Sociedade dos Poetas Mortos
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4,6
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113 Críticas do usuário

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Lucas Lopes
Lucas Lopes

1 seguidor 39 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de agosto de 2026
Que filme bom. Uma reflexão muito profunda e necessária sobre como a escola que deveria ser a emancipação intelectual dos alunos vira mera indústria de repetição de fórmulas e conceitos jogados ao vento e como quem tenta romper com o sistema se dá mal. Ótima atuação do brilhante Robbie Williams e menção honrosa para Ethan Hawke e Robert Sean. A única coisa é que a fotografia é um pouco datada, muitos takes com a câmera com pouco ou nenhum movimento que dá um ar mais lento para o filme. Porém, não deixa de ser um clássico obrigatório, ASSISTA!
Carlos Taiti
Carlos Taiti

10 seguidores 358 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de julho de 2026
 **SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS (1989)**

**Ano de lançamento:** 1989
**Duração:** 2h08min
**Gênero:** Drama, Comédia dramática
**Principais atores:** Robin Williams (John Keating), Robert Sean Leonard (Neil Perry), Ethan Hawke (Todd Anderson), Josh Charles (Knox Overstreet), Gale Hansen (Charlie Dalton), Dylan Kussman (Richard Cameron), Allelon Ruggiero (Steven Meeks), James Waterston (Gerard Pitts) e Kurtwood Smith (Thomas Perry).

### ⭐ ESTÓRIA

Poucos filmes conseguem transformar uma simples sala de aula em um espaço de reflexão sobre a própria existência. *Sociedade dos Poetas Mortos* é um desses filmes. Ambientado em 1959, em uma tradicional e conservadora escola preparatória para jovens da elite, o filme apresenta a chegada do professor de literatura John Keating, um ex-aluno da instituição que retorna trazendo consigo uma maneira completamente diferente de enxergar a educação e a vida.

Enquanto a escola prega disciplina, tradição, honra e conformidade, Keating apresenta aos seus alunos uma ideia revolucionária para aquele ambiente: **Carpe Diem — aproveitem o dia**. Mais do que uma frase bonita, o professor incentiva os jovens a pensarem por conta própria, questionarem aquilo que lhes é imposto e encontrarem suas próprias vozes.

É nesse contexto que nasce a retomada da Sociedade dos Poetas Mortos, um grupo secreto no qual os estudantes se reúnem para ler poesias, compartilhar pensamentos e experimentar uma liberdade que não encontram dentro dos rígidos muros da escola.

###  PERSONAGENS E ATUAÇÕES

Robin Williams encontra talvez um dos papéis mais emblemáticos de sua carreira. John Keating não é apenas um professor; ele representa uma ruptura. Sua maneira de ensinar, seu humor e sua sensibilidade fazem com que os alunos descubram que educação não precisa significar apenas decorar conteúdos, obedecer regras e seguir um caminho previamente determinado.

Robert Sean Leonard entrega uma atuação marcante como Neil Perry, jovem talentoso que vive o conflito entre aquilo que deseja ser e aquilo que seu pai determinou que ele deveria ser. Neil encontra no teatro uma paixão verdadeira, mas está preso a um futuro que não escolheu.

Ethan Hawke, como Todd Anderson, apresenta outro tipo de conflito: o jovem tímido, inseguro e incapaz de acreditar na própria voz. Sua transformação é uma das mais bonitas do filme.

### 易 ROTEIRO E TEMAS

O grande mérito do roteiro está em não transformar a história em uma simples celebração da rebeldia. O filme é muito mais profundo. Ele discute o conflito entre **liberdade e autoridade**, entre **sonhos pessoais e expectativas familiares**, entre **individualidade e conformismo**.

A tragédia de Neil é justamente o ponto em que essa discussão deixa de ser apenas filosófica. O jovem não consegue encontrar uma saída entre aquilo que deseja para sua vida e aquilo que seu pai exige dele. Sua morte representa o resultado devastador de uma pressão que não encontrou espaço para ser ouvida.

O filme, portanto, não coloca toda a responsabilidade em Keating. Sua mensagem é poderosa, mas a obra também mostra que despertar alguém para a liberdade pode ser doloroso quando essa pessoa continua vivendo em um ambiente que não permite que ela seja livre.

