Adeus, Lenin!
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4,1
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23 Críticas do usuário

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SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

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2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Esta sátira sobre um jovem da Alemanha oriental, Alexander (Daniel Brühl), cuja mãe, Christine (Katrin Sab) sofre um infarto e fica em coma alguns meses. É fundamental saber-se que Christine ficou internada durante o período que levou à queda do muro de Berlim: 1989. Alexander é alertado pelos médicos sobre a condição crítica da saúde de sua mãe. Ela que desde a década de 70 era daquelas comunistas de carteirinha, uma professora dedicada integralmente, em especial após a fuga do marido para Berlim ocidental. Temendo que o coração "vermelho" de sua mãe não resistisse às notícias relativas à unificação das Alemanhas, Alexander cria um mundo pararelo para ela. Desde as marcas alimentares que eram apreciadas por Christine, até produzir vídeos caseiros recontando (ou melhor dizendo, contando sob o seu ponto de vista, as glórias do comunismo) a história dos acontecimentos que culminaram com a derrubada do muro de Berlim. Alexander e um amigo faziam vídeos enaltecendo o regime comunista, que chegou inclusive a derrotar a coca-cola, o maior símbolo do capitalismo. O rapaz chegou a chamar ex-alunos da mãe, ex-funcionários do partidão, para que no seu aniversário, Christine que nada estava diferente em seu país. O grande mérito do diretor Wolfgang Becker é de ter feito o maior tributo aos ideais políticos que um jovem tem em relação ao mundo e, em particular, ao seu país natal. A grande lealdade é a de um filho capaz de qualquer coisa para evitar o sofrimento de sua mãe. Trilha sonora, fotografia e roteiro simplesmente irresistíveis. Não tenho dúvida em afirmar que é o melhor filme que assisti em 2004.
Fernando
Fernando

28 seguidores 86 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Interessante filme sobre o fim da Alemanha Oriental. o que marca no filme é a atuação do filho com as diversas maneiras de criar e manter "viva" uma Alemanha Oriental que não existe mais para a mãe doente e comunista. Muito bem construído.
Francisco Russo
Francisco Russo

19.544 seguidores 687 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
"Adeus, Lênin!" é um filme extremamente humano, daqueles que poucas vezes por ano temos a oportunidade de assistir. O filme tem alguma semelhança com "A Vida é Bela" no sentido de que há uma pessoa querendo ocultar a verdade para outra de forma a protegê-la, mas aqui o assunto é tratado com uma leveza bem maior, sem falar que o próprio desenrolar da história é muito mais verossímil do que a saga de Roberto Benigni e seu filho em um campo de concentração nazista. O filme consegue mesclar informação histórica sobre a Alemanha Oriental e sua trama de forma que informa e ao mesmo tempo encanta a quem assiste. Logo de início temos uma visão de como era a vida na Alemanha Oriental, com o processo de reunificação também sendo detalhado já em sua primeira meia hora. Inclusive este processo de mudanças extremas no país impressiona pela rapidez com que tudo ocorre, o que é evidenciado pela quantidade de informações que é passada ao público para, apenas depois, ser revelado que tudo aquilo aconteceu em apenas 8 meses. Tempo demais para qualquer pessoa, como Christine, permanecer em coma, mas também um período muito curto para que tantas mudanças ocorressem em uma sociedade. Com o despertar do coma de Christine o filme se dedica à busca incessante de Alexander, seu filho, em evitar que a mãe saiba das mudanças ocorridas na Alemanha Oriental. O motivo é simples: Christine é uma socialista convicta e acabou de sofrer um infarto. Para evitar um 2º infarto, que seria fatal, deve levar uma vida sem que tenha choques ou emoções muito fortes. Como as mudanças foram muito gritantes, e extremamente conflitantes com a ideologia a qual a mãe defende, Alex decide por poupar a mãe e criar em torno dela uma outra realidade, onde nada aconteceu e a Alemanha Oriental continua a mesma de antes de seu infarto. Para obter sucesso Alex não mede esforços: busca potes de antigos produtos que não estão mais à venda, redecora sua casa para que nenhuma novidade pós-reunificação fique explícita, convence amigos a ajudarem na recriação do antigo país, produz vídeos com notícias falsas, que sua mãe possa ver na TV... Este último, por sinal, produz algumas das melhores cenas do filme, já que sempre que algo foge ao seu controle Alex busca explicar à mãe, através de notícias de um telejornal falso, uma justificativa para que tal situação tenha ocorrido. E assim segue o filme, com a busca incessante de Alex em manter as aparências de forma a que sua mãe não sofra um novo infarto. Este trabalho provoca cenas divertidíssimas, onde o inusitado sempre cria mais problemas para Alex, e ao mesmo tempo tocantes, pela própria dedicação do filho em fazer com que tudo dê certo. Tudo isso, mais o próprio desenrolar histórico da nova Alemanha, produz um filme que informa e emociona na medida certa. Muito bom filme, torço que ele esteja ao menos na relação de indicados do próximo Oscar de melhor filme estrangeiro.
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