á comentei por aqui que cinema, na minha opinião, pode ser dividido em duas ações principais. Uma delas é a emoção e a outra o pode de nos fazer pensar e até, porque não, mudarmos nossos pensamentos ou ideais.
Aventuras de Pi, ou Life of Pi, pega nessa parte emocional. Impressionante como o filme tem essa levada cheia de explosões de sentimentos e não é pesado. Chega-se muito perto do ponto onde tudo pode-se perder em meio ao turbilhão de emoções, decisões, frustrações e muito, mas muita mesmo, coragem.
A história contada dentro do filme, faz todo sentindo quando se chega ao fim. E toca o coração de verdade e nos mostra o quão longe podemos ir quando chegamos no limite e, no caso do filme, quando passamos esse limite e muitas coisas são questionadas como: fé, coragem e acima de tudo nossa humanidade.
O filme mostra que tudo tem um ponto de vista e depende apenas de nós escolhermos qual vamos seguir por toda nossa vida. Toda moeda tem duas faces, toda escolha tem vantagens e desvantagens. Essa foi a lição que tirei desse filme. Lógico que de forma simplista, resumi toda essa obra em algumas palavras.
Me restam duas considerações finais. A primeira é que não li o livro, então não tenho capacidade de comparar as duas obras e, mesmo que o tivesse lido, acho que a comparação cinema-literatura é errada. Na segunda só queria deixar marcado que as estatuetas faturadas no Oscar foram mais que justas.
A tempos que não assisto um filme tão belo quanto esse, a forma leve e respeitosa que tratam o que é "Deus" para cada um de nós é algo incrível. A miscigenação apresentada no filme faz, ou ao menos deveria fazer, os preconceituosos e/ou os tipos de pessoas que não conseguem aceitar a religião alheia completos bobos. Com uma fotografia incrível o expectador sai extasiado ao final do filme, beleza aliada a uma boa mensagem é uma formula que sempre da certo. Ang Lee mais uma vez surpreende e emociona, parabéns.
Mais do que uma retirada por sobrevivência, em consequências desastrosas, “As Aventuras de Pi” é um filme sobre nós e Deus.
O início do filme percorre três fés diferentes e o clima do politicamente correto ao trata-las está na dose certa. Ang Lee não se aprofunda na filosofia de cada uma delas até porque quem as experimenta é Pi ainda criança. O diretor retrata deslumbrantemente as manifestações de Deus para um garoto que está em busca de si mesmo. “Eu só quero amar a Deus” ou “A fé é uma casa de muitos quartos” diz o garoto para justificar sua necessidade de procura por algo que o conforte definitivamente.
A história de amor impossível (entre Pi adolescente e sua namorada) embutida na narrativa faz com que Piscine (Pi) tenha experiência semelhante com o grande coadjuvante do filme: o tigre. Em algumas cenas, o diretor opta por utilizar efeitos visuais de extrema qualidade para dar veracidade à relação entre o animal e o garoto e usa um tigre-de-bengala de verdade em suas cenas solas. Mas a complexidade de uma relação com um animal é desentranhada em alto mar pelo garoto quando se vê obrigado a impor limites e regras no ambiente em que estão. Lee deixa as cenas tensas e leves na mesma dosagem num ponto em que mostra a complexidade inversa: a relação de um animal com um humano. A visão do tigre no filme não é a prioridade do diretor, mas o expressa evidentemente do início ao fim.
São muitos dias em alto mar. Oceano, para ser mais preciso. E Piscine sofre todas as consequências de um náufrago: insolação, queimaduras, desnutrição e delírios. A misteriosa ilha que encontra no meio da narrativa é uma interrogação imensa em nossas cabeças.
A estreia de Suraj Sharma no circuito comercial de cinema não poderia ter sido melhor. Destacou-se entre três mil atores nas audições-testes para o papel, filho de pai desenvolvedor de softwares e mãe economista o garoto conseguiu o papel segundo Ang Lee por ter “olhar expressivo e aparência inocente”. Desde que terminaram as filmagens o jovem ator retornou aos seus estudos de Filosofia na Delhi University. Ang Lee deverá colher os louros do sucesso por “As Aventuras de Pi” logo logo. As grandes premiações estão por vir e deverá repetir todos os elogios que conseguiu em “O Tigre e o Dragão” e o prestigiado “O Segredo de BrockbackMountain”.
A recomendação para “As Aventuras de Pi” agora, não é de alguém que gosta de cinema tanto quanto de arroz e feijão, mas de alguém que gosta de filmes complicados, roteiros expressivos, fotografia inusitada, efeitos de qualidade, diálogos (neste caso, quase monólogo) desafiadores e principalmente tem temor à Deus. Porque a história de Pi é como a história de todos nós: questionamentos e incertezas perante Deus. As respostas cabe a cada um encontrá-las e o mais fascinante é ver como um garoto encontra seu caminho com a ajuda de um tigre-de-bengala.
O filme " As aventura de Pi " tem em relação uma historia fantástica, com de fato suas aventuras mesmo sento um filme muito similar aos demais, por exemplo a sua historia um verdadeiro conjunto de fatos sobre fatos... Mesmo a primeira historia sendo um mito, mais mesmo assim prefiro continuar acreditando nela !!! Pois sua segunda historia é muito triste e tocante,mais como um critico me sinto forçado a confessa que se não fosse a segunda historia... a primeira nem teria sentido . Essa fui a minha critica espero que gostem !!!
Achei o filme grandioso. Cada detalhe artístico muito bem pensado. Uma história sobre fé (ou ausência de fé) e sobrevivência. O que eu mais gostei foi o final, pois ele toca no tema da fé de modo aberto e amplo. Ateus e não-ateus irão ver e fazer leituras diferentes. A pergunta que você que for ver o filme tem que responder é: qual história você preferiria? Eu gostei das duas. E você?
Um filme magistral. Seu destaque é a sua fotografia, cenas que fazem brilhar os olhos e uma edição, sem exageros, perfeita. O tratamento delicado do filme com as religiões e as faces da Índia o torna primoroso!
As Aventuras de PI é um ótimo filme, gostei muito da historia, o final poderia ser um pouco diferente, naquela hora o tigre deveria ter olhado para trás, mas mesmo assim gostei do filme
Muito bom o filme, mas me incomodou em alguns aspectos.Se o filme seguisse o ritmo do seu primeiro ato, seria o melhor filme do ano, mas ai começa a trama principal do filme e ele tem uma queda de ritmo.Em compensaçao, a parte visual começa aparecer mais, e ele tem umas cenas épicas, um exemplo é a cena da tempestade.Outra coisa q eu n gostei foi a valorizaçao da fé,mas tudo bem, um ótimo filme q justifica suas 11 indicaçoes ao oscar
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