###  FOTOGRAFIA E DIREÇÃO

A direção de Peter Weir é elegante e cuidadosa. A escola é filmada quase como uma fortaleza: corredores, salas e ambientes simétricos que reforçam a sensação de controle e rigidez. Em contraste, os encontros da Sociedade dos Poetas Mortos acontecem em uma caverna, um espaço escuro, mas paradoxalmente muito mais livre.

Essa escolha visual é brilhante. A escola possui luz e tradição, mas limita. A caverna é escura e escondida, mas oferece liberdade.

###  A CENA FINAL

Poucas cenas finais são tão simbólicas quanto aquela em que os alunos sobem sobre suas carteiras e dizem, cada um à sua maneira, **"Oh Captain! My Captain!"**.

A cena não representa apenas uma despedida. É o resultado de tudo aquilo que Keating tentou ensinar. Pela primeira vez, aqueles jovens estão olhando o mundo de uma perspectiva diferente — literalmente de cima.

Mesmo depois de ser expulso, Keating deixou algo que a instituição não conseguiu apagar: a capacidade de pensar.

###  CRÍTICA

*Sociedade dos Poetas Mortos* é um filme que envelheceu muito bem porque sua mensagem continua atual. Ainda vivemos em uma sociedade na qual muitas pessoas são pressionadas a seguir caminhos escolhidos por outras. Pais que projetam seus sonhos nos filhos, instituições que valorizam resultados acima da felicidade e jovens que muitas vezes precisam lutar para descobrir quem realmente são.

O filme não é perfeito e pode, em alguns momentos, carregar um certo sentimentalismo típico de seu período. Porém, sua força emocional supera essas limitações.

O grande triunfo de Peter Weir e Robin Williams foi compreender que um professor pode ensinar muito mais do que aquilo que está escrito em um livro. Keating ensina seus alunos a questionar, sentir e, principalmente, pensar.

E talvez essa seja a verdadeira essência do filme: **a vida é curta demais para ser vivida exclusivamente segundo as expectativas dos outros**.

Um drama profundo, emocionante e extremamente simbólico, que utiliza a poesia para falar sobre liberdade, juventude, autoridade, sonhos e o preço de não poder escolher o próprio caminho.

**⭐ Minha nota: 9/10**

 **Um clássico absoluto do cinema dramático. Um filme que não apenas conta uma história, mas convida o espectador a olhar para a própria vida de uma maneira diferente.**
hiandra braz
hiandra braz

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de junho de 2026
Meu filme de memória afetiva, simplesmente esplêndido! Esse filme é um sentimento, é intensidade, é grandioso e esplendoroso de tão magnífico que é. Fez parte da minha adolescência, na qual me identificava com o Niel. Todos os jovens deveriam assistir!! Recomendo demais
CAROL PACHECO
CAROL PACHECO

27 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 14 de maio de 2026
Bonito filme, a paixão e a criatividade do professor que conquistou os alunos ricos, frívolos por criação, ignorantes. Acabam se transformando em seres pensantes, começam a amar a cultura, os livros, o teatro. E por causa disso, o professor é crucificado pela ignorância e pelo preconceito dos pais do rapaz, causando uma tragédia. Muita sensibilidade na atuação do Robin Willis, no papel do professor
Fabricio Ferreira
Fabricio Ferreira

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de abril de 2026
Esse clássico é o melhor, esse filme te faz refletir sobre ações, ele vai muito além de poesia ele te faz pensar
yah Zé
yah Zé

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de janeiro de 2026
um dos melhorrs filmes, o todf e o Neil é um dos que eu mais me indentifio o todd é mais na dele e tem dificuldade para pensar em poesias o Neil tem sonhos arruinados pelos pais eu amo sociedade dos poetas mortos
Carlos P.
Carlos P.

