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Daniel
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95 críticas
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2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O filme é sensacional, bem interpretado, boa direção e o roteiro mostra pontos importantes da vida de Johnny. Para quem gosta de música é um prato cheio, para quem gosta de música country melhor ainda. Assista!
Esse filme é interessante, pois, trata de uma história de vida. Entre alegrias e tristezas, um homem e uma mulher tentam acertar seus destinos. É um pouco parado, e isso acontece por se tratar de um drama romântico. Eu e minha esposa curtimos numa quinta-feira à noite juntinhos no sofá... Confira!
A comparação entre a cinebiografia de Johnny Cash e a de Ray Charles é imediata e óbvia. No ano passado, "RAY" rendeu a Jamie Foxx o Oscar de melhor ator. Muito embora as chances de Joaquin Phoenix serem pequenas de faturar a estatueta de melhor ator deste ano, o seu trabalho é magnífico. O grande problema é que o gênio de Ray Charles estava milhas à frente de Johnny Cash. De acordo com o roteiro de James Mangold e de Gill Dennis estabelece como ponto nevrálgico na vida de Johnny Cash a morte do seu irmão num acidente com uma serra elétrica (Cash contava com 5 ou 6 anos de idade). A preferência do pai de Johnny pelo filho morto foi um fantasma que perseguiu o cantor que gostava de se vestir de preto (executivos da indústria fonográfica, pessoas conhecidas costumavam dizer a Cash que se vestir de preto era como se ele fosse a um funeral, ao que ele respondia: e será que não iremos a um enterro?) durante boa parte de sua vida. Johnny Cash teve uma influência musical de sua mãe, basicamente gospel. E graças ao seu primeiro produtor que argumentava que gospel não vendia discos, que não iria levar Cash para lugar algum, este decide soltar os seus demônios e passa então a discorrer sobre assassinos, desafortunados, ou seja, tudo muito longe daquela idéia religiosa que povoava sua música até então. Excursiona com Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Carl Perkins divulgando seu trabalho. Eram os primórdios do rock. Cash conhece as anfetaminas pelas mãos de Presley. Anos mais tarde vai para a cadeia quando é pego pelas autoridades policiais no Texas. Johnny Cash se casa com Vivian, com quem tem duas filhas. Seu grande amor, porém, é June Carter (Reese Whiterspoon), com quem dividiu o palco e a vida por mais de um quarto de século. E foi graças a ela, que Johnny Cash conseguiu largar a sua dependência de anfetaminas. O filme começa e termina com um show que virou um disco ao vivo na prisão de Folstom. Após ter conseguido vencer todos os seus demônios, Johnny se sentia na obrigação de levar alegria àquelas pessoas que tanto apreciavam a sua música (e que mandavam centenas e centenas de cartas falando de suas vidas obscuras). Mesmo aqueles que não são fãs de carteirinha da música de Johnny Cash, irão apreciar mais esta cinebiografia musical. O título original em inglês é "WALK THE LINE", uma das músicas mais populares do homem de preto.
Johnny & June (Walk the Line), a cinebiografia do lendário Johnny Cash contada da sua infância no campo ao sucesso em turnês com Jerry Lee Lewis e a sua June Carter. O difícil relacionamento com o pai, o vício em anfetaminas e a paixão por June ajudam a entender um pouco a personalidade do homem de preto, interpretado com maestria por Joaquim Phoenix. O show na penitenciária é de arrepiar. The man comes around.
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