as pessoas, suas relações e o mundo.
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