268 seguidores 431 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de novembro de 2025
Robin Williams é o ator perfeito para esse papel, de um professor que abre a mente de seus alunos práticos para questões filosóficas. Do ponto de vista realista, pra conseguir concluir uma tarefa dessas, é necessário alguém com carisma e isso o ator tem de sobra. O filme já tem um roteiro excelente, e com essa atuação, fica ainda mais grandioso.
Ana clara Oliveira
Ana clara Oliveira

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 26 de outubro de 2025
filme incrível que aborda temas muito relevantes. as pessoas querem tanto agradar a sociedade e se adequar ao padrão, que esquecem que são livres, são poesias escritas por si mesmo. eu, adolescente, assim como o Todd, eu fiquei muito feliz com a cena final, visto que, o Neil precisou perder a voz, pra que Todd conseguisse expressar tudo que estava guardado e se expressar diante a morte do Neil. nós somos livres, nós somos pensadores e capacitados a transformar o mundo ao nosso ver, siga sem medo, realize seus desejos, viva intensamente, até porque ninguém sabe o dia de amanhã, o Neil não sabia. os pais influenciam muito o que nós pensamos, não sinta-se pressionado, siga a carreira que quiser, viva a vida que quiser, não seja no futuro, algo que você nunca almejou e tua alma gritou por ser. spoiler:
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Joás Oliveira
Joás Oliveira

1 seguidor 13 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 24 de setembro de 2025
O filme se passa em uma escola rigorosa com métodos de ensino tradicionais, bem como seus professores e até mesmo os pais dos alunos.
O professor Keating, protagonista do filme, desafia esse padrão da escola e propõe uma pedagogia participativa, que estimula os alunos a pensarem "por si mesmos". Ao fazer isso, ele recebe uma resistência por parte da direção da escola, mas a essa altura ele já havia cumprido seu papel, os alunos retomaram um antigo hábito de seu professor, onde se reuniam para ler poesias, este grupo era intitulado Sociedade dos Poetas Mortos e tinham como lemas a frase latina "Carpe Diem" (aproveite o dia de hoje) e uma citação de Thoreau "Eu fui a floresta por que queria viver deliberadamente, eu queria viver profundamente e sugar toda a essência da vida. Fazer apodrecer tudo que não fosse vida, para que chegando a minha morte, eu não descobrisse que não vivi!"

O ponto máximo do filme acontece quando um de seus alunos mais notáveis se apaixona pelo teatro, mas seus pais rigorosos o obrigam a seguir a carreira de medicina. Devido à muita insistência de seu filho em desobedecer a ordem dos pais, eles decidem mudá-lo de escola e após uma discussão o filho decide tirar a própria vida.
A diretoria da escola, desesperada pela repercussão negativa deste fato, demite o professor, que recebe uma despedida emocionante de sua turma.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 21 de fevereiro de 2025
Sociedade dos Poetas Mortos (1989), dirigido por Peter Weir e estrelado por Robin Williams, é um filme que transcende o tempo, explorando temas universais como individualidade, liberdade de expressão e a luta contra a opressão. Com um roteiro premiado de Tom Schulman, o filme se tornou um marco cultural, inspirando gerações a refletir sobre o significado da vida, a importância da arte e o poder da poesia. A obra é uma mistura de drama emocionante, crítica social e homenagem à beleza da literatura, mas também recebeu críticas por seu tom melodramático e simplificação de questões complexas.

O enredo se passa em 1959, na Welton Academy, um conservador internato masculino que preza tradição, honra e disciplina. A chegada do carismático professor John Keating (Robin Williams) desafia as normas rígidas da instituição, inspirando seus alunos a "aproveitar o dia" (carpe diem). Keating reintroduz os jovens à Sociedade dos Poetas Mortos, um grupo secreto que celebra a poesia e a liberdade de pensamento.

O filme aborda a tensão entre conformidade e individualidade, especialmente através do personagem Neil Perry (Robert Sean Leonard), um jovem talentoso que sonha em ser ator, mas é pressionado pelo pai a seguir carreira em medicina. A tragédia que se desenrola com o suicídio de Neil é um ponto crucial do filme, levantando questões sobre autoritarismo, falta de diálogo e a repressão de sonhos. A narrativa é comovente, mas alguns críticos argumentam que o roteiro cai no melodrama, simplificando conflitos complexos em uma dicotomia entre "bem" (Keating) e "mal" (a instituição e os pais).

Robin Williams entrega uma performance memorável como John Keating, equilibrando humor e profundidade emocional. Sua interpretação é contida, mas poderosa, destacando-se em cenas como a recitação de "Oh Captain! My Captain!" de Walt Whitman e o momento em que incentiva Todd Anderson (Ethan Hawke) a expressar-se através da poesia. Williams captura a essência de um professor inspirador, cujas lições vão além da sala de aula.

O elenco jovem também merece elogios. Ethan Hawke, em seu papel como Todd, o estudante tímido que descobre sua voz, é particularmente impressionante. Robert Sean Leonard, como Neil, transmite a angústia de um jovem preso entre suas aspirações e as expectativas familiares. A química entre os atores reforça a sensação de camaradagem e rebeldia que define o grupo.

O roteiro de Tom Schulman, vencedor do Oscar, é repleto de diálogos inspiradores e citações poéticas. Frases como "nós não escrevemos poesia porque achamos lindo, nós escrevemos poesia porque pertencemos à raça humana" ressoam profundamente, destacando a importância da arte como expressão da condição humana. No entanto, alguns críticos, como Roger Ebert, argumentam que o filme cai em clichês e banalidades, especialmente na representação simplista do conflito entre Keating e a administração da escola.

Apesar disso, o roteiro consegue capturar a essência da juventude: a busca por identidade, o desejo de liberdade e o medo do fracasso. A tragédia de Neil serve como um lembrete sombrio das consequências da repressão, enquanto o crescimento de Todd simboliza a esperança de que a individualidade pode triunfar.

A cinematografia de John Seale complementa perfeitamente o tom do filme. As cenas na caverna, onde os alunos se reúnem para recitar poesia, são envoltas em sombras e luzes de velas, criando uma atmosfera quase mística. As tomadas da paisagem de Vermont, com suas florestas e rios, contrastam com a rigidez da arquitetura da escola, simbolizando a liberdade que os alunos tanto desejam.

A cena final, em que os alunos se levantam em suas mesas para homenagear Keating, é visualmente impactante. A câmera captura a determinação nos rostos dos jovens, enquanto Keating olha para eles com orgulho e gratidão. É um momento poderoso que encapsula o tema central do filme: a coragem de desafiar as normas em nome da autenticidade.

A trilha sonora, composta por Maurice Jarre, é delicada e emocional, complementando as cenas sem dominá-las. O uso de músicas clássicas, como a "Ode à Alegria" de Beethoven, durante as reuniões da Sociedade dos Poetas Mortos, adiciona uma camada de grandiosidade e reverência à experiência dos personagens. A música reforça o tema da transcendência através da arte, conectando os jovens a algo maior que eles mesmos.

O final do filme é ambíguo e emocionalmente carregado. A partida de Keating, forçada pela administração da escola, é um momento de derrota, mas a homenagem dos alunos, que se levantam e recitam "Oh Captain! My Captain!", é um ato de resistência e lealdade. Esse gesto simboliza que as lições de Keating permanecerão com eles, mesmo que ele não esteja mais presente.

No entanto, o final também levanta questões sobre o impacto real de Keating. Enquanto alguns alunos, como Todd, parecem ter sido transformados, outros, como Cameron, permanecem conformados. A tragédia de Neil sugere que, apesar da inspiração de Keating, o sistema opressivo ainda tem um poder avassalador.

Sociedade dos Poetas Mortos é um filme que ressoa profundamente com aqueles que valorizam a individualidade e a liberdade de expressão. Suas mensagens sobre o poder da poesia e a importância de "aproveitar o dia" são atemporais, e as performances, especialmente a de Robin Williams, são inesquecíveis. No entanto, o filme não está isento de falhas. Seu tom melodramático e a simplificação de conflitos complexos podem afastar alguns espectadores.

Apesar disso, o filme permanece como um tributo à capacidade da arte de transformar vidas. Como Keating diz: "A linguagem foi desenvolvida por uma razão: para nos comunicarmos. E para nos comunicarmos com o máximo de paixão possível." Sociedade dos Poetas Mortos é, acima de tudo, um chamado para vivermos com paixão e autenticidade, mesmo diante das adversidades.